#04 Patrística, cristianização e queda do Império Romano

Na quarta aula sobre História da Igreja, ensinamos as heresias combatidas pela patrística (Pais da Igreja Antiga), tecemos comentários sobre os efeitos da cristianização e a derrocada (queda) do Império Romano.

imagem destacada: ruínas do local onde outrora funcionava o Fórum romano.

4.1. Purificação e reflexão da Igreja –heresias (falsas doutrinas) que ameaçaram a Igreja Antiga

As heresias que tentaram contaminar a Igreja Antiga (até Século V):

a) Gnosticismo

b) Ebionismo

c) Marcionismo

d) Montanismo

e) Sabelionismo (ou Modalismo)

f) Arianismo

g) Nestorianismo

h) Apolinarismo

i) Eutiquianismo

j) Maniqueísmo

k) Donatismo

l) Pelagianismo

4.2. Os “Pais” da Igreja (patrística ou patrologia)

Quem são: foram grandes pastores e teólogos essenciais para a ortodoxia (doutrina correta). Mantiveram a integridade da sã doutrina – pelo menos as questões mais essenciais da fé cristã, como a divindade de Cristo Jesus e sua indissociável natureza humana e divina.

Para facilitar o estudo, são divididos conforme sua produção literária em “apostólicos” aqueles que enviaram cartas para outras Igrejas, pois sucederam os apóstolos como pastores das igrejas abertas; “apologistas” visto que defendiam a Igreja diante das calúnias, ofensas e acusações irrogadas à Igreja; e “polemistas” aqueles que combatiam as falsas doutrinas – são a maioria.

a) Inácio de Antioquia (Bispo da Igreja de Antioquia da Turquia), foi um mártir e escreveu uma famosa Carta aos Irmãos da Igreja de Roma.

b) Policarpo de Esmirna (foi bispo da Igreja de Esmirna), foi um mártir e personagem da Carta Circular da Igreja de Esmirna (que você pode ler aqui no blog).

c) Justino Mártir

d) Atenágoras

e) Irineu de Lyon

f) Orígenes de Alexandria

g) Tertuliano de Cartago

h) Atanásio de Alexandria

i) Basílio de Cesareia

j) Gregório de Nissa

k) Macrina

l) João Crisóstomo

m) Ambrósio de Milão

n) Jerônimo

o) Agostinho de Hipona

Todos estes foram homens que, em meio às calúnias e heresias que se levantavam contra a Igreja, apascentaram o rebanho em meio a muitas perseguições e foram fundamentais para a manutenção da reflexão teológica da Igreja Antiga.

4.3. A Era Constantino – alguns fatos da “cristianização” do governo romano.

a) Surgimento do cesaropapismo

b) Fim das perseguições

c) Surgimento do sistema de penitências

d) Donatismo institucionalizado

e) Declínio Moral na Igreja

f) Paganização da Igreja (templos suntuosos, incensos, vestes sacerdotais suntuosas, veneração de ídolos, etc)

g) Monasticismo

h) Engrandecimento do bispo de Roma

i) Fomento à reflexão teológica

4.4. Entendendo os motivos da queda do Império Romano

Historiadores tentam até hoje convergir os motivos que levaram À queda do Império Romano. Dentre eles estão a incapacidade de expansão pela baixa do contingente do exército romano, a saúde da população (pragas e doenças), a baixa força da economia, visto que a expansão rápida levou à rápida queda da espoliação dos países conquistados.

Ainda, outros fatores dizem ter cooperado com a queda do império, como a má-administração do imperador Constantino em diante, as mudanças religiosas (cristianismo institucionalizado como religião do governo), acusado de ter tirado a fúria imperialista que havia no exército romano e a crescente pressão dos bárbaros de diversas regiões que, conforme escreveu Edward Gibbon “como um dilúvio, os bárbaros esmagaram o mundo romano”.

Nós cremos que isto foi um juízo de Deus sobre os perseguidores da Igreja, visto que o sangue dos mártires clama por justiça (Ap. 6:9-10). O Império perseguidor não poderia ficar de pé. De tudo o que sobrou da glória de outrora, ficou apenas a Igreja, completamente fora do padrão da Igreja Primitiva de Atos dos Apóstolos, contaminada pelo Papismo.

É necessário que todos os perseguidores da Igreja sejam julgados

Autor: Rafael J. Dias

Pastor na Assembleia de Deus Ministério de Santos, advogado, escritor e ativista pelos direitos sociais. Formado em Direito pela Universidade Católica de Santos e em Teologia pelo IBAD. Especialista em Direito da Administração Pública pela Estácio. Pós-graduando em Liderança Pastoral pela FABAD.

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