#09 O reavivamento pentecostal – parte 1

9.1. O Pietismo, Morávios e Metodismo

Também podem ser chamados de sementes pentecostais da reforma.

9.1.1. O Pietismo

(Alemanha – 1650-1800) : (2 Co. 3.6) – (Gl. 5:16-25)

Teve como principal expoente o alemão Philip Jakob Spener (foto abaixo), que não aceitou a “ortodoxia” fria dos luteranos. Defendia a Igreja como organismo vivo de experiências reais com Deus. A “ortodoxia” deveria estar aliada a “ortopraxia”.

A prática da Igreja não pode resumir-se apenas em “palavras”, mas na vida que há na Palavra: uma vida Santa, ajudar os necessitados e dedicar-se na evangelização dos povos.

Spener cria que a reforma não estava completa até que houvesse uma verdadeira vida cristã em cada crente.

Resumo do ensino pietista:

  • Uso mais intensivo da Bíblia na vida do cristão;
  • Renovação do sacerdócio de cada crente (atividade na vida espiritual);
  • Mais prática e não somente o conhecimento das Escrituras; §Mais amor e moderação no tratamento com descrentes e desviados;
  • Preparação dos ministros não apenas academicamente, mas na piedade, devoção e sermões de fácil entendimento para os ouvintes;

9.1.2. Os irmãos Morávios

(Alemanha – 1717-1817) (Ne. 9:38; Lv. 6:12,13; Hb. 12:14)

Em 1727, fugiram de Morávia (Checoslováquia) e foram para Alemanha, eram protestantes radicais nas doutrinas de Lutero, Huss e Calvino, mas eram extremamente briguentos.

Se refugiaram na casa de um crente pietista, chamado Conde de Zinzendorf, que, ao vê-los discutindo questões de fé em acaloradas discussões, em 05 de agosto de 1727 colocou todos os morávios em oração. Passaram a noite toda orando, uns apertavam as mãos dos outros em pacto de amor.

No dia 13 de agosto (domingo), ao celebrarem a ceia, veio um avivamento sobre eles. Em lágrimas, não sabiam o que era oração, louvor, clamor. Prostraram-se ao chão e decidiram que dariam mais lugar ao Espírito Santo do que às próprias razões.

A marca do avivamento entre eles foi: oração, perdão, amor e comunhão. A igreja ali na casa do Conde de Zinzendorf se tornou uma grande Antioquia, um quartel missionário (W.Brunelli, 2016)

Gravura dos crentes morávios em fervorosa oração uns pelos outros: paz, amor e devoção

9.1.3. O Metodismo Wesleyano

(Inglaterra – 1739-atual) (Pv. 13:20; 1 Cor. 15:33; Salmos 119:63; Pv. 15:31)

A vida religiosa na Inglaterra passava por um período de declínio moral e espiritual, com a falta de fervor religioso, hábitos mundanos e egoístas do clero, jogatina e bebedice da população, etc.

Esse foi o ambiente encontrado por John Wesley, o filho de um dos poucos ministros zelosos de seu tempo e de uma mãe dedicada e preocupara com a vida espiritual de seus filhos.

John Wesley tornou-se líder de um grupo de estudantes que eram escrupulosos e metódicos em seus estudos bíblicos, por isso ganharam o nome de “metodistas” ou “clube santo”.

Numa viagem, conheceu um grupo de missionários Morávios e esse encontro o transformou, com a oração, o perdão, a vida de santidade, que o transformou no líder do maior avivamento que a Inglaterra já conheceu.

Escreveu, juntamente com muitos homens hinos e louvores. Seu expoente foi a doutrina da perfeição cristã, seu mais veemente discurso. Primava por uma conduta ilibada no meio de uma sociedade moral e espiritualmente corrompida.

Inspirou o movimento Holiness (santidade) dos EUA, William Seymour (pastor da igreja da Rua Azusa) pertencia a este movimento, que defendia que a partir de uma experiência real com a promessa do batismo com Espírito Santo (segunda experiência), o crente é capacitado para viver uma vida de vitória sobre o pecado.

Um reflexo do pensamento Wesleyano é o hino 266 da nossa Harpa Cristã, traduzido por Paulo Leivas Macalão: Resgatados fomos.

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“Nós resgatados fomos,
Por quem nos quis salvar;
Em Cristo livres somos,
Pra nunca mais pecar!
Em Cristo livres somos,
Pra nunca mais pecar!

Resgatados fomos,
Resgatados fomos,
Resgatados fomos,
P’ra nunca mais pecar!”

9.2. A gênese do Pentecostalismo Clássico

Charles Fox Parham (em 1905)

Diretor do Instituto Bíblico Bethel de Topeka/Kansas.

Levou o conjunto (pietista, morávio, metodista), para a sala de aula, juntamente com a doutrina do Batismo no Espírito Santo, e na doutrina dos dons espirituais (inclusive cura divina), visto que o homem, por si, não é capaz de plenamente resistir ao pecado e de testemunhar sem a capacitação espiritual: O Revestimento de Poder.

Próxima aula: Reavivamento da Rua Azusa e os Missionários Suecos.

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