Militares disparam 80 tiros e matam um cidadão no Rio de Janeiro; o que diria João Batista?

Os militares dispararam contra o veículo do músico Evaldo dos Santos Rosa, que levava sua família para um chá de bebê. Os militares envolvidos seguem presos preventivamente, e estão sendo acusados de homicídio e tentativa de homicídio.

A notícia chocou o Brasil no último final de semana. Militares do Exército Brasileiro, em intervenção federal no Rio de Janeiro, dispararam mais de 80 tiros no veículo do músico que levava sua família para um chá de bebê.
Muitos brasileiros se indignaram nas redes sociais, pedindo justiça e mandando condolências para os familiares. O governo se manifestou dando apoio às investigações para que o caso seja devidamente apurado e punidos os responsáveis.
Todavia, a pergunta que não quer calar deve ser respondida: por quê tanta brutalidade na abordagem militar? O exagero de 80 disparos realizados não possui justificativa. Ainda mais estando no veículo uma família, e ninguém estava armado. O que falta para que haja o aprendizado de como tratar os iguais com respeito.
Não é porque se está com uma farda, em um posto de autoridade, que não se deva ter cautela e amor ao próximo, seja ele quem for. Não se trata de exagero na política de direitos humanos, mas de dar dignidade e o benefício da dúvida para as pessoas. A Bíblia trata sobre isso, em um versículo muito curioso em que João Batista conversa com militares romanos. Vejamos.

O que diria João Batista sobre o comportamento dos militares no Brasil e no mundo?


O versículo curioso está no capítulo 3 e versículo 14 do Evangelho segundo escreveu Lucas, que diz assim:

“E uns soldados o interrogaram também, dizendo: E nós que faremos? E ele lhes disse: A ninguém trateis mal nem defraudeis, e contentai-vos com o vosso soldo” Lucas 3:14

Esta é a tradução Almeida Revista e Corrigida, tradicionalmente utilizada pelos pentecostais. A Nova Versão Internacional diz:

“Não pratiquem extorsão nem acusem ninguém falsamente; contentem-se com o seu salário”Lucas 3:14.


João Batista estava ensinando nas margens do Jordão e muitos vinham consultar o profeta. Muitos anos se passaram desde que os últimos profetas haviam profetizado após o exílio do povo de Israel na Babilônia. Agora João Batista estava preparando o caminho, pregando o arrependimento e a correção moral de conduta para que fossem alcançados pelo salvador do mundo.


Alguns soldados romanos então chegam próximo de João e lhe perguntam o que devem fazer para que ficassem prontos para receber referida salvação, como poderiam estar preparados neste novo tempo que se aproximava em que aquele que viria exigiria uma conduta moral escorreita.


João então lhes exige três comportamentos: (1) não tratar as pessoas com opressão; (2) não cometer fraude (ou extorsão), falseando a verdade; (3) contentar-se com o que ganha, ou seja, não se corromper.


Estes três comportamentos revelam a dignidade do serviço militar. É como se João Batista estivesse dizendo a eles: “vocês são necessários e são referência para o povo”. Mas para que isso fosse motivo de alegria e de salvação para eles, deveriam praticar as condutas indicadas pelo profeta.


Não tratar mal as pessoas é o primeiro comportamento que deve ser exercitado por quem está investido em um cargo de autoridade. As pessoas admiram isso, e se admiram mais ainda quando são bem tratadas. Quando lhes é dado o benefício da dúvida. Quando não são humilhadas ou desprezadas.


Não cometer fraude ou falsear a verdade é outra ordem dada pelo profeta para que o serviço militar fosse bem desempenhado. Muitas vezes vemos na mídia a corrupção em um meio tão necessário para nossa segurança, que nos dá a impressão de estarmos completamente desprotegidos. Isso não pode ser tolerado. Por certo há as corregedorias militares para apurar e tirar do meio das corporações os profissionais que assim agem. Mas a Bíblia certamente é uma medida mais eficaz para termos profissionais militares dignos de sua farda.


Contentar-se com o salário não significa que devem se acomodar com o que ganham. Podem, sim, reivindicar bons salários, melhores condições de trabalho ao governo que servem. O que o texto quer dizer é que não podem amar o dinheiro de modo a se corromper para ganhar muito mais do que ganham, pois infelizmente esta atitude poderá perverter a verdadeira razão de terem escolhido a profissão militar, que é prezar pela ordem pública e pela segurança de todas as pessoas.


João Batista, certamente, estaria furioso com o comportamento desempenhado por muitos dos profissionais militares brasileiros que acabam por cometar referidas atrocidades, como a que vimos esta semana.


Todavia, não generalizamos, pois há no nosso meio muitos profissionais crentes, que servem a Deus e tratam bem as pessoas, andando pelo caminho da verdade, do respeito, da moralidade e conseguem viver bem com o que ganham, sem precisarem se corromper, pois o nosso Deus é o dono do ouro e da prata.

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