#05 A Igreja na Idade Média – pt. 1: o domínio bárbaro, o surgimento e o conflito com o islamismo

5.1. Divisões principais da Idade Média

  • BAIXA IDADE MÉDIA: Século VI a XI – até o cisma de 1.054 d.C. (Igreja do oriente – católica romana – e do ocidente – ortodoxa grega).
  • A ALTA IDADE MÉDIA: Abrange os séculos XI a XIV – vai até o começo da decadência do papado, com o fim do pontificado de Bonifácio VIII (1.303 d.C).
  • FIM DA IDADE MÉDIA: Século XIV a XV, com a queda de Constantinopla em 1.453 e o surgimento dos pré-reformistas.

5.2. ACONTECIMENTOS APÓS A QUEDA DE ROMA

Os conflitos se estenderam pelo mundo, e a fé cristã sempre foi o catalisador para apaziguar os ânimos, ainda que diante de muitas mortes de missionários, diante do risco que se tornou pregar o evangelho, com o fim da chamada “pax romana”.

Tudo o que ocorreu na Idade Média foi cumprimento da profecia de Cristo Jesus, nosso Senhor e Salvador:

“Respondeu-lhes Jesus: Acautelai-vos, que ninguém vos engane. Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; a muitos enganarão. E ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; olhai não vos perturbeis; porque forçoso é que assim aconteça; mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino; e haverá fomes e terremotos em vários lugares. Mas todas essas coisas são o princípio das dores.” Mateus 24:4-8

Os Reinos Bárbaros, por terem sido mais fortes, pressionaram as fronteiras em busca de lugares melhores para viverem, pois não tinham conhecimento de agricultura e comércio, dominavam um lugar, espoliavam e iam para outros. Os hunos, vândalos, os visigodos, os ostrogodos, os francos, os lombardos e os anglo-saxões invadiram o império e foi um choque para o mundo da época.

Haviam muitos Bárbaros Cristãos, mas por serem analfabetos acreditavam naquilo que houviam, muito deles eram Arianos (doutrina herege de Ario, que dizia que Jesus não era divino, teria sido criado pelo Deus Pai), assim, não respeitavam os Pastores que ensinavam Jesus Cristo.

Porém, aos poucos, os Pastores e Missionários, mesmo perseguidos pelos Bárbaros não desistiram de ensiná-los acerca da divindade de Jesus, e o Arianismo dos Bárbaros não prosperou.

5.3. O SURGIMENTO E AVANÇO DO ISLAMISMO

“Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios;” 1 Tm 4:1

Como aprendemos na aula anterior, o primeiro passo de qualquer heresia é diminuir a pessoa, a humanidade e a divindade do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. As seitas e heresias constroem seus falsos ensinos negando a deidade de Cristo Jesus e a eficácia da morte e da ressurreição, negando a Cruz do Calvário, que é o ápice da mensagem cristã. Isso não é diferente no islamismo, que diz que Jesus foi apenas um profeta.

Para o Islã, Maomé dirige os profetas Abraão, Moisés e Jesus. Jesus seria apenas um profeta. Maomé também teve contato com o cristianismo Ariano, que não cria na divindade de Jesus. Pois os Bárbaros foram também para a Arábia, onde influenciou Maomé.

Numa viagem com seu tio à Síria, foi identificado por um monge cristão chamado Bahira, como profeta cuja missão estava predita (lenda).

Diz-se que aos 40 anos (cerca de 610 d.C.) foi chamado pelo anjo Gabriel para ser profeta de Alá (lenda).

Aos 50 anos (620 d.C.) teve a experiência mística de viajar para Jerusalém e ser levado até o céu. Aos 52 anos (622 d.C.) fugiu de Meca para Medina. Meca era uma cidade idólatra e politeísmo, que dava dinheiro, muito dinheiro pela idolatria, e Maomé teve que fugir da cidade. É a Hégira que marca o início do calendário muçulmano. (lenda)

Aos 60 anos (630 d.C.), após vencer várias batalhas, tornou-se o Senhor de Meca e de toda a Arábia. Morreu aos 62 anos (632 d.C.), em Medina, nos braços de sua esposa favorita, Aisha. (lenda)

Em 661 a igreja cristã estava enfraquecida, e o Islamismo dominou facilmente a palestina o Egito a Arábia, o golfo pérsico. Igreja que não tem solidez doutrinária, se os crentes não têm interesse em aprofundar seu conhecimento na sã doutrina. Se o púlpito não prega uma doutrina neotestamentária, quando chega um movimento novo, facilmente é arrastada por esse movimento.

5.4. ONDA DE AVANÇO DO ISLAMISMO NA IDADE MÉDIA

Século IX e X: os muçulmanos ocupam ou atacam vários pontos do Mediterrâneo cristão: Creta, Sicília, Itália.

Século XI: os turcos seljúcidas, povo nômade das estepes da Ásia central, surgem como uma nova força islâmica.

Os turcos vencem os bizantinos na batalha de Manzikert (1.071).

Bizâncio apela várias vezes à cristandade latina em busca de socorro. Anos depois a Europa ocidental responde com a Primeira Cruzada.

Na igreja antiga (até o século V), essa ameaça não existia. Com o enfraquecimento doutrinário e o domínio da ignorância bárbara, passa a existir e ameaça as nações e facilita a dominação de muitos povos.

RAZÃO PRINCIPAL DO AVANÇO: ensino fácil. O Islã se expandiu com facilidade e rapidez por causa, inclusive, da simplicidade de sua mensagem. O muçulmano tem em sua religião cinco pilares básicos que ele deve respeitar ao longo de toda a sua vida. Os cinco pilares são:

1) Recitação da shahadah: “não existe nenhum deus além de Allah e Muhammad (Maomé) é seu profeta”.

2) Realizar as cinco orações diárias voltando-se para a direção de Meca.

3) Realizar o jejum obrigatório durante o período do Ramadã. 40 (quarenta) dias.

4) Realizar a zakat, a doação de 2,5% de seus lucros para as pessoas mais pobres.

5) Visitar Meca ao menos uma vez na vida (ação que só deve ser realizada se a pessoa tiver condição financeira para tal).

Alcorão – livro considerado sagrado pelos adeptos do islamismo
Praça central de Meca, cidade considerada sagrada pelo islamismo

5.5. A PERDA DA FORÇA DO ISLAMISMO DURANTE A IDADE MÉDIA – A RESISTÊNCIA E RECONQUISTA ESPANHOLA

A Espanha foi o berço do conflito para se libertar do Islamismo, pelo qual foi dominada em 711 d.C. – Nós somos originados nesse meio. Nós somos herdeiros históricos da península ibérica (união entre os reinos da Espanha e de Portugal).

Haviam lendas que contavam que o Apóstolo Tiago, filho do trovão, filho de Zebedeu, havia evangelizado na Espanha, e ali tinha vivido e morrido. Isso criou uma rota de peregrinação dos Cristão na Idade Média.

Alguns alegam terem tido visões em sonhos de Tiago descendo do céu a cavalo com uma espada na mão, ajudando a luta, libertando os Espanhóis dos muçulmanos.

Isso reforçou a Ideia de Guerra Santa, que ali se iniciou próximo ao ano 800 e a libertação completa da dominação muçulmana se deu em 1.492 d.C., quando se iniciaram as eras dos descobrimentos, dentro os quais as missões que levaram ao descobrimento do Brasil.

Gravura da entrega do Reino muçulmano de Granada ao Rei Fernando e à Rainha Isabel I de Castela (ESPANHA – surgiu da união dos reinos conquistados de Galiza, Leão, Castela, Navarra e Aragão)

Porque ainda hoje é tão difícil fazer Missões na Espanha e em Portugal?

Os descobridores da américa, colonizadores, do Brasil, inclusive, chegam com a ideia de que se pode matar para impor a fé Cristã. Durante 800 anos acostumaram com esse comportamento. Quando chegaram na terra encontraram pagãos, e não foi difícil para eles destruírem essas civilizações. Para matarem essas pessoas, pelo pensamento deles era muito simples.

Os reis católicos, Fernando e Isabel, recuperam todo o território ocupado pelos muçulmanos. A Espanha se tornou rigorosamente católica. Até hoje são países rigorosamente católicos. Amizades não se mantém entre católicos e crentes na Espanha e em Portugal.

Até hoje em Portugal se encontra sinais da presença dos muçulmanos no cenário português, como o Castelo de Sintra. A presença islâmica arábica na arte lá é muito nítida.

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