O que é o Conselho Tutelar? E o que fazem os membros deste Conselho?

É necessário que todo cidadão brasileiro saiba o que é e o que faz o Conselho Tutelar. Também é necessário que haja conscientização da importância de se votar para conselheiro tutelar nas cidades brasileiras.

O que é o Conselho Tutelar?

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA – Lei Federal nº 8.069/1990), é o diploma legislativo que regulamenta os Direitos das pessoas em desenvolvimento (crianças e adolescentes), que, pelo critério biopsicológico são aquelas pessoas que tem de 0 (zero) a 12 (doze) anos da idade (crianças), e de 13 (treze) a 18 (dezoito) anos de idade (adolescentes).

Dentro deste sistema, foi instituído um órgão fiscalizador dos direitos previstos no Estatuto, para o fim de que seja mantido o total respeito aos direitos, sob a ótica dos princípios basilares deste sistema: a proteção integral e o melhor interesse da criança e do adolescente.

Este órgão fiscalizador é o Conselho Tutelar. Conforme o artigo 131 do Estatuto da Criança e do adolescente, é órgão permanente e autônomo, não tendo poder jurisdicional, encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente, definidos no Estatuto.

O Conselho é composto em cada Município brasileiro por 5 (cinco) membros, escolhidos por votação (não obrigatória) da população local, para cumprirem um mandato de 4 (quatro) anos, permitida a recondução ilimitada, por novos processos de votação.

É possível que em um único Município tenha mais de um Conselho Tutelar, dependendo do tamanho da região administrativa, e da quantidade da população local, que pode exigir que hajam conselheiros suficientes para atendimento em cada local.

O que faz o Conselho Tutelar?

As atribuições do Conselho Tutelar (executadas por seus conselheiros eleitos), são aquelas contidas no artigo 136, do Estatuto da Criança e do Adolescente.

1- Atender as crianças e adolescentes nos casos de violação ou ameaça dos seus direitos: pela sociedade ou pelo Estado; pela falta, omissão ou abuso dos pais ou responsáveis; ou em razão do próprio comportamento (especialmente em caso de cometimento de atos infracionais – “crimes” por eles praticados).

Para isso, pode o Conselho adotar as seguintes medidas, como: encaminhamento aos pais; orientação, apoio e acompanhamento; matrícula e frequência em estabelecimento de ensino; inclusão em serviços e programas comunitários; requisição de tratamento médico; inclusão em orientação e tratamento contra álcool e drogas; acolhimento institucional; acolhimento familiar; colocação em família substituta.

2- Atender e aconselhar os pais ou responsáveis.

3- Promover o cumprimento de suas decisões, requisitando serviços públicos ou representando à autoridade judiciária, caso sejam descumpridas reiteradamente suas decisões.

4- Encaminhar denúncias ao Ministério Público.

5- Encaminhar casos ao conhecimento do Poder Judiciário.

6- Providenciar o cumprimento das medidas determinadas judicialmente para o adolescente que praticou ato infracional (“crimes”).

7- Expedir notificações

8- Requisitar certidões de nascimento e óbito de criança ou adolescente

9- Assessorar o Município (Poder Executivo), na elaboração da proposta orçamentária para a atividade do Conselho

10- Representar, em nome da pessoa e da família, contra violações éticas e morais da família em programas de televisão, rádio e internet, que ofendam a integridade das crianças e adolescentes.

11- Se não for possível manter a criança e o adolescente com a família, podem representar ao Ministério Público para que seja promovida a perda do poder familiar da família natural.

12- Promover e incentivar treinamento e divulgações para reconhecimento de sintomas de maus-tratos em crianças e adolescentes.

Como se verifica neste vasto rol de atribuições do Conselho Tutelar, é de ser reconhecida a enorme importância deste órgão para a orientação e fiscalização dos direitos da criança e do adolescente, ainda mais em tempos como os nossos em que há um forte movimento que quer agredir a inocência dos nossos filhos e filhas.

A importância de votar para conselheiro tutelar em sua cidade

Portanto, ainda que o voto para conselheiro tutelar não seja obrigatório, nunca deixe de participar desta votação, pois não sabemos quem é que poderá entrar nos Conselhos Tutelares para cuidar dos direitos de nossa futura geração.

Faça o compromisso de sempre votar para conselheiro tutelar, pois a omissão de ingressar nesta participação pode gerar muitos prejuízos no futuro, como fruto da negligencia da sociedade no cuidado com nossos adolescentes e crianças.

Não fique fora dessa, vote para conselheiro tutelar em sua cidade!

#05 A Igreja na Idade Média – pt. 1: o domínio bárbaro, o surgimento e o conflito com o islamismo

Nesta aula ensinamos as ocorrências após o término do período chamado de Igreja Antiga (até o séc. V), o surgimento do domínio bárbaro, sua queda e o surgimento, avanço e perda de força do islamismo na Europa.

5.1. Divisões principais da Idade Média

  • BAIXA IDADE MÉDIA: Século VI a XI – até o cisma de 1.054 d.C. (Igreja do oriente – católica romana – e do ocidente – ortodoxa grega).
  • A ALTA IDADE MÉDIA: Abrange os séculos XI a XIV – vai até o começo da decadência do papado, com o fim do pontificado de Bonifácio VIII (1.303 d.C).
  • FIM DA IDADE MÉDIA: Século XIV a XV, com a queda de Constantinopla em 1.453 e o surgimento dos pré-reformistas.

5.2. ACONTECIMENTOS APÓS A QUEDA DE ROMA

Os conflitos se estenderam pelo mundo, e a fé cristã sempre foi o catalisador para apaziguar os ânimos, ainda que diante de muitas mortes de missionários, diante do risco que se tornou pregar o evangelho, com o fim da chamada “pax romana”.

Tudo o que ocorreu na Idade Média foi cumprimento da profecia de Cristo Jesus, nosso Senhor e Salvador:

“Respondeu-lhes Jesus: Acautelai-vos, que ninguém vos engane. Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; a muitos enganarão. E ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; olhai não vos perturbeis; porque forçoso é que assim aconteça; mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino; e haverá fomes e terremotos em vários lugares. Mas todas essas coisas são o princípio das dores.” Mateus 24:4-8

Os Reinos Bárbaros, por terem sido mais fortes, pressionaram as fronteiras em busca de lugares melhores para viverem, pois não tinham conhecimento de agricultura e comércio, dominavam um lugar, espoliavam e iam para outros. Os hunos, vândalos, os visigodos, os ostrogodos, os francos, os lombardos e os anglo-saxões invadiram o império e foi um choque para o mundo da época.

Haviam muitos Bárbaros Cristãos, mas por serem analfabetos acreditavam naquilo que houviam, muito deles eram Arianos (doutrina herege de Ario, que dizia que Jesus não era divino, teria sido criado pelo Deus Pai), assim, não respeitavam os Pastores que ensinavam Jesus Cristo.

Porém, aos poucos, os Pastores e Missionários, mesmo perseguidos pelos Bárbaros não desistiram de ensiná-los acerca da divindade de Jesus, e o Arianismo dos Bárbaros não prosperou.

5.3. O SURGIMENTO E AVANÇO DO ISLAMISMO

“Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios;” 1 Tm 4:1

Como aprendemos na aula anterior, o primeiro passo de qualquer heresia é diminuir a pessoa, a humanidade e a divindade do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. As seitas e heresias constroem seus falsos ensinos negando a deidade de Cristo Jesus e a eficácia da morte e da ressurreição, negando a Cruz do Calvário, que é o ápice da mensagem cristã. Isso não é diferente no islamismo, que diz que Jesus foi apenas um profeta.

Para o Islã, Maomé dirige os profetas Abraão, Moisés e Jesus. Jesus seria apenas um profeta. Maomé também teve contato com o cristianismo Ariano, que não cria na divindade de Jesus. Pois os Bárbaros foram também para a Arábia, onde influenciou Maomé.

Numa viagem com seu tio à Síria, foi identificado por um monge cristão chamado Bahira, como profeta cuja missão estava predita (lenda).

Diz-se que aos 40 anos (cerca de 610 d.C.) foi chamado pelo anjo Gabriel para ser profeta de Alá (lenda).

Aos 50 anos (620 d.C.) teve a experiência mística de viajar para Jerusalém e ser levado até o céu. Aos 52 anos (622 d.C.) fugiu de Meca para Medina. Meca era uma cidade idólatra e politeísmo, que dava dinheiro, muito dinheiro pela idolatria, e Maomé teve que fugir da cidade. É a Hégira que marca o início do calendário muçulmano. (lenda)

Aos 60 anos (630 d.C.), após vencer várias batalhas, tornou-se o Senhor de Meca e de toda a Arábia. Morreu aos 62 anos (632 d.C.), em Medina, nos braços de sua esposa favorita, Aisha. (lenda)

Em 661 a igreja cristã estava enfraquecida, e o Islamismo dominou facilmente a palestina o Egito a Arábia, o golfo pérsico. Igreja que não tem solidez doutrinária, se os crentes não têm interesse em aprofundar seu conhecimento na sã doutrina. Se o púlpito não prega uma doutrina neotestamentária, quando chega um movimento novo, facilmente é arrastada por esse movimento.

5.4. ONDA DE AVANÇO DO ISLAMISMO NA IDADE MÉDIA

Século IX e X: os muçulmanos ocupam ou atacam vários pontos do Mediterrâneo cristão: Creta, Sicília, Itália.

Século XI: os turcos seljúcidas, povo nômade das estepes da Ásia central, surgem como uma nova força islâmica.

Os turcos vencem os bizantinos na batalha de Manzikert (1.071).

Bizâncio apela várias vezes à cristandade latina em busca de socorro. Anos depois a Europa ocidental responde com a Primeira Cruzada.

Na igreja antiga (até o século V), essa ameaça não existia. Com o enfraquecimento doutrinário e o domínio da ignorância bárbara, passa a existir e ameaça as nações e facilita a dominação de muitos povos.

RAZÃO PRINCIPAL DO AVANÇO: ensino fácil. O Islã se expandiu com facilidade e rapidez por causa, inclusive, da simplicidade de sua mensagem. O muçulmano tem em sua religião cinco pilares básicos que ele deve respeitar ao longo de toda a sua vida. Os cinco pilares são:

1) Recitação da shahadah: “não existe nenhum deus além de Allah e Muhammad (Maomé) é seu profeta”.

2) Realizar as cinco orações diárias voltando-se para a direção de Meca.

3) Realizar o jejum obrigatório durante o período do Ramadã. 40 (quarenta) dias.

4) Realizar a zakat, a doação de 2,5% de seus lucros para as pessoas mais pobres.

5) Visitar Meca ao menos uma vez na vida (ação que só deve ser realizada se a pessoa tiver condição financeira para tal).

Alcorão – livro considerado sagrado pelos adeptos do islamismo
Praça central de Meca, cidade considerada sagrada pelo islamismo

5.5. A PERDA DA FORÇA DO ISLAMISMO DURANTE A IDADE MÉDIA – A RESISTÊNCIA E RECONQUISTA ESPANHOLA

A Espanha foi o berço do conflito para se libertar do Islamismo, pelo qual foi dominada em 711 d.C. – Nós somos originados nesse meio. Nós somos herdeiros históricos da península ibérica (união entre os reinos da Espanha e de Portugal).

Haviam lendas que contavam que o Apóstolo Tiago, filho do trovão, filho de Zebedeu, havia evangelizado na Espanha, e ali tinha vivido e morrido. Isso criou uma rota de peregrinação dos Cristão na Idade Média.

Alguns alegam terem tido visões em sonhos de Tiago descendo do céu a cavalo com uma espada na mão, ajudando a luta, libertando os Espanhóis dos muçulmanos.

Isso reforçou a Ideia de Guerra Santa, que ali se iniciou próximo ao ano 800 e a libertação completa da dominação muçulmana se deu em 1.492 d.C., quando se iniciaram as eras dos descobrimentos, dentro os quais as missões que levaram ao descobrimento do Brasil.

Gravura da entrega do Reino muçulmano de Granada ao Rei Fernando e à Rainha Isabel I de Castela (ESPANHA – surgiu da união dos reinos conquistados de Galiza, Leão, Castela, Navarra e Aragão)

Porque ainda hoje é tão difícil fazer Missões na Espanha e em Portugal?

Os descobridores da américa, colonizadores, do Brasil, inclusive, chegam com a ideia de que se pode matar para impor a fé Cristã. Durante 800 anos acostumaram com esse comportamento. Quando chegaram na terra encontraram pagãos, e não foi difícil para eles destruírem essas civilizações. Para matarem essas pessoas, pelo pensamento deles era muito simples.

Os reis católicos, Fernando e Isabel, recuperam todo o território ocupado pelos muçulmanos. A Espanha se tornou rigorosamente católica. Até hoje são países rigorosamente católicos. Amizades não se mantém entre católicos e crentes na Espanha e em Portugal.

Até hoje em Portugal se encontra sinais da presença dos muçulmanos no cenário português, como o Castelo de Sintra. A presença islâmica arábica na arte lá é muito nítida.

#04 Patrística, cristianização e queda do Império Romano

Na quarta aula sobre História da Igreja, ensinamos as heresias combatidas pela patrística (Pais da Igreja Antiga), tecemos comentários sobre os efeitos da cristianização e a derrocada (queda) do Império Romano.

imagem destacada: ruínas do local onde outrora funcionava o Fórum romano.

4.1. Purificação e reflexão da Igreja –heresias (falsas doutrinas) que ameaçaram a Igreja Antiga

As heresias que tentaram contaminar a Igreja Antiga (até Século V):

a) Gnosticismo

b) Ebionismo

c) Marcionismo

d) Montanismo

e) Sabelionismo (ou Modalismo)

f) Arianismo

g) Nestorianismo

h) Apolinarismo

i) Eutiquianismo

j) Maniqueísmo

k) Donatismo

l) Pelagianismo

4.2. Os “Pais” da Igreja (patrística ou patrologia)

Quem são: foram grandes pastores e teólogos essenciais para a ortodoxia (doutrina correta). Mantiveram a integridade da sã doutrina – pelo menos as questões mais essenciais da fé cristã, como a divindade de Cristo Jesus e sua indissociável natureza humana e divina.

Para facilitar o estudo, são divididos conforme sua produção literária em “apostólicos” aqueles que enviaram cartas para outras Igrejas, pois sucederam os apóstolos como pastores das igrejas abertas; “apologistas” visto que defendiam a Igreja diante das calúnias, ofensas e acusações irrogadas à Igreja; e “polemistas” aqueles que combatiam as falsas doutrinas – são a maioria.

a) Inácio de Antioquia (Bispo da Igreja de Antioquia da Turquia), foi um mártir e escreveu uma famosa Carta aos Irmãos da Igreja de Roma.

b) Policarpo de Esmirna (foi bispo da Igreja de Esmirna), foi um mártir e personagem da Carta Circular da Igreja de Esmirna (que você pode ler aqui no blog).

c) Justino Mártir

d) Atenágoras

e) Irineu de Lyon

f) Orígenes de Alexandria

g) Tertuliano de Cartago

h) Atanásio de Alexandria

i) Basílio de Cesareia

j) Gregório de Nissa

k) Macrina

l) João Crisóstomo

m) Ambrósio de Milão

n) Jerônimo

o) Agostinho de Hipona

Todos estes foram homens que, em meio às calúnias e heresias que se levantavam contra a Igreja, apascentaram o rebanho em meio a muitas perseguições e foram fundamentais para a manutenção da reflexão teológica da Igreja Antiga.

4.3. A Era Constantino – alguns fatos da “cristianização” do governo romano.

a) Surgimento do cesaropapismo

b) Fim das perseguições

c) Surgimento do sistema de penitências

d) Donatismo institucionalizado

e) Declínio Moral na Igreja

f) Paganização da Igreja (templos suntuosos, incensos, vestes sacerdotais suntuosas, veneração de ídolos, etc)

g) Monasticismo

h) Engrandecimento do bispo de Roma

i) Fomento à reflexão teológica

4.4. Entendendo os motivos da queda do Império Romano

Historiadores tentam até hoje convergir os motivos que levaram À queda do Império Romano. Dentre eles estão a incapacidade de expansão pela baixa do contingente do exército romano, a saúde da população (pragas e doenças), a baixa força da economia, visto que a expansão rápida levou à rápida queda da espoliação dos países conquistados.

Ainda, outros fatores dizem ter cooperado com a queda do império, como a má-administração do imperador Constantino em diante, as mudanças religiosas (cristianismo institucionalizado como religião do governo), acusado de ter tirado a fúria imperialista que havia no exército romano e a crescente pressão dos bárbaros de diversas regiões que, conforme escreveu Edward Gibbon “como um dilúvio, os bárbaros esmagaram o mundo romano”.

Nós cremos que isto foi um juízo de Deus sobre os perseguidores da Igreja, visto que o sangue dos mártires clama por justiça (Ap. 6:9-10). O Império perseguidor não poderia ficar de pé. De tudo o que sobrou da glória de outrora, ficou apenas a Igreja, completamente fora do padrão da Igreja Primitiva de Atos dos Apóstolos, contaminada pelo Papismo.

É necessário que todos os perseguidores da Igreja sejam julgados

O desemprego e os problemas financeiros não são falta de fé!

Afirmo categoricamente, contra toda as novas filosofias e teologias que apareceram nos últimos anos nos púlpitos das igrejas e nos vídeos espalhados pela internet, que o desemprego e os problemas financeiros não são falta de fé!

Afirmo categoricamente, contra todas as novas filosofias e teologias que apareceram nos últimos anos nos púlpitos das igrejas e nos vídeos espalhados pela internet, que o desemprego e os problemas financeiros não são falta de fé!

Conheço muitas pessoas que são cheias de Deus e do Espírito Santo, com uma fé incrível, possuidoras de diversos dons, mas em certos momentos passaram por tais privações. Mas ainda assim permaneceram pessoas alegres, contentes, que servem ao Senhor com alegria, ainda que com poucos rendimentos, são gratas a Deus, pois nada lhes falta para viver.

Eu mesmo já passei por privações. E (por incrível que pareça) elas aconteceram em momentos de grande fé e perseverança no Senhor. Realmente, o Senhor prova os que são seus, para que exale em nossas vidas a verdadeira confiança e adoração a Deus (Marcos 10:21-23).

Até para o Cristão mais fervoroso, as dificuldades podem chegar por inúmeros aspectos, ainda diante de uma perfeita integridade com Deus, ninguém está imune de passar por problemas, e o que a Palavra nos ensina é confiar e ter Paz com Deus, ainda que diante de tais problemas.

A Teologia da Auto-ajuda aliada indissociável da Teologia da Prosperidade são os falsos ensinos culpados de colocar na mentalidade popular a ideia de que passar por privações financeiras é “falta de fé em Deus” ou “ausência de sabedoria”. Não há nada mais nojento do que tamanha ofensa vinda dos “altares”.

Ora! Todas as coisas cooperam para o bem dos que amam a Deus! (Rm 8:28) Assim foi o Senhor com o patriarca Jó. Mesmo em meio a toda sabedoria e integridade que aquele servo de Deus tinha, o Senhor permitiu que sobre ele viessem as tribulações, as dificuldades e todos os maiores problemas financeiros que, na sociedade atual, fariam qualquer um “crente consumidor” da Teologia da Auto-ajuda, se desviar.

“E disse o Senhor a Satanás: Observaste tu a meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus, e que se desvia do mal.” Jó 1:8

Jó, na primeira parte da sua provação, perdeu todos seus bens e toda a sua família. Na segunda parte da sua provação, perdeu sua saúde. E na terceira parte foi acusado de falta de fé e de sabedoria, pelos seus amigos.

É isso mesmo!!! Aqueles que pregam a Teologia da Prosperidade e da Auto-ajuda são os amigos de Jó!! Que acham que possuem a sabedoria suficiente para interpretar o porquê dos problemas ocorrerem na vida dos servos de Deus, mas a verdade é que nada sabem! Pois quem é que pode conhecer a Deus e seus intentos para cada um de seus filhos??? (Romanos 11:34)

Um dos amigos de Jó, chamado Zofar, acusando Jó de falta de sabedoria muito o ofendia, chegando a dizer:

“Mas o insensato só se tornará sábio quando a cria do jumento selvagem nascer dócil e manso. Se, contudo, preparares o coração e estenderes as mãos para ele;” Jó 11:12-13

É assim que os Teólogos da Auto-ajuda agem, tratando as pessoas como tolas. Afrontando-as, ofendendo-as, como se a situação de cada uma delas fosse sempre resultado de falta de sabedoria e integridade para com Deus.

Os problemas financeiros e até mesmo o desemprego são permissões de Deus, que mesmo diante de toda a nossa fé e sabedoria humana, servem para ainda mais confiarmos que Deus tem seus intentos em cada uma de nossas provações. Portanto, não são falta de fé ou de sabedoria.

A Palavra de Deus nos manda estarmos sempre preparados para todas as provações e aflições do mundo e diante disso manter o bom ânimo. As Palavras do Senhor Jesus são bem enfáticas neste sentido, para que não nos prendamos no engodo de Satanás, por meio de falsas doutrinas:

“Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” João 16:3

Mas, como ter bom ânimo no momento do desemprego e no momento das dificuldades financeiras, em um mundo recheado de pregações que dizem que para ser feliz você precisa ter muito dinheiro? Que para que você seja aceito deve possuir carros do ano, vários imóveis e ser bem sucedido nos negócios?

A primeira coisa a se fazer para viver em paz com Deus diante das privações, é se livrar de referidos padrões de ensino. Saber se desligar do engodo de referidas vaidades e sutilezas que só querem arrebatar o coração do homem para a adoração às coisas, erguendo ídolos no seu coração.

O verdadeiro sentido de servir a Deus nas dificuldades é pedir para que ele garanta o básico da graça que precisamos para sobreviver. E esta graça é dada a cada um pelo cuidado de Deus. Nem a riqueza, nem a pobreza, mas aquilo que Deus tem para o cuidado de cada um de nós, como disse Agur em seu provérbio:

“Duas coisas te pedi; não mas negues, antes que morra: Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção de costume; Para que, porventura, estando farto não te negue, e venha a dizer: Quem é o Senhor? ou que, empobrecendo, não venha a furtar, e tome o nome de Deus em vão.” Provérbios 30:7-9

O segredo é confiar no Senhor Jesus, em todas as circunstâncias, e meditar de dia e de noite na Palavra do Senhor, sendo forte e corajoso em meio às provações (Josué 1:9). Assim, a misericórdia do Senhor estará sempre nas nossas vidas.

Temos que aprender a confiar em Deus

Muitas são as circunstâncias que nos fazem pensar que tudo está fora do controle. A maior delas é o sentimento de estagnação, ou seja, quanto tudo parece que não está funcionando em nossa vida. Sensação de paralisia total.

Não adianta cantarmos “solte o cabo da nau”, tire o remo da água e navegue com fé. A sensação de estar à deriva nos deixa completamente ansiosos, porque queremos que algo aconteça.

Quando este sentimento vem nada mais significa que o nosso foco está sendo colocado em “eventualidades”, em querer que as coisas aconteçam do nosso jeito, e isso NÃO é esperança, mas desconfiança em Deus.

O sentimento de desespero diante do silêncio de estar à deriva no mar da vida cotidiana pode nos levar a praticar atitudes (pensadas ou não) que podem afundar o barco, ou nos fazer pular do barco no momento errado afogando a força que nos resta. Confiar é viver um dia de cada vez.

Confiar é manter o foco no “presente” que é a dádiva que Deus nos deu para trabalharmos com fé, olhando ao redor e reconhecendo a presença dele nas mínimas coisas, mantendo o espírito de gratidão.

O Senhor Deus é o único que conhece nosso futuro, sabe onde podemos chegar se confiarmos nele e aproveitarmos todas as oportunidades que Ele nos dá.

Reconhecer o Senhor em todos os caminhos, acreditando que Ele é o único que conhece os rumos de nossa vida, é saber que até nas angústias e nas tribulações existem propósitos.

Como dar glória nas tribulações? Como reconhecer a Deus nos momentos de solidão e desespero? O Apóstolo Paulo nos deu uma fórmula:

“[…] também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, E a paciência a experiência, e a experiência a esperança. E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.” Romanos 5:3-5

Confia no Senhor de todo o seu coração! Saiba que Ele está a cada dia forjando o seu caráter em meio às tribulações, te aperfeiçoando, amadurecendo, não queira entender!

Apenas confia. Deixa que o Espírito Santo conduza seu ser.

Coloque sua vida nas mãos do Senhor hoje! #acredite #confie #creia

O Dízimo é princípio de fé para todos os tempos

O dízimo não é propriamente uma “lei”, pois veio antes de qualquer lei. O dízimo é um princípio espiritual atemporal que apenas conseguimos compreender em sua totalidade mediante a . A base deste princípio está em reconhecermos que o Senhor nosso Deus é o dono de todas as coisas nos céus e na terra (Sl 24), inclusive a vida de todos os homens.

O mundo capitalista moderno ensina aos homens a acumulação de riquezas e de bens. Os homens a cada dia são mais inflamados por desejos desenfreados de possuir as coisas, que chegam ao patamar errôneo de colocarem o amor ao dinheiro acima do próprio Deus, e na incompreensão das coisas de Deus se desviam da fé (1 Tm 6:10).

A Bíblia chama isto de ganância (ou cobiça) e avareza. Quem assim vive está nos assentos principais da lista exemplificativa daqueles que jamais poderão herdar o Reino de Deus se não deixarem tal prática (1 Co 6:10).

A expressão daquele que está envenenado pelo espírito da avareza é percebida pelo entendimento completamente errado acerca do dízimo, chegando a tomar para si interpretações antibíblicas sobre este princípio, dizendo que é um “mandamento do tempo da lei de Moisés” não aplicável aos tempos de hoje. Conclusão que é completamente herética e equivocada.

No princípio, nossos patriarcas Abraão (Gn 14:20) e Jacó (Gn 28:22) pela fé deram o dízimo (Hb 7:1-2), – quanto às ofertas voluntárias certamente foram ensinadas desde Adão aos seus filhos (Gn 4). Os patriarcas estavam debaixo da lei de Moisés, que só viria mais de 500 anos depois? Obviamente que não!

Veja que acontecimento bíblico principiológico e maravilhoso da instituição sacerdotal do dízimo:

“E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e era este sacerdote do Deus Altíssimo. E abençoou-o, e disse: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra; E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo.” Gênesis 14:18-20

Abraão foi surpreendido, após sua vitória contra o rei de Sodoma, com a aparição de um sacerdote que o abençoou em nome do Deus dos céus e da terra, que ambos igualmente adoraram e cearam com pão e vinho (o que profetizava a ordenança do memorial da Ceia do Senhor).

Por um impulso de fé e confiança no que Deus havia feito naquela noite, em lhe fazer prevalecer e abençoar grandiosamente diante de todos os homens, pegou a décima parte dos despojos e entregou ao sacerdote Melquisedeque, Rei de Salém, que não recusou, antes recebeu por ser sacerdote digno diante de Deus. Ali, pela fé, estava sendo revelado a nós, antes de qualquer lei ou mandamento, o princípio do dízimo.

O patriarca Jacó, igualmente, fez um voto diante de Deus. E destaco a palavra voto na frase anterior, pois muitos crentes têm deixado de fazer votos com o Senhor, que são provas bíblicas que agradam a Deus, de onde vem nossa benção e proteção.

As palavras de Jacó, que naquele momento estava sozinho e sem nada, fugindo das ameaças de seu irmão Esaú, como andarilho no deserto, foram de compromisso enfático da fidelidade que teria com Deus dali em diante, dando-lhe o dízimo, assim como fez seu avô Abraão:

“E Jacó fez um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer, e vestes para vestir; E eu em paz tornar à casa de meu pai, o Senhor me será por Deus; E esta pedra que tenho posto por coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo.” Gênesis 28:20-22

Só pode fazer voto com Deus, para ter o que comer e o que vestir, quem verdadeiramente é fiel. Quem leva Deus a sério. Quem reconhece o senhorio do Senhor nosso Deus sobre todas as coisas nos céus e na terra.

Olhe bem para as palavras de Jacó: “de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo”. O reconhecimento espiritual de que tudo vem de Deus, e de que devemos tributar a ele o dízimo vai além de qualquer lei ou responsabilidade humana, é algo que só uma relação espiritual com Deus pode nos fazer compreender.

Quanto à obrigatoriedade do dízimo, a profecia é clara (Ml 3:10), pois diz: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos”. O mantimento na casa de Deus é espiritual e também material.

Ensinando sobre o mantimento dos trabalhadores da doutrina da palavra do evangelho de Cristo em 1 Tm 5:17-18, o Apóstolo Paulo é claro em dizer que o esforço aplicado no trabalho de Cristo exige que não se ate a boca (isto é, que não se negue mantimento) a quem trabalha, pois “digno é o obreiro do seu salário”.

Nesse sentido, a conclusão do Apóstolo é que sem contribuição a Igreja enfraquece no esforço que deve ser feito na pregação e propagação do evangelho. A Igreja alimenta a obra, para que seja alimentada e outros mais alcançados pelo evangelho sejam alimentados. O mantimento, portanto, é diário e fundamental para a obra de Deus.

Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo confirmou o dízimo diante dos fariseus, escribas, discípulos e todo o povo (Mat 23:23), ensinando que o ato de dizimar deve ser feito com “justiça, misericórdia e com fé”, como fez Abraão. E o próprio Cristo participou da coleta de ofertas no templo e santificou todo aquele que dá com alegria, as vezes até mesmo além das suas forças, mesmo em meio às suas dificuldades (Mc 12:41-44), reconhecendo que é de Deus que vem a provisão.

Ainda, a Palavra do Senhor é clara em nos ensinar que a Igreja Primitiva contribuía com muito mais que o dízimo, de coração para o ministério do Evangelho de Cristo (2 Co 9:6-7). Isso porque Jesus ensinou que nós que nascemos de novo, da água e do Espírito, deveríamos fazer ainda muito mais além da justiça que os fariseus e escribas faziam, pois davam o dízimo de tudo, cumprindo os preceitos da lei, sem fé no Filho de Deus, e se sentiam ensoberbecidos por isso (Mat 5:20).

Assim, em ultimato, a Bíblia nos revela que Jesus Cristo, nosso Rei e Senhor, não é menos digno que Melquisedeque, que foi reconhecido como Rei e Sacerdote e recebeu o dízimo de Abraão. Jesus não é um homem mortal como Melquisedeque o foi, mas o Homem-Deus, que morreu e ressuscitou e está vivo para todo o sempre, e é digno de receber nossos dízimos que sustentam a missão que nos foi dada por Aquele que tem o sacerdócio eterno (Atos 1:7-8).

“E aqui certamente tomam dízimos homens que morrem; ali, porém, aquele de quem se testifica que vive. E, por assim dizer, por meio de Abraão, até Levi, que recebe dízimos, pagou dízimos. Porque ainda ele estava nos lombos de seu pai quando Melquisedeque lhe saiu ao encontro. Mas este, porque permanece eternamente, tem um sacerdócio perpétuo.” Hebreus 7:8-10, 24

É digno de nota, ainda, concluirmos que o dízimo recebido pelos sacerdotes levitas não era instituição própria dos levitas (Nm 18:21), mas a entrega divina da administração do princípio do dízimo que já existia na eternidade. Como escreveu o escritor da carta aos Hebreus, os levitas ainda estavam no DNA de Abraão quando este, pela fé, já tinha entregado o dízimo reconhecendo a autoridade sacerdotal de Melquisedeque, por quem foi abençoado.

Portanto, os levitas apenas herdaram a administração sacerdotal dos dízimos entregues na casa de Deus, mediante o compromisso de fé entre os homens e Deus que já existia na eternidade, e hoje, na dispensação da graça, este compromisso de fé, chamado dízimo, é administrado pelos pastores e presbíteros, que apascentam o rebanho do Senhor, assim como ensinou o Apóstolo Paulo:

“E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará. Porque a administração deste serviço, não só supre as necessidades dos santos, mas também é abundante em muitas graças, que se dão a Deus. Visto como, na prova desta administração, glorificam a Deus pela submissão, que confessais quanto ao evangelho de Cristo, e pela liberalidade de vossos dons para com eles, e para com todos” 2 Coríntios 9:6, 12, 13

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Estejamos vigilantes com falsas doutrinas antibíblicas, que só atraem maldição e insegurança para nossas vidas. Acautelai-vos que ninguém vos engane. Não amaldiçoe aquilo de Jesus santificou.