O Dízimo é princípio de fé para todos os tempos

O dízimo não é propriamente uma “lei”, pois veio antes de qualquer lei. O dízimo é um princípio espiritual atemporal que apenas conseguimos compreender em sua totalidade mediante a . A base deste princípio está em reconhecermos que o Senhor nosso Deus é o dono de todas as coisas nos céus e na terra (Sl 24), inclusive a vida de todos os homens.

O mundo capitalista moderno ensina aos homens a acumulação de riquezas e de bens. Os homens a cada dia são mais inflamados por desejos desenfreados de possuir as coisas, que chegam ao patamar errôneo de colocarem o amor ao dinheiro acima do próprio Deus, e na incompreensão das coisas de Deus se desviam da fé (1 Tm 6:10).

A Bíblia chama isto de ganância (ou cobiça) e avareza. Quem assim vive está nos assentos principais da lista exemplificativa daqueles que jamais poderão herdar o Reino de Deus se não deixarem tal prática (1 Co 6:10).

A expressão daquele que está envenenado pelo espírito da avareza é percebida pelo entendimento completamente errado acerca do dízimo, chegando a tomar para si interpretações antibíblicas sobre este princípio, dizendo que é um “mandamento do tempo da lei de Moisés” não aplicável aos tempos de hoje. Conclusão que é completamente herética e equivocada.

No princípio, nossos patriarcas Abraão (Gn 14:20) e Jacó (Gn 28:22) pela fé deram o dízimo (Hb 7:1-2), – quanto às ofertas voluntárias certamente foram ensinadas desde Adão aos seus filhos (Gn 4). Os patriarcas estavam debaixo da lei de Moisés, que só viria mais de 500 anos depois? Obviamente que não!

Veja que acontecimento bíblico principiológico e maravilhoso da instituição sacerdotal do dízimo:

“E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e era este sacerdote do Deus Altíssimo. E abençoou-o, e disse: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra; E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo.” Gênesis 14:18-20

Abraão foi surpreendido, após sua vitória contra o rei de Sodoma, com a aparição de um sacerdote que o abençoou em nome do Deus dos céus e da terra, que ambos igualmente adoraram e cearam com pão e vinho (o que profetizava a ordenança do memorial da Ceia do Senhor).

Por um impulso de fé e confiança no que Deus havia feito naquela noite, em lhe fazer prevalecer e abençoar grandiosamente diante de todos os homens, pegou a décima parte dos despojos e entregou ao sacerdote Melquisedeque, Rei de Salém, que não recusou, antes recebeu por ser sacerdote digno diante de Deus. Ali, pela fé, estava sendo revelado a nós, antes de qualquer lei ou mandamento, o princípio do dízimo.

O patriarca Jacó, igualmente, fez um voto diante de Deus. E destaco a palavra voto na frase anterior, pois muitos crentes têm deixado de fazer votos com o Senhor, que são provas bíblicas que agradam a Deus, de onde vem nossa benção e proteção.

As palavras de Jacó, que naquele momento estava sozinho e sem nada, fugindo das ameaças de seu irmão Esaú, como andarilho no deserto, foram de compromisso enfático da fidelidade que teria com Deus dali em diante, dando-lhe o dízimo, assim como fez seu avô Abraão:

“E Jacó fez um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer, e vestes para vestir; E eu em paz tornar à casa de meu pai, o Senhor me será por Deus; E esta pedra que tenho posto por coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo.” Gênesis 28:20-22

Só pode fazer voto com Deus, para ter o que comer e o que vestir, quem verdadeiramente é fiel. Quem leva Deus a sério. Quem reconhece o senhorio do Senhor nosso Deus sobre todas as coisas nos céus e na terra.

Olhe bem para as palavras de Jacó: “de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo”. O reconhecimento espiritual de que tudo vem de Deus, e de que devemos tributar a ele o dízimo vai além de qualquer lei ou responsabilidade humana, é algo que só uma relação espiritual com Deus pode nos fazer compreender.

Quanto à obrigatoriedade do dízimo, a profecia é clara (Ml 3:10), pois diz: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos”. O mantimento na casa de Deus é espiritual e também material.

Ensinando sobre o mantimento dos trabalhadores da doutrina da palavra do evangelho de Cristo em 1 Tm 5:17-18, o Apóstolo Paulo é claro em dizer que o esforço aplicado no trabalho de Cristo exige que não se ate a boca (isto é, que não se negue mantimento) a quem trabalha, pois “digno é o obreiro do seu salário”.

Nesse sentido, a conclusão do Apóstolo é que sem contribuição a Igreja enfraquece no esforço que deve ser feito na pregação e propagação do evangelho. A Igreja alimenta a obra, para que seja alimentada e outros mais alcançados pelo evangelho sejam alimentados. O mantimento, portanto, é diário e fundamental para a obra de Deus.

Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo confirmou o dízimo diante dos fariseus, escribas, discípulos e todo o povo (Mat 23:23), ensinando que o ato de dizimar deve ser feito com “justiça, misericórdia e com fé”, como fez Abraão. E o próprio Cristo participou da coleta de ofertas no templo e santificou todo aquele que dá com alegria, as vezes até mesmo além das suas forças, mesmo em meio às suas dificuldades (Mc 12:41-44), reconhecendo que é de Deus que vem a provisão.

Ainda, a Palavra do Senhor é clara em nos ensinar que a Igreja Primitiva contribuía com muito mais que o dízimo, de coração para o ministério do Evangelho de Cristo (2 Co 9:6-7). Isso porque Jesus ensinou que nós que nascemos de novo, da água e do Espírito, deveríamos fazer ainda muito mais além da justiça que os fariseus e escribas faziam, pois davam o dízimo de tudo, cumprindo os preceitos da lei, sem fé no Filho de Deus, e se sentiam ensoberbecidos por isso (Mat 5:20).

Assim, em ultimato, a Bíblia nos revela que Jesus Cristo, nosso Rei e Senhor, não é menos digno que Melquisedeque, que foi reconhecido como Rei e Sacerdote e recebeu o dízimo de Abraão. Jesus não é um homem mortal como Melquisedeque o foi, mas o Homem-Deus, que morreu e ressuscitou e está vivo para todo o sempre, e é digno de receber nossos dízimos que sustentam a missão que nos foi dada por Aquele que tem o sacerdócio eterno (Atos 1:7-8).

“E aqui certamente tomam dízimos homens que morrem; ali, porém, aquele de quem se testifica que vive. E, por assim dizer, por meio de Abraão, até Levi, que recebe dízimos, pagou dízimos. Porque ainda ele estava nos lombos de seu pai quando Melquisedeque lhe saiu ao encontro. Mas este, porque permanece eternamente, tem um sacerdócio perpétuo.” Hebreus 7:8-10, 24

É digno de nota, ainda, concluirmos que o dízimo recebido pelos sacerdotes levitas não era instituição própria dos levitas (Nm 18:21), mas a entrega divina da administração do princípio do dízimo que já existia na eternidade. Como escreveu o escritor da carta aos Hebreus, os levitas ainda estavam no DNA de Abraão quando este, pela fé, já tinha entregado o dízimo reconhecendo a autoridade sacerdotal de Melquisedeque, por quem foi abençoado.

Portanto, os levitas apenas herdaram a administração sacerdotal dos dízimos entregues na casa de Deus, mediante o compromisso de fé entre os homens e Deus que já existia na eternidade, e hoje, na dispensação da graça, este compromisso de fé, chamado dízimo, é administrado pelos pastores e presbíteros, que apascentam o rebanho do Senhor, assim como ensinou o Apóstolo Paulo:

“E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará. Porque a administração deste serviço, não só supre as necessidades dos santos, mas também é abundante em muitas graças, que se dão a Deus. Visto como, na prova desta administração, glorificam a Deus pela submissão, que confessais quanto ao evangelho de Cristo, e pela liberalidade de vossos dons para com eles, e para com todos” 2 Coríntios 9:6, 12, 13

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Estejamos vigilantes com falsas doutrinas antibíblicas, que só atraem maldição e insegurança para nossas vidas. Acautelai-vos que ninguém vos engane. Não amaldiçoe aquilo de Jesus santificou.

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