Quando o seu clamor chega ao trono de Deus

Nos piores momentos ainda temos um Deus

Muitas vezes nos sentimos oprimidos, seja no trabalho, no convívio familiar, no momento da decepção por aqueles que diziam ser nossos amigos ou em momentos de opressão interior por uma fração imensurável de fatores.

É nestes momentos que devemos entender, contra toda a fraqueza, que existe um Deus no céu que ouve o nosso clamor.

Você pode estar perguntando “como pode existir um Deus que nos vê passando por tudo isso e mesmo assim apenas ficar assistindo?”.

Deus não é um Deus distante e nem está na passividade (Jr 23:23). Nosso Deus age no momento certo.

Todavia, Ele opera de conformidade com o que buscamos e de acordo com nossos comportamentos nos momentos de aflição (Lm 3:25).

É incrível como o homem e a mulher muitas vezes desejam um Deus que age no piloto automático, que deve ser proativo e nos livrar de todas as nossas angústias sem que tenhamos que orar a Ele e lhe pedir auxílio.

Quero saber quem é que ensinou isso, pois este comportamento não é bíblico!

O que acontece no céu quando clamamos

A Palavra de Deus nos ensina a clamar nos momentos de dificuldade. Quando o seu e o meu clamor chegam ao trono de Deus as coisas mudam.

Na Palavra de Deus não há um momento sequer que seu povo o tenha buscado e clamado para que o Senhor não tivesse se levantado do trono para os livrar.

O salmista cantou essa verdade:

“Na minha angústia clamei ao Senhor; e o Senhor me respondeuSalmos 118:5

Foi o clamor do povo de Israel no Egito que fez Deus levantar Moisés para livrar o seu povo. As amarras da opressão estavam fazendo aquele povo gemer, mas Deus os ouviu.

Muitas vezes nos sentimos assim, gemendo, esperando um socorro. Fique tranquilo, pois o socorro vem.

Assim como veio do Senhor ao seu povo que estava no Egito, mesmo que do meio de uma sarça ardente, que não se consumia.

Eis as palavras de livramento do Senhor ao povo que clamou por seu socorro:

“E agora, eis que o clamor dos filhos de Israel é vindo a mim, e também tenho visto a opressão com que os egípcios os oprimem. Vem agora, pois, e eu te enviarei a Faraó para que tires o meu povo (os filhos de Israel) do Egito” Êxodo 3:9,10

Quando aceitamos a Jesus Cristo como suficiente Salvador das nossas vidas, crendo que Deus o ressuscitou dentre os mortos, somos beneficiados pela proteção de Deus e temos anjos poderosos ao nosso serviço (Hb 1:14).

Nunca pare de clamar

Então, porque não clamamos a Deus pelo socorro nos momentos de aflição?

Abra sua boca hoje, profetize que o socorro de Deus chega em sua casa e em seu lar. Certamente Deus entrará com providência e mudará a sua história.

Não existe opressão, decepção, depressão e outras mais adversidades que possam impedir nossas orações de chegarem ao trono de Deus.

O único que pode impedir seu clamor de subir é você mesmo. Nem o diabo e seus demônios podem impedir sua oração de subir (Dn 10:12).

Clame a Deus! Busque a Deus!

Esse Deus lhe conforta e abre uma porta que não existia para que você saiba que há saída para a sua vida! A chave dessa porta se chama fé!

A fé abre portas sobrenaturais. Se aqui não tem jeito, ali terá um jeito. Deixa Deus conduzir a sua história.

Cremos em um Deus de grandes sonhos, que para nós ainda são invisíveis, mas para Deus já são realidade. Basta confiar, clamar, buscar e esperar!

O Senhor se levanta para você hoje! Clame a Ele:

“Por causa da opressão do necessitado e do gemido do pobre, agora me levantarei”, diz o Senhor. “Eu lhes darei a segurança que tanto anseiam.” Salmos 12:5

Somos tão pobres, fracos e pequenos, mas ainda assim nosso Deus se levanta para cuidar de nós.

Este é o amor do nosso Pai.

A visão equivocada dos evangélicos brasileiros é achar que o governo secular deve impor a religião

Enquanto escrevia estas linhas, saiu uma publicação da revista Época noticiando que muitos irmãos evangélicos já estão abrindo os olhos e abandonando o absurdo que está ocorrendo em nosso país, que estava arrastando milhares de evangélicos incautos para uma visão distorcida da missão dada por Cristo. Graças dou ao nosso bom Deus!

Hoje inicio uma série acerca dos erros que nós evangélicos cometemos na política e ao pensarmos em sociedade (me incluo, pois não posso deixar de estar no meio do meu povo).

Esta série de artigos comporão uma grande resenha da primeira das “cinco visões equivocadas acerca de cristianismo e governo”, que estão descritas no Capítulo 1 do livro “Política Segundo a Bíblia” do teólogo americano Wayne Grudem. (compre clicando na imagem ao lado).

Se hoje, após ler o primeiro capítulo deste denso e alarmante livro de Grudem, eu fosse questionado pelo próprio autor qual das cinco visões equivocadas por ele destacadas a Igreja Evangélica brasileira está praticando, eu diria que estamos patinando sobre a primeira, por falta de conhecimento bíblico e social.

As cinco visões destacadas por Grudem são equivocadas e igualmente graves, mas a primeira é a base do comportamento social da Igreja para relacionar-se com as demais pessoas na sociedade. É através desta visão distorcida que praticamos o mesmo erro dos fariseus tão criticados por Jesus, que já os denunciava dizendo:

“ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando.” Mateus 23:13

A visão equivocada acerca de cristianismo e governo que a Igreja Evangélica brasileira está cometendo é pensar de maneira inflamada que o governo civil deve impor a religião, estabelecer preferência religiosa, adotar como oficial nossos cultos em detrimento de todas as demais religiões que estejam presentes na nação.

Este pensamento de se utilizar do cristianismo para diminuir, desprezar e subjugar as demais pessoas já foi utilizado por muitos políticos no decorrer da história, na maioria das vezes apoiada por quase que a inteireza da população cristã da época. Porém, as consequência de tal visão foi de densas trevas no transcorrer dos mil anos da era medieval.

Segundo Grudem, a visão de que o governo civil deve obrigar as pessoas a apoiar ou seguir determinada religião é completamente equivocada. Para corroborar sua opinião ele chama o leitor a fazer uma releitura da história da religião e do Estado para perceber as calamidades históricas que foram decorrentes desta visão.

A título de exemplo Grudem faz referência à Guerra dos Trinta Anos (1618-1648), que teve seu estopim com um conflito entre protestantes e católicos desejosos de controlar posses de terras, principalmente na Alemanha. Dentre muitas outras “guerras religiosas” que ocorreram nos séculos 16 e 17 na Europa, entre católicos e protestantes.

Nas palavras de Grudem:

“Também no século 16, protestantes reformados luteranos perseguiram e mataram milhares de membros de grupos anabatistas na Suíça e na Alemanha, que desejavam ter igrejas “só para os crentes” e que batizavam por imersão aqueles que faziam uma profissão pessoal de fé”

Contudo, ouso ir além do contexto histórico utilizado por Grudem, pois a questão da visão distorcida sobre cristianismo e governo, antes de existir a disputa das próprias denominações religiosas guerreando entre si para conseguir poder e espaço no controle da sociedade, era o próprio governo secular (Estado) que guerreava contra a própria Igreja. Até que o governo percebeu que utilizar-se da visão da imposição da religião sobre o povo seria a solução, em meio à ignorância política do povo cristão.

Referido quadro se deu com a ascensão do Imperador Constantino que, após ter entendido que a perseguição do Império Romano contra o crescimento dos cristãos não tinha dado certo por mais de três séculos, decidiu arrefecer os ânimos dos cristãos em face da perseguição (que só os fazia crescer) tornando o cristianismo a religião oficial do Estado, impondo-o sobre as religiões pagãs existentes.

Mesmo que houvesse sinceridade na conversão do Imperador Constantino, não há que se negar que também tratou-se de um ato político. Constantino se considerou o Sacerdote Supremo do povo, se consultando com cristãos para decidir os seus rumos. Após 100 anos desta mistura, o Império ruiu pela ocupação bárbara, que fez com que Roma ficasse destituída de Imperadores.

Surge, então, a figura Papal. Sem Imperadores, o bispo de Roma se torna Supremo Sacerdote, legislador e administrador de Roma e do mundo ocidental que deveria se subjugar aos seus comandos. Surge o período das trevas, em que as pessoas não tinham entendimento das escrituras, nem podiam se reunir para bem decidir se queriam seguir a religião papal, sem que fossem perseguidas e mortas.

Referida mistura de poder entre Estado e Igreja chegaria em seu ápice na Reforma Protestante, diante do completo desvirtuamento das tradições da Igreja Católica com o que as Escrituras ensinavam. Mas o flerte da Igreja com o Estado permanece grande até hoje e sendo ensinado erroneamente por muitos e agora está castigando a mentalidade dos evangélicos brasileiros.

Os cristãos (Católicos Romanos) brigaram tanto por territórios e poder político na Idade Média (cruzadas e outros conflitos), que muitas religiões atualmente continuam a perseguir os cristãos e nutrem um preconceito com o Cristianismo, como o hinduísmo e o islamismo, por razões históricas.

Conforme escreve Grudem, após conflitos religiosos, em 1779, três anos após a Declaração da Independência dos Estados Unidos, Thomas Jefferson redigiu a “Declaração de Virgínia para a Instituição da Liberdade Religiosa”, que refletia o apoio crescente à liberdade de expressão religiosa nos Estados Unidos. Seguem as palavras de Jefferson:

“Seja decretado pela Assembleia Geral que nenhum homem poderá ser obrigado a frequentar ou apoiar qualquer culto, local ou ministério religioso, nem será forçado, impedido, prejudicado ou afligido, em seu corpo ou em seus bens, nem sofrerá de qualquer outro modo em razão de suas opiniões ou crenças religiosas. Antes, todos os homens terão liberdade de professar e, por argumentos, defender suas opiniões em questões religiosas, o que não diminuirá, nem aumentará, nem afetará de qualquer outro modo sua capacidade civil”

Igualmente, no Brasil, temos o direito à liberdade religiosa, por meio da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, que prevê no artigo 5º, inciso VI, a liberdade de consciência, de crença e de culto religioso, tendo o Estado brasileiro inclusive o dever de proteger os locais de culto e suas liturgias.

Quem somos nós, então, para achar que uma religião deve sobressair politicamente sobre a outra se a política é sempre aliciada pela maldade e pelo pecado que rondam o mundo? Podemos, sim, exercer influência com bons políticos e governantes cristãos, mas querer transformar o Brasil numa nação com religião oficial é repetir erros históricos – nunca há sucesso em utilizar-se da Palavra de Cristo pela conquista do poder secular.

Nosso Reino não é daqui. Nosso Reino será juntamente com o nosso Rei Jesus, Salvador do mundo. A Igreja não pode se misturar com a maldade. É incogitável que a Igreja habite como um só no meio de cães devoradores.

Temos homens escolhidos para a missão específica de atuar na Política, cheios do Espírito Santo de Deus para impedir que o Anticristo reine antes do tempo determinado por Deus. Mas o papel da Igreja é proclamar o evangelho de paz do Reino de Deus que está infinitamente acima do governo secular, tendo como objetivo: Salvar as vidas que se perdem, abrindo as portas dos Céus.

Poderíamos mudar tal mentalidade do povo evangélico brasileiro, mas a história continua a se repetir, por falta de conhecimento e de ensinamento de que a Bíblia mostra que a visão de que o governo deve impor a religião é equivocada e contrária ao próprio ensino bíblico, como demonstraremos nos próximos posts, inciando-se com a verdade de que “Jesus fez distinção entre o reino de Deus e o de César”.

Resenha: As Novas Fronteiras da Ética Cristã – Pr. Claudionor de Andrade

O comportamento cristão é disciplinado de maneira completa à luz da Bíblia. E esta obra não nos traz respostas prontas, mas faz-nos refletir e observarmos a nós mesmos, como nos portamos socialmente.

Como devemos nos comportar diante do mundo moderno? Como devem ser orientadas nossas decisões e opiniões no contexto político contemporâneo? De que lado devemos estar diante de discussões sobre o homossexualismo, o aborto, a eutanásia, o suicídio, dentre outras questões polêmicas?

É buscando levar o leitor ao pensamento bíblico profundo dessas questões que o Pr. Claudionor de Andrade orientou esta linda obra prima colocada à nossa disposição pela nossa querida Casa Publicadora das Assembleias de Deus – CPAD.

O primeiro atrativo para se deleitar no conteúdo deste livro é o preço do ebook na amazon (clique aqui), que é sempre mais acessível, rápido e fácil de adquirir do que em qualquer outra loja virtual. Depois de adquiri-lo, é claro, o maior atrativo de todos é o seu conteúdo.

Muitos leitores podem achar a didática do Pr. Claudionor de Andrade por vezes rebuscada ou até mesmo com excesso de utilização da norma culta, mas confesso que este é um dos meus maiores atrativos nos livros do Pr. Claudionor.

Ler um capítulo de um livro deste erudito teólogo brasileiro é ser enriquecido com o aprendizado de comunicar-se com o domínio da norma culta, mas sem perder de vista a atenção devida à simplicidade e facilidade de compreensão, garantindo o acesso de todos.

Nunca antes foi tão necessário fazermos uma releitura da história social e política moderna para estabelecermos a importância da ética bíblica pura e simples. E o Pr. Claudionor nos conduz à reflexão do pós-guerra em 1945, quando o mundo abriu os olhos para a catástrofe que radicalismos moralistas podem causar.

A ética cristã apresentada nesta obra leva em consideração o preparo emocional, intelectual e até mesmo físico dos cristãos que desejam afirmar e defender a boa conduta cristã no século XXI.

Isto porque, durante a escrita das primeiras linhas deste livro o Pr Claudionor tinha acabado de passar por um transplante de fígado. E mesmo convalescente, Deus o despertou para a defesa da conduta ética em nossa sociedade. Que glorioso chamado!

Quem realmente ama a Deus e sua Santa Palavra mesmo em momentos mais difíceis, consegue suportar as adversidades e produzir para a obra de Deus. A ética cristã é um compromisso que fizemos com Jesus Cristo, a partir do momento que o aceitamos como Senhor e Salvador de nossas vidas.

Portanto, lhe convido a apreciar, meditar, aprender e meditar sobre seu comportamento cristão através deste livro. O radicalismo em momento algum resolveu os problemas morais da sociedade. O que muda é o compromisso individual e público, que é nosso testemunho pessoal da grande mudança que em nós foi operado pelo Senhor Jesus.

Direitos Sociais: qual a sua importância e por que não podemos negociá-los?

Previstos no artigo 6º da Constituição da República Federativa do Brasil, os direitos sociais são a garantia de que o Estado prestará a cada cidadão brasileiro o mínimo que precisa para viver dignamente.

São eles: a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, e a a assistência aos desamparados.

Assim foi decidido pelos nossos legisladores constitucionais, fazendo tais direitos parte do Título II da Constituição que tem como tema os “Direitos e Garantias Fundamentais”.

Decidindo o Estado que referidos direitos devem ser garantidos a todas as pessoas, não se pode falar em restrições destes direitos caso ameace a sobrevivência de qualquer parte da coletividade, que, na ausência dos mesmos poderá até mesmo vir a morrer.

A título de exemplo, utilizemos o Direito Social à Saúde. Este direito é garantia de prestação pelo Estado de um atendimento público geral e gratuito. Imaginemos, pois, que seja publicada uma lei que venha a revogar a gratuidade do acesso público à saúde e todas as pessoas passem a ser obrigadas a contratar planos de saúde. Estaremos garantindo saúde a toda a população ou apenas da parte mais abastada dos cidadãos? Certamente favorecerá os mais ricos.

Portanto, qualquer tipo de lei que venha a discutir a alteração de algum dos Direitos Sociais devem ser vistas com cautela. Evitando-se que o descuido possa comprometer a sobrevivência de parcela mais frágil da população. Certamente, todos nós já usufruímos alguma vez na vida esses direitos. Muitos podem até criticar a precariedade de alguns dos serviços, mas imaginemos se é cogitável um Brasil sem estes serviços… Não é.

O radicalismo sempre pregará pela diminuição ou extinção dos direitos sociais que são gratuitos, quando, na verdade, o que deve ser pregada é a melhoria dos serviços prestados pelo Estado para garantir cada dia mais a amplitude e a qualidade dos serviços básicos que fornecem ao público os Direitos Sociais.

Os Direitos Sociais previstos na Constituição, portanto, são doze. Farei, então, doze artigos aqui no blog explicando cada um deles. Mas primeiro vou escrever sobre a História dos Direitos Sociais contemporâneos, para que se saiba como e o por quê chegamos aqui com tantas garantias de que o Estado deve ajudar a população a sobreviver de forma saudável e com direitos básicos a dispor de todos.

Quando conhecemos os direitos que temos, nossa sobrevivência fica inegociável. Tudo o que os grandes políticos e empresários querem é que a população não cobrem seus direitos. Querem tirar até o básico que foi conquistado com muita luta e muitas vidas na história, por aqueles que combateram o autoritarismo pelo mínimo existencial, tornando-os inegociáveis.

O cristão protestante e as ideologias

As ideologias humanas ingressaram com força no círculo evangélico após as eleições presidenciais de 2018 no Brasil. À luz da Palavra de Deus a mistura das ideias humanas com a doutrina bíblica fere os bons costumes, contamina a comunhão e provoca contenda entre os irmãos, além de fazer com que a igreja esqueça de cumprir com seu papel social.

Primeiramente, inicio este texto com a afirmação de que os crentes verdadeiros, que possuem sua confiança e esperança em Cristo Jesus devem estar acima de quaisquer discussões humanas, pois estamos além de qualquer razão social ou jurídica formulada pelos homens. Isto porque vivemos em uma dimensão sobrenatural como igreja, ou seja, estamos acima do natural, do que o mundo ensina, do que o mundo vive.


O Apóstolo Paulo foi bem claro ao afirmar que não vivemos por vista, mas vivemos por fé (2 Cor. 2:7). Fé não se explica, fé se vive. Os homens, desprovidos da sabedoria de Deus, vivem por vista. Tentam explicar racionalmente aquilo que não conseguem compreender. Assim eram os filósofos pré-socráticos. Assim foi Sócrates, mesmo utilizando-se de seu método de questionamentos para ensinar seus pupilos, o objetivo era buscar a verdade; e depois dele os demais filósofos que o sucederam.


As discussões sobre as ideias humanas para explicar os dilemas sociais (ideologias), seguem o mesmo raciocínio dos filósofos, buscando verificar através das discussões do mundo que se vê o que seria “certo” e o que seria “errado”. Diante disso contendem diuturnamente e vivem frustrados, pois a maldade, o sofrimento e a morte são destinos humanos que não há solução no mundo natural.


Sobrevindo os ensinamentos de Jesus Cristo, tudo mudou. Ele, sendo Deus em forma de homem, veio solucionar tais contendas intermináveis em si mesmo, se entregando e fundando a igreja, para que por meio dele realizasse a missão de resgatar os homens da maldade, do sofrimento e da morte, por intermédio da fé que se fundamenta da graça salvadora, encontrando apenas em Jesus as soluções para as mazelas sociais.


O Senhor e Salvador Jesus Cristo foi enfático e definitivo em dizer que apenas Ele é “O Caminho, a Verdade e a Vida”. Todas as ideias humanas devem ser construídas tendo por base o que Ele ensinou para seus discípulos e que foram testemunhas no mundo da época e chegou até nós. Não é Marx, Engels, Jeremy Bentham, Edmund Burke entre expoentes da “esquerda” e “direita” da política moderna que vão dizer para a igreja o que fazer ou como se comportar no meio social. Nossa única e principal fonte de ensino e conduta social é Jesus Cristo, através da Bíblia Sagrada.


A fonte da direção de como a sociedade deve ser conduzida deve ser trazida pela Palavra de Deus. É triste ver no Brasil, pouquíssimas pessoas que se dizem cristãos, mas não usam a Bíblia como fonte de suas “opiniões” políticas. Quando sua posição não se confirma pela Palavra de Deus, são rápidos em dizer que não se pode misturar política com religião. E quando a crítica do outro contra seu candidato político, trata de utilizar texto isolado dizendo que devemos ser “sujeitos às autoridades”, como se isso significasse que devemos descumprir preceitos bíblicos para concordar com posições que não passam pelo crivo da Palavra de Deus.


A verdade é que, a pretexto de buscarem seus próprios interesses muitos cristãos estão relativizando a Palavra de Deus. Negociando o seu “entendimento político” sobrepondo-o à realidade do evangelho de Cristo. Seja o posicionamento ideológico de seu partido ou candidato preferido, sempre que seus argumentos destoarem dos ensinos bíblicos, é dever do verdadeiro cristão discordar dele e exigir a correção de seu pensamento.

Alguns textos bíblicos são maravilhosos para ilustrar o proceder de verdadeiros governantes, que possuem condutas básicas que agradam a Deus. Provérbios 31 foi escrito por um rei árabe, chamado Lemuel, com ensinamentos ilustres que obteve de sua sábia mãe, que, após adverti-lo de se afastar dos prazeres lhe mostrou o caminho correto de um bom governo dizendo:

“Abre a tua boca a favor do mudo, pela causa de todos que são designados à destruição. Abre a tua boca; julga retamente; e faze justiça aos pobres e aos necessitados.” Provérbios 31:8,9


Fazer justiça a quem precisa não é “fazer a justiça que queremos”, mas fazer a justiça que as pessoas precisam para viverem suas vidas em paz e com suas necessidades básicas supridas. Isso nos orienta a cumprirmos a responsabilidade social atribuída à Igreja por Jesus Cristo, visto que não mais andamos vivendo para nós mesmos, quando encontramos Jesus vivemos em razão de todos aqueles destinatários da salvação, como nós.


A igreja, biblicamente falando, tem uma responsabilidade perante a sociedade, que se inicia pelo amor ao próximo e pela fé em Deus, sendo manifestada através das boas obras, conforme pontilhou o apóstolo Tiago: “A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e guardar-se da corrupção do mundo” (Tg. 1.27).

Neste versículo observamos o compromisso social da igreja, que é fruto do amor de Deus derramado pelo Espírito Santo em nossos corações. Assim como Jesus se interessou e se comoveu em razão das mazelas sociais, a igreja e o ministério, não podem agir diferentemente.

A responsabilidade social consiste em visitar os órfãos, as viúvas, fazer doações, ajudar os carentes, amar os desafortunados, chorar com os que choram, proclamar libertação espiritual aos cativos, fundar instituições sociais e educacionais, que realmente trabalhem com transparência e seriedade.

A igreja contemporânea vem sendo bombardeada pelo comodismo, onde muitos crentes estão com medo de trabalhar, avançar, crescer, marchar e conquistar os propósitos de Deus para o seu povo e para a humanidade. A ação social da igreja reflete o tamanho da fé e o brilho de nossa espiritualidade em Cristo Jesus.

A ética e a responsabilidade social foram vislumbradas por Jesus: “… porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e estando enfermo e na prisão não me visitastes” (Mateus 25.42,43).

Cuidar daqueles que necessitam de nossa ajuda é uma atitude cristã e abençoadora. Que Deus nos desperte a fazer o bem, sem distinção de classe e etnia, afinal, a igreja foi chamada para ser SAL DA TERRA e LUZ DO MUNDO.


Fujamos, pois, das ideologias humanas e voltemo-nos para a Palavra de Deus, para vivermos um verdadeiros evangelho que traz paz e atrai pessoas para o caminho da verdade que é a salvação em Jesus Cristo.

A continuidade do dom de Apóstolo

O apostolado é um dom ministerial que ainda continua vivo, mas não é para qualquer pessoa. O dom de apóstolo trata-se de uma capacitação muito especial confiada nas mãos de verdadeiros pioneiros e desbravadores da missão evangelística no mundo.

dom de apóstolo

O dom de Apóstolo continua na atualidade?

Acerca do dom ministerial apostólico, em Efésios 4.11, o Apóstolo Paulo nos ensina que Deus “[…] deu uns para apóstolos […] querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo”.

Comentando este versículo, acerca do dom apostólico, assim ensina o pastor e professor Quemuel Lima:


“Os que recebem do Senhor esse dom são escolhidos por Deus para a realização de obras pioneiras e desbravadoras.” (Epístolas Paulinas, 2007, pg. 64)

O apóstolo Paulo sofreu calúnias, porém defendeu sua chamada apostólica diante dos Gálatas e muito padeceu por causa do Evangelho (Atos 9:16), tendo sido reconhecido, por seus trabalhos, como possuidor desse dom maravilhoso (Gl. 1:15-24).


Em nossa geração pentecostal apóstolos (enviados especiais de Deus) cuidaram e ainda cuidam da missão de propagar o Evangelho, doando suas vidas pela Obra de Deus e formando missionários. Veja o que o pioneiro Pr. Lewi Petrus afirma prefaciando a biografia do pioneiro Gunnar Vingren (fundador das Assembleias de Deus no Brasil):

“Muito se tem discutido em círculos teológicos sobre se o ministério do apostolado continuou depois dos doze apóstolos que haviam estado com Jesus durante a sua vida terrena, e que o viram pessoalmente. Existem, porém, no Novo Testamento, indícios de um ministério apostólico continuado. Determinadas passagens mencionam algumas pessoas como apóstolos, embora não pertencessem ao número dos doze escolhidos. Na carta aos Efésios, Paulo apresenta o ministério apostólico entre outras coisas que deveriam servir para a edificação da Igreja: Ef 4.11-15. A palavra apóstolo significa “enviado”, “delegado” uma pessoa que está devidamente autorizada por outra que a enviou para realizar missão que lhe foi confiada. Essa palavra no latim é missionário, e significa igualmente uma pessoa que foi incumbida e enviada por outra para realizar uma missão especial. No Novo Testamento usa-se esse termo para pessoas que estão dedicadas ao trabalho de pioneirismo. O significado é ilustrado da melhor maneira possível no trabalho pioneiro de um missionário em um novo campo. Gunnar Vingren foi um apóstolo no sentido perfeito da palavra. Quando ele e Daniel Berg foram para o Brasil, eram apóstolos de Cristo tanto quanto Paulo e Barnabé, que também foram chamados apóstolos (At 14.4; 1 Co 9.15) e saíram para Chipre, na Ásia Menor.” (Diário do Pioneiro Gunnar Vingren, 5ª edição, Ed. CPAD, 2000, pg. 11-12 – prefácio)

O dom Apostólico continua

A obra apostólica continua, confiada nas mãos de homens que há muitos anos trabalham para a expansão da Igreja, pelo levantamento de novos obreiros para a ceifa nos campos brancos, com o avanço do ministério Evangelístico.


Cuidado com as mentiras que são contadas por aí, em supostos “círculos teológicos”. A obra apostólica é um trabalho especial que continua vivo, colocado pelo Espírito Santo nas mãos de homens selecionados para líderes especiais que são responsáveis, ainda, por muitos ministros enviados para lugares específicos para a Missão.


A maior prova do apostolado é a vida e avanço da Igreja!


Que a graça e a Paz do Senhor nosso Deus esteja com todos.

Aliás, o cesto de Moisés se moveu ou não se moveu no rio Nilo?

Parece ser uma questão pacífica entre os pregadores que o cesto de Moisés teria descido o rio Nilo, mas não é isso o que a Palavra de Deus diz.

Esta intrigante questão se extrai da interpretação textual do versiculo 3 do capítulo 2 do livro do Êxodo que diz assim:

Não podendo, porém, mais escondê-lo, tomou uma arca de juncos, e a revestiu com barro e betume; e, pondo nela o menino, a pôs nos juncos à margem do rio. Êxodo 2:3

Juncos são um tipo de vegetação bem comum daquela área que crescia na margem do rio, porém nasce dentro da água, nas partes rasas. Portanto, trata-se se uma vegetação aquática.


A mãe de Moisés, simplesmente o pôs nos juncos, certamente para que a correnteza não o levasse. A intenção da genitora deste pequeno que se tornaria um grande homem de Deus, era protegê-lo da morte.


Nesse sentido, jamais deixaria seu filho sofrer riscos descendo o rio com a correnteza. Deixá-lo junto ao rio teve uma conotação religiosa, tendo a hebréia buscado mexer nos sentimentos religiosos da filha de Faraó.


O rio Nilo era sagrado para os egípcios, e tirar um bebê solitário da água se tornaria algo sobrenatural para a jovem egípcia. Outra questão que denota a proteção foi Mirian, que ficou garantindo a segurança do infante. Veja que ela não “perseguiu” o cesto. Isto não está texto:

E sua irmã postou-se de longe, para saber o que lhe havia de acontecer. Êxodo 2:4

Mirian assumiu um posto de vigilância. Olhando o que aconteceria com a criança no cesto, deixada no meio dos juncos. O texto ainda refere que foi nesta posição estática que o cesto com o bebê foi tirado das águas (que de fato significa seu nome conforme o versículo 10):

E a filha de Faraó desceu a lavar-se no rio, e as suas donzelas passeavam, pela margem do rio; e ela viu a arca no meio dos juncos, e enviou a sua criada, que a tomou. Êxodo 2:5

Corroborando nossa opinião bíblica de que o cesto com o bebê não desceu o rio, como muitos apressadamente pregam, interpretando, a nosso ver, erroneamente o texto, explicam os renomados comentaristas do Comentário Beacon que a mãe de Moisés sabia que naquele ponto do rio Nilo a filha do Rei do Egito costumava se banhar:


“A fé dos pais (Hb 11.23) é claramente ilustrada quando a mãe viu que ele era formoso e escondeu-o três meses (2). Depois, ela o colocou em uma arca e a pôs nos juncos à borda do rio (3). A fé sempre resulta em ação, mesmo quando a ação é arriscada. Vivendo pela fé, a mãe também mostrou inteligência. Ela colocou o bebê num lugar do rio onde a princesa do Egito normalmente freqüentava. Também dispôs que a filha ficasse em um ponto estratégico para fazer a pergunta certa no momento certo (4,7). Para saber (4) ou observar. Também foi ato de fé a mulher hebréia entregar o filho nas mãos da princesa egípcia. Esta mãe, como ocorreu mais tarde com Ana e Maria, estava convencida de que seu filho era escolhido de Deus e estava disposta a entregá-lo à providência divina.” (Beacon, Antigo Testamento, Volume 1, 2003, CPAD)

Portanto, numa análise exegética entendemos que o cesto de Moisés não se moveu no rio, tendo ficado no lugar onde sua mãe o colocara até ser tirado do meio dos juncos pela filha de Faraó.


E o que você acha? Deixe sua opinião nos comentários e envie este texto para seus amigos.


A Paz do Senhor Jesus esteja sempre com você.

Militares disparam 80 tiros e matam um cidadão no Rio de Janeiro; o que diria João Batista?

Os militares dispararam contra o veículo do músico Evaldo dos Santos Rosa, que levava sua família para um chá de bebê. Os militares envolvidos seguem presos preventivamente, e estão sendo acusados de homicídio e tentativa de homicídio.

A notícia chocou o Brasil no último final de semana. Militares do Exército Brasileiro, em intervenção federal no Rio de Janeiro, dispararam mais de 80 tiros no veículo do músico que levava sua família para um chá de bebê.
Muitos brasileiros se indignaram nas redes sociais, pedindo justiça e mandando condolências para os familiares. O governo se manifestou dando apoio às investigações para que o caso seja devidamente apurado e punidos os responsáveis.
Todavia, a pergunta que não quer calar deve ser respondida: por quê tanta brutalidade na abordagem militar? O exagero de 80 disparos realizados não possui justificativa. Ainda mais estando no veículo uma família, e ninguém estava armado. O que falta para que haja o aprendizado de como tratar os iguais com respeito.
Não é porque se está com uma farda, em um posto de autoridade, que não se deva ter cautela e amor ao próximo, seja ele quem for. Não se trata de exagero na política de direitos humanos, mas de dar dignidade e o benefício da dúvida para as pessoas. A Bíblia trata sobre isso, em um versículo muito curioso em que João Batista conversa com militares romanos. Vejamos.

O que diria João Batista sobre o comportamento dos militares no Brasil e no mundo?


O versículo curioso está no capítulo 3 e versículo 14 do Evangelho segundo escreveu Lucas, que diz assim:

“E uns soldados o interrogaram também, dizendo: E nós que faremos? E ele lhes disse: A ninguém trateis mal nem defraudeis, e contentai-vos com o vosso soldo” Lucas 3:14

Esta é a tradução Almeida Revista e Corrigida, tradicionalmente utilizada pelos pentecostais. A Nova Versão Internacional diz:

“Não pratiquem extorsão nem acusem ninguém falsamente; contentem-se com o seu salário”Lucas 3:14.


João Batista estava ensinando nas margens do Jordão e muitos vinham consultar o profeta. Muitos anos se passaram desde que os últimos profetas haviam profetizado após o exílio do povo de Israel na Babilônia. Agora João Batista estava preparando o caminho, pregando o arrependimento e a correção moral de conduta para que fossem alcançados pelo salvador do mundo.


Alguns soldados romanos então chegam próximo de João e lhe perguntam o que devem fazer para que ficassem prontos para receber referida salvação, como poderiam estar preparados neste novo tempo que se aproximava em que aquele que viria exigiria uma conduta moral escorreita.


João então lhes exige três comportamentos: (1) não tratar as pessoas com opressão; (2) não cometer fraude (ou extorsão), falseando a verdade; (3) contentar-se com o que ganha, ou seja, não se corromper.


Estes três comportamentos revelam a dignidade do serviço militar. É como se João Batista estivesse dizendo a eles: “vocês são necessários e são referência para o povo”. Mas para que isso fosse motivo de alegria e de salvação para eles, deveriam praticar as condutas indicadas pelo profeta.


Não tratar mal as pessoas é o primeiro comportamento que deve ser exercitado por quem está investido em um cargo de autoridade. As pessoas admiram isso, e se admiram mais ainda quando são bem tratadas. Quando lhes é dado o benefício da dúvida. Quando não são humilhadas ou desprezadas.


Não cometer fraude ou falsear a verdade é outra ordem dada pelo profeta para que o serviço militar fosse bem desempenhado. Muitas vezes vemos na mídia a corrupção em um meio tão necessário para nossa segurança, que nos dá a impressão de estarmos completamente desprotegidos. Isso não pode ser tolerado. Por certo há as corregedorias militares para apurar e tirar do meio das corporações os profissionais que assim agem. Mas a Bíblia certamente é uma medida mais eficaz para termos profissionais militares dignos de sua farda.


Contentar-se com o salário não significa que devem se acomodar com o que ganham. Podem, sim, reivindicar bons salários, melhores condições de trabalho ao governo que servem. O que o texto quer dizer é que não podem amar o dinheiro de modo a se corromper para ganhar muito mais do que ganham, pois infelizmente esta atitude poderá perverter a verdadeira razão de terem escolhido a profissão militar, que é prezar pela ordem pública e pela segurança de todas as pessoas.


João Batista, certamente, estaria furioso com o comportamento desempenhado por muitos dos profissionais militares brasileiros que acabam por cometar referidas atrocidades, como a que vimos esta semana.


Todavia, não generalizamos, pois há no nosso meio muitos profissionais crentes, que servem a Deus e tratam bem as pessoas, andando pelo caminho da verdade, do respeito, da moralidade e conseguem viver bem com o que ganham, sem precisarem se corromper, pois o nosso Deus é o dono do ouro e da prata.

A Reforma da Previdência e os princípios Cristãos

A reforma da previdência apresentada pela presidência da República fere princípios cristãos básicos como o do amor ao próximo e auxílio aos necessitados.

Qual é o foco do governo?

O projeto da Reforma da Previdência (PEC 06/2019) foi apresentada pelo presidente da República diante de pressões econômicas para colocar as contas públicas no lugar. Mas podem os fins justificar os meios? Colocar em risco o sustento de milhões de brasileiros, a fim de atender aos desejos de parte do mercado financeiro é uma atitude cristã? Penso que não.
Primeiramente, podemos verificar dos reflexos do Governo diante de outros setores diversos da sociedade, que o interesse de colocar as contas públicas no lugar acaba sendo uma grande falácia. Verificamos isso no completo desinteresse do governo na política externa. Só nos primeiros três meses sofremos grande queda nas exportações, acarretando uma diminuição de 20,7% em produtos em geral, e 4,7 em carne e frango, em relação ao ano anterior.
As forças, pelo que nos parece, estão engendradas no bolso do mais pobre. O ataque é a economia doméstica da população e não o foco na industrialização, no fomento do comércio e na criação de novos postos de trabalho. O muito espaço que se dá à imposição da Reforma da Previdência no congresso nacional, por parte do governo, revela que o interesse se volta ao mercado.

Quas são as piores partes do texto da Reforma?
O texto da Reforma da Previdência tem pontos muito mal redigidos e muitos deles buscam, sem qualquer sombra de dúvida, dar margem para ulteriores regulamentações por decretos governamentais e até mesmo por normas internas da previdência social que disciplinam os procedimentos para concessão de benefícios. Aqui vou relacionar apenas as piores modificações trazidas:

1. O aumento da idade das mulheres e aumento do tempo de contribuição na Aposentadoria por Idade
A aposentadoria por idade é radicalmente modificada no texto da Reforma. As mulheres serão as primeiras impactadas, a sofrerem um aumento em dois anos para poder pedirem a aposentadoria. Antes aposentavam-se aos 60 anos, agora aposentarão aos 62, caso o texto seja aprovado.
Ainda, será necessário que haja a comprovação de pelo menos 20 anos de tempo de contribuição (período de carência), para que possa ser concedido o benefício. Enquanto antes era necessário a comprovação de apenas 15 anos de tempo de contribuição.
A idade mínima dos homens continua a mesma: 65 anos.

2. O fim da aposentadoria exclusivamente por tempo de contribuição
A Reforma apresentada sepulta, sem dó nem piedade a aposentadoria exclusivamente por tempo de contribuição. Homens ainda aposentam-se com 35 anos de contribuição e as mulheres com 30 anos de contribuição, independentemente da idade, mas sendo aprovada a reforma não haverá mais este tipo de aposentadoria.
Nosso povo foi criado, em sua maioria honesta, como pessoas que trabalham desde cedo. Quem não estiver dentro das regras de transicão da aposentadoria por idade (estar entre a casa dos 56-60 anos de idade) praticamente perderá o tempo contribuído tendo que esperar completar a idade de 60 anos, se mulher, ou 65, se homem, para aposentar.

3. A esmola do BPC – Benefício de Prestação Continuada
Esta modalidade de benefício tem como destinatárias as pessoas miseráveis no aspecto legal do termo, assim consideradas aqueles extremamente desamparados que sejam idosos ou portadores de deficiência que possuem menos de 1/4 (um quarto) de salário mínimo de renda mensal. Hoje essas pessoas são beneficiadas com um salário mínimo mensal.
Com o fim do BPC essas pessoas serão deixadas de lado, podendo ser lançadas à mendicância (se é que terão forças para isso). O governo propõe conceder um valor módico de R$ 400,00 (quatrocentos reais), que não paga sequer a alimentação, saúde e higiene suficiente de uma pessoa, quiçá moradia e qualidade mínima de vida.

4. A imposição do sistema de capitalização para os mais jovens e àqueles que não atendam aos requisitos da transição
Notícias atuais (sábado 06 de abril) informaram que o senhor presidente da República, Jair Bolsonaro, pretende deixar de lado este ponto da Reforma referente à mudança do sistema de repartição (jovens pagam para os mais velhos descansarem), para o regime de capitalização (cada um paga o que pretende usufruir depois).
O sistema de capitalização não é de tudo ruim. Porém, substituir de maneira radical um regime pelo outro é perder de vista questões relevantes que podem piorar a situação da previdência.
Em primeiro lugar, o segurado se torna um investidor de baixo a médio risco, dependendo de que instituição vai escolher para depositar mensalmente seu investimento. Em segundo lugar, qual será a indexação da taxa de juros, será comum para todos ou cada qual poderá escolher o que achar melhor dentre as disponiveis (Selic, TR, ORTN, etc)?
Ou seja, tratando-se da substituição de um regime público de repartição para um investimento, onde todo cuidado é pouco. A melhor proposta seria mesclar os dois por um tempo, e ir aos poucos aumentando a capitalização e diminuindo o uso do regime anterior, a fim de garantir os benefícios de seguro imediato (auxílio doença, aposentadorias por invalidez, auxílio acidente, etc).

5. Tratar os trabalhadores rurais e urbanos como se estivessem em igualdade de condições
Este ponto é uma das maiores tristezas do texto da Reforma. O texto acaba com qualquer diferenciação entre os trabalhadores rurais e urbanos, exigindo daqueles também a carência de 20 anos de contribuição, quando era apenas exigido comprovação de 15 anos de serviço rural (aliás são eles os primeiros que põe alimento na dispensa da sociedade).
Agora, além de serem obrigados a contribuir por 20 anos, as mulheres trabalhadoras rurais terão um aumento de 5 anos em sua idade para aposentar, igualando-se aos homens. Tendo ambos que se aposentar com 60 anos de idade. Verdadeira violência.

Conclusão

Os pontos acima explicitados revelam uma grande falta de humanidade. Quase todos eles são completamente desnecessários para se fazer uma reforma adequada, que atenda tanto aos fins econômicos, como para que se mantenha a seguridade social, que é a segurança que o cidadão precisa ter diante dos riscos sociais que o tempo acaba por nos impor, seja em razão de enfermidades, acidentes ou em razão do próprio decurso do tempo (idade).
Que o amor cristão vá de encontro aos corações de nossos deputados e senadores, para que os pontos acima destacados não sejam aprovados, e que façam as modificações necessárias para o bem do povo brasileiro, que já sofre com o aumento do desemprego e da falta de segurança, e agora será atacado em sua parcela mais frágil.

As crianças quando morrem na infância vão para o céu?

Ótimo material de consulta que utilizei para escrever o presente texto são os 4 volumes da obra Teologia para Pentecostais, do Pastor Walter Brunelli (disponível na Amazon). O pastor Brunelli é um Mestre reconhecido no meio evangélico pentecostal.

Admiro muito a sua história, visto que estudou e conviveu academicamente em cursos de teologia reformada (calvinista) não tendo perdido sua essência e fé pentecostal, pois na época em que iniciou seus estudos teológicos era muito difícil encontrar faculdades de teologia que fossem baseadas na doutrina pentecostal.

Ainda assim, o pastor Walter manteve sua interpretação literal e poderosa das Sagradas Escrituras nos pontos da doutrina do Espirito Santo (pneumatologia), da doutrina da salvação (soteriologia), e também da doutrina das últimas coisas (escatologia), conforme nossa fé veementemente pentecostal, biblicamente, nos ensina, enchendo-nos os corações e nossas mentes com o poder de Deus ao lermos a Santa Palavra.

A presente questão que ora se põe nada mais é do que um desses pontos polêmicos capaz de dividir teologias, que, entendo eu, apenas a interpretação literal e soteriológica pentecostal se amolda ao que o texto Sagrado nos revela. A resposta para a questão da Salvação Infantil está doutrinariamente localizada, para fins didáticos, na soteriologia bíblica, ou seja, na doutrina da salvação.

As crianças, ao morrerem ainda na primeira infância, ou seja, quando não fazem o uso pleno da razão, irão ou não para o céu? Isto é, serão ou não salvas? Comecemos analisando o texto chave e básico para a fiel resolução de tal celeuma, as palavras do Senhor Jesus no evangelho de Mateus 19.14: “Jesus, porém, disse: Deixai os pequeninos e não os estorveis de vir a mim, porque dos tais é o Reino dos Céus”.

A interpretação exegética deste texto é simplória, de modo que se Jesus quisesse ensinar de outra maneira diretamente o faria, pois nenhum de nós, meros leitores e aplicadores da Palavra do Senhor, podemos subentender o entendimento do Senhor Jesus quando suas palavras são tão diretas desta maneira.

Primeiramente, não havia uma ou duas crianças ali sendo levadas aos Senhor Jesus. O evangelista escreve que levaram a ele “alguns meninos” (vs. 18) para que os impusesse as mãos, estando os discípulos a repreendê-los de diante do Mestre. Não se pode, então, dizer-se que Jesus estava a tratar de cada criança em sua individualidade, mas estava a tratar-lhes coletiva e igualmente, simplesmente em seu critério biopsicológico: “pequeninos” (crianças).

Dirigindo-se, pois, às várias crianças que ali estavam, tratando-as como iguais diante de si, foi categórico em dizer-lhes: “dos tais é o Reino dos Céus”. Veja que não há um “talvez seja das tais”, ou para “alguma das tais”, ou para “parte das tais” é o Reino dos Céus. Muito menos Ele disse “as tais foram escolhidas por mim para herdarem o Reino dos Céus”.

A Palavra “É” deriva do verbo “ser”, que denota um direito adquirido, uma passagem direta, a expressão de algo que já está há muito tempo definido por Deus. Elas simplesmente são possuidoras dos Céus. Não poderia ser diferente. Vemos em Romanos 10:9, que “se com a boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo”.

Crianças não tem possibilidade alguma de bem articular utilizando-se da fala, nem mesmo os juízos estão formados para bem entenderem e colocarem o coração no que é santo ou profano. Seria Deus mal ao ponto de lançar um ser indefeso e desprovido de livre expressão e juízo no inferno? Absolutamente que não, pois tornaríamos o Senhor Deus o autor do mal.

O Senhor Jesus, explicita e abertamente nos ensinou que a sua graça já estava derramada sobre os pequeninos. Independentemente da postura dos seus pais ou de suas mães, se são ímpios ou se são crentes, não tendo as crianças entendimento para corresponder à Graça Preveniente, Jesus já demonstrou que esta graça lhes havia sido dada por direito adquirido e passagem direta ao Reino dos Céus.

Qualquer outra interpretação é colocar nas Palavras de Jesus um entendimento humano reducionista, inventado e manipulado que não nos cabe. Veja-se que o evangelista Marcos anotou que Jesus, ao ver os discípulos impugnando o acesso das crianças às suas bênçãos, indignou-se (Marcos 10.14). Como quem diz: “quem dera vocês fossem crianças para terem acesso direto aos Céus”.

Realmente eles não faziam ideia do que estavam fazendo. Estavam bloqueando os possuidores por excelência de terem contato com o dono da propriedade. Se delas é o Reino, quem somos nós para impedi-las de serem abençoadas pelo Senhor Jesus?

Sendo assim, tomamos por certo que as crianças são salvas, até o momento que se tornarem capazes de fazer o uso da razão e entenderem o bem e o mal e assim autodeterminar-se, aflorando-se a natureza pecaminosa. Veja-se, igualmente, a postura do SENHOR Deus ao determinar a Josué quem entraria na Canaã terrena:

“E vossos meninos, de que dissestes: por presa serão; e vossos filhos, que hoje nem bem nem mal sabem, ali entrarão, e a eles darei, e eles a possuirão” (Dt. 1.39).

Ora! Se foi assim na Canaã da terra, como seria diferente na Celestial? Haveria injustiça no tratamento do SENHOR? De modo algum! De igual sorte, há um raciocínio lógico, desvelado pela doutrina soteriológica do Apóstolo Paulo, especialmente nos versículos 12 e 14 do capitulo 5 de Romanos, onde ensina que

“[…] como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram. […] no entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão, o qual é a figura daquele que havia de vir”

Isto significa que, se o pecado de Adão foi capaz de fazer com que os homens nascessem em pecado, o Sangue de Jesus Cristo que tira o pecado do mundo é suficiente para anular o pecado com a benção da salvação àqueles que não fazem uso da razão para se autodeterminar pela natureza pecaminosa ou pelas boas obras da salvação, que são frutos da fé em Cristo Jesus (Efésios 2.10).

Nesse sentido ensina Strong:

“Como sem o seu ato pessoal os infantes herdaram a corrupção da parte de Adão, assim, sem o seu ato pessoal foi-lhes provida a salvação em Cristo” (Strong, 2003. p. 300).

Nesse ponto, há o interesse em saber qual é o momento em que a “criança” torna-se entendedora do bem e do mal, passando-se a ser capaz de se autodeterminar por um destes dois lados. Consoante o ensinamento do catedrático Pr. Walter Brunelli:


​​”Não é possível acomodar-se no argumento de que ‘das tais é o reino dos céus’ como doutrina absoluta de salvação infantil. É necessário considerar os limites demonstrados pelo próprio contexto, à luz do original, o qual põe em destaque crianças realmente inocentes. A responsabilização pelos atos infantis, a partir de certa idade, varia de criança para criança. Até completar os 18 anos de idade, o indivíduo é considerado ‘menor de idade’; se cometer delito, não será condenado, porque é apenas ‘infrator da lei’, isentando-se, assim, da responsabilidade penal aplicável a um indivíduo ‘maior’. O parâmetro bíblico certamente é outro. Em Lucas 18.15-17, começa a narrativa em que Jesus abençoa as crianças, aplicando o termo brephos, que no grego quer dizer ‘crianças recém nascida’; ‘criança de colo’; ‘lactante’. Embora o texto, a seguir, empregue o termo paidia, que indica criança, sem especificar idade, subentende-se, ainda, pelo contexto de Marcos 10.13-16, que se trate de crianças pequenas, porque contribui o texto informando que Ele as tomou nos braços, o que parece indicar que eram crianças de colo. Enquanto inocente, a criança está debaixo da proteção do sangue de Jesus. Seria uma contradição da própria lei condenar um inocente (Jó 4.7). Enquanto Jesus falou que ‘das tais é o reino de Deus’ (referindo-se às criancinhas), em Mateus 18, depois de haver dado uma lição de conversão aos discípulos, tomando uma criança como modelo, pela sua simplicidade, confiança, humildade e facilidade em acreditar, Ele concluiu dizendo que não é da vontade do Pai que nenhum desses pequeninos se perca. Ora, nessa expressão, Jesus admitiu a possibilidade de perda (cf. 2 Pe 3.9). Em Apocalipse 20.12, João diz que viu grandes e pequenos que compareciam para juízo, diante do trono do Cordeiro.”

Fica, assim, explicado, que não existe idade certa para que a criança seja consciente de estar fazendo bem ou estar fazendo o mal. Tal capacidade varia para cada ser humano. Portanto, caso você seja pai ou mãe e esteja lendo este texto preste atenção nas atitudes e comportamentos de seu filho e veja como se comporta para o bem ou para o mal, para saber se está consciente de suas ações.

Ensine-o no caminho em que deve andar e se empenhe para que ele corresponda com fé neste caminho. De outro lado, caso você seja uma criança prodígio e esteja lendo e compreendendo este texto, saiba que você tem pleno conhecimento do bem e do mal e pode sim vir a sofrer a perdição se não andar nos caminhos do Senhor Jesus com fé, demonstrando os frutos da salvação que são as práticas de boas obras (Efésios 2.10).

Tomemos cuidado, entretanto, com a interpretação de textos isolados para explicar a Salvação Infantil, em passagens nas quais não está sendo abordado tal assunto. A exemplo do ensino do Apóstolo Paulo no qual explica acerca da santificação do matrimônio com cônjuge descrente:

“Porque o marido descrente é santificado pela mulher, e a mulher descrente é santificada pelo marido. Doutra sorte, os filhos seriam imundos; mas, agora, são santos” (1 Co. 7.14).

Na interpretação deste versículo não pode ser confundida a “santificação” aqui atribuída pelo SENHOR, com a “santificação” que é a dedicação piedosa e diária do “salvo” perante Deus. O Apóstolo está ensinando que ser um dos cônjuges descrente não torna o casamento um pecado perante o cônjuge crente.

Assim, tendo Deus santificado o cônjuge descrente pela fé do cônjuge crente, não é necessário pôr fim ao matrimônio. De igual maneira, gerar filhos deste relacionamento também não é pecado, pois Deus os santificou pela fé do cônjuge crente.

Utilizar-se deste versículo para explicar que “a fé de um dos pais pode gerar a salvação dos filhos” é um completo erro de interpretação bíblica.

Esperamos que este texto tenha sido esclarecedor de todas as dúvidas que permeiam esta área soteriológica da Salvação das Crianças que não fazem uso da razão e não conseguem se autodeterminar racionalmente para o bem ou para o mal.

Ainda que existem interpretações diversas por outros intérpretes das diversas “teologias” que hoje existem, leia o texto sagrado e confronte com nossas conclusões, assim como fizeram os irmãos Bereanos (Atos 17.10-11), certamente o SENHOR Deus falará com você por intermédio de sua Santa Palavra.