A igreja e a ética da responsabilidade social

A igreja, biblicamente falando, tem uma responsabilidade perante a sociedade, que se inicia pelo amor ao próximo e pela fé em Deus, sendo manifestada através das boas obras, conforme pontilhou o apóstolo Tiago: “A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e guardar-se da corrupção do mundo” (Tg. 1.27).

Neste versículo observamos o compromisso social da igreja, que é fruto do amor de Deus derramado pelo Espírito Santo em nossos corações. Assim como Jesus se interessou e se comoveu em razão das mazelas sociais, a igreja e o ministério (serviço dado por Deus aos crentes), não podem agir diferentemente.

A responsabilidade social consiste em visitar os órfãos, as viúvas, fazer doações, ajudar os carentes, amar os desafortunados, chorar com os que choram, proclamar libertação espiritual aos cativos, fundar instituições sociais e educacionais, que realmente trabalhem com transparência e seriedade.

A igreja contemporânea vem sendo bombardeada pelo comodismo, onde muitos crentes estão com medo de trabalhar, avançar, crescer, marchar e conquistar os propósitos de Deus para o seu povo e para a humanidade. A ação social da igreja reflete o tamanho da fé e o brilho de nossa espiritualidade em Cristo Jesus.

A ética e a responsabilidade social foram vislumbradas por Jesus: “… porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e estando enfermo e na prisão não me visitastes” (Mateus 25.42,43).

Cuidar daqueles que necessitam de nossa ajuda é uma atitude cristã e abençoadora. Que Deus nos desperte a fazer o bem, sem distinção de classe e etnia, afinal, a igreja foi chamada para ser SAL DA TERRA e LUZ DO MUNDO.

Autor: Rafael J. Dias

Pastor na Assembleia de Deus Ministério de Santos, advogado, escritor e ativista pelos direitos sociais. Formado em Direito pela Universidade Católica de Santos e em Teologia pelo IBAD. Especialista em Direito da Administração Pública pela Estácio. Pós-graduando em Liderança Pastoral pela FABAD.

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