O dom da amizade

Ao ler sobre a amizade de C.S. Lewis e J.R.R. Tolkien, fiquei intrigado, pois constatei na leitura que eles tinham poucas concordâncias. Mas quem disse que amizade é concordância em tudo?

Ao ler sobre a amizade de C.S. Lewis e J.R.R. Tolkien, fiquei intrigado, pois constatei na leitura que eles tinham poucas concordâncias. Mas quem disse que amizade é concordância em tudo?

O que está acontecendo com o conceito de amizade? Estará a amizade acabando em razão das redes sociais? O respeito teria chegado ao fim em razão da falta de contato e da troca de afeto real?

Hoje muitos estão perdendo a noção de amizade. Acham que amizade é concordar com tudo, mas não é.

Amizade é discordar com respeito, é amar o amigo mesmo que ele não pense todas as coisas como você.

Amizade é aprender a tolerar o outro do jeito que ele é.

Amizade é não ir embora, não desistir e não guardar mágoa.

O que diriam estes dois? Ambos eméritos professores da Universidade de Oxford, de um lado: C.S. Lewis era um protestante irlandês fervoroso, e do outro: Tolkien um católico romano roxo.

Eles discordavam a noite inteira, mas não conseguiam pensar em uma semana sem uma reunião para trocarem ideias contrárias, mas respeitosas.

No fim, a literatura fantástica os uniu, um pelos anéis mágicos, o outro pelo guarda-roupa que levava para outra dimensão. Um ao outro ajudou. Verdadeiros amigos.

Temos mesmo que voltar a viver a amizade de antigamente. A verdadeira amizade que nos conduz ao sucesso (felicidade e realização). Um dom de Deus.


“Essas são as melhores reuniões […] Quando colocamos nossos chinelos, nossos pés esticados em direção ao fogo da lareira; quando o mundo inteiro, e algo além do mundo, se abre para nossas mentes à medida que falamos. E ninguém reivindica ou tem qualquer responsabilidade com o outro, mas todos são pessoas livres e iguais, como se tivessem se encontrado há uma hora, ao mesmo tempo que uma afeição enternecida pelos anos nos envolve. A vida – vida natural – não possui dádiva melhor que essa para dar. Quem poderia merecer isso?”

C.S. Lewis, “amizade”, os quatro amores.

Nós, que nascemos da virada tecnológica do século XX para o século XXI, temos muito a aprender sobre a amizade. Retornar às relações de contato, de afeto, é necessário para não perdermos o sentimento mais caro: o de “humanidade”.

A dispensação da Lei – parte 4: restauração e plenitude dos tempos

Ainda na dispensação da Lei, os judeus ficaram 70 anos cativos sob o império babilônico e persa. Cumprido o tempo determinado, Deus usa os imperadores persas para libertarem o povo de Israel em três fases. Com a restauração de Israel como nação é iniciado o processo da “plenitude dos tempos”.

dispensação da lei

Leia também: dispensacionalismo – as sete dispensações

Início, duração e término da dispensação

A dispensação da lei durou 1.430 anos: da saída do Egito, com a chegada ao monte Sinai, até a crucificação de Jesus. (Ex. 19.8). 

O Juízo desta dispensação foi o cativeiro de Israel (assírio, babilônico e persa), assim como a colonização de Israel por outras potências mundiais, como a Grécia e Roma. 

O término da dispensação se deu com a ineficácia da Lei para o plano da salvação, e com o sacrifício de Cristo na cruz do calvário (Gl. 3.24,25). 

Ponto de partida – os primeiros e últimos anos do cativeiro

O Senhor Deus deixou bem claro que o povo de Judá não ficaria pouco tempo no cativeiro. Assim, advertiu-os a construírem casas, construir jardim, desfrutar do que conseguissem no lugar para onde foram. (Jeremias 29:5)

Ainda, recomendou que constituíssem suas famílias e se multiplicassem e continuassem sendo um único povo, sem diminuírem de número. (vs. 6)

Ordenou que procurassem viver em paz para onde foram levados. Isto é, que não tentassem a violência nem qualquer ato de rebelião, pois havia sido o Senhor que permitiu que fossem transportados para lá. (vs. 7)

Portanto, deveriam orar pelo lugar para onde foram, porque tendo paz naquele lugar eles teriam anos de paz.

Leia antes: A dispensação da Lei – Parte 1 – Parte 2 – Parte 3

Daniel e seus amigos

O jovem Daniel e seus amigos Ananias, Misael e Azarias, ao chegarem na Babilônia tiveram seus nomes trocados para tornarem-se pertencentes à classe dos nobres daquela nação. Foram chamados de Baltessazar, Sadraque, Mesaque e Abede-nego. (Dn. 1.6-7)

Contudo, sendo fiéis a Deus, cientes de haviam sido transportados para a Babilônia, decidiram manter um programa de oração e consagração ao Senhor. Em primeiro lugar, ainda sendo classificados entre os nobres, não quiserem se comportar como os tais se comportavam. (Dn. 1.8-21)

Daniel recebeu do Senhor o dom da revelação no cativeiro (Dn. 1.17), tendo interpretado o sonho de Nabucodonozor, em que uma grande estátua feita de diversos tipos de metais, havia sido derrubada por uma pedra cortada sem a ajuda de mãos (Dn. 2.31-39), que esmiuçou a estátua e se tornou um monte que encheu a terra.

Em seguida, em outros tempos, seus três amigos vão para um pátio onde foi erguida uma grande estátua de ouro, diante da qual todos os moradores da Babilônia e os grandes e nobres deveriam curvar-se. (Dn. 3)

Contudo aqueles jovens se negaram a curvar-se diante do rei, pois tinham a completa ciência do porquê foram parar na Babilônia: em razão da idolatria do povo de Israel. (Dn. 3.16-18)

Sadraque, Mesaque e Abede-nego, ainda que sendo apenas três jovens, simbolizam o propósito da purificação da adoração do povo judeu a um único Deus. A conversão do caráter do povo judeu que havia sido escolhido para ser monoteísta (adorar apenas ao único Deus e Senhor).

Anos depois, ainda no cativeiro, houve um banquete em que o filho de Nabucodonozor, Belsazar, utilizou dos utensílios que foram apreendidos do templo do Senhor em Jerusalém, e escarneceu deles, quando uma mão escreveu na parede: “mene, mene, tequel, parsim”. (Dn. 5)

Apenas Daniel, que não estava em referida festa foi capaz de interpretar a escrita na parede que significava: “pesado foste na balança e foste achado em falta, teu reino está sendo retirado de ti”. (Dn. 5.26-31)

Vieram então os medo-persas e tomaram todo o império babilônico, iniciando-se o período do Império Persa. Contudo, Daniel continuou como um dos grandes também neste vasto império que era o maior daquele tempo.

O comportamento de Daniel de se consagrar ao Senhor e fazer muitas orações incomodou aos persas, pois tinham para eles que seu imperador era um “deus” e somente a ele deveriam se fazer petições. (Dn. 6)

Estes homens conspiraram contra a vida de Daniel fazendo o rei assinar um decreto de que qualquer homem que fizesse orações a outros “deuses” senão ao rei seria lançado na cova dos leões.

Como as leis persas eram impossíveis de serem revogadas, Daniel foi pego e lançado na cova dos leões. Como o imperador gostava muito de Daniel ficou apreensivo para ver como ele estava no outro dia pela manhã, quando ouviu a voz de Daniel dizendo do fundo da cova que estava tudo bem e que Deus tinha enviado um anjo que fechou a boca dos leões.

Os demais capítulos de Daniel são revelações escatológicas que serão analisadas ao final da dispensação da graça. (Dn. 7-12)

Ezequiel – o profeta do cativeiro

Já o profeta Ezequiel, também como um profeta do cativeiro, teve revelações profundas acerca da situação espiritual do povo judeu. Pregou suas profecias ao povo que estava cativo na Babilônia e para parcela dos pobres que ficaram morando em Jerusalém.

Deus falou a Ezequiel por várias visões. Um dos principais ensinos das profecias de Ezequiel é o da “responsabilidade individual” pelos pecados, sendo necessário uma renovação íntima, mudando o coração. (Ez. 18)

As profecias de Ezequiel também continham uma porção de esperança que sobreviria se Israel começasse a viver uma vida nova de obediência aos preceitos da Lei de Deus.

Ezequiel teve também revelações acerca do templo de Jerusalém e que se os adoradores do Senhor viverem uma vida dedicada a ele, o tempo de restauração estaria próximo.

O surgimento das sinagogas

Durante o período de cativeiro do povo de Israel na Babilônia os israelitas sentiram a ausência de um templo onde pudessem adorar a Deus. Assim, com o passar dos anos estando espalhados pelo império babilônico cada comunidade judaica foi montando seus pequenos templos que chamaram de “sinagoga” (assembleia ou congregação).

As sinagogas passaram a ser o local de encontro para as reuniões dos judeus para fazerem suas orações e onde resgataram o hábito dado ao Senhor Deus a Josué, meditar nas Escrituras. O hábito da leitura nas sinagogas tornou-se comum ao ponto de um dia exclusivo na semana ser reservado para esta leitura dedicada: o sábado. (Lucas 4.16)

Estima-se que no início da era cristã havia entre 395 a 480 sinagogas espalhadas em todas as nações do mundo antigo. Essa dispersão dos judeus em outras nações chama-se diáspora.

Restauração – as principais instituições dos judeus

Quando chegou o tempo certo profetizado pelo profeta Isaías, Deus deu graça a um dos imperadores da Pérsia chamado Ciro, que ao ler seu próprio nome nos escritos do profeta Isaías foi tomado pelo senso de responsabilidade em libertar o povo de Israel e restaurar seu local de culto: o templo. (Esdras 1.4)

Retorno com Zorobabel – a restauração do templo

A primeira parte do retorno dos Israelitas para seu país foi com um homem chamado Zorobabel, também chamado de príncipe entre os judeus. Foi dado a ele ouro, materiais e os homens que fossem necessários para edificar o templo. (Esdras 1.5-11)

Contudo, homens contrários à Israel enviaram cartas ao rei da Pérsia, difamando os homens judeus, dizendo que iriam construir fortalezas e ameaçar o império. Assim a obra foi parada.

Durante a paralisação da obra Deus usou os profetas Ageu e Zacarias para profetizar ao povo, para que tivessem responsabilidade e não gastassem dinheiro reformando suas casas e se esquecessem do Templo do Senhor. (Esdras 5.1)

Após um período sobreveio a autorização do rei da Pérsia para a conclusão do templo, que foi reerguido diante dos olhos do povo com muita emoção.

O templo reerguido não tinha o mesmo esplendor do templo de Salomão, mas só de estarem novamente em seu lugar próprio de adoração na Terra Santa foi motivo de muita emoção. Principalmente para os mais velhos que tinham visto a ruína do primeiro templo pelas mãos de Nabucodonozor. (Esdras 3.12-13)

Retorno com Esdras – a restauração da Lei

O que seria de um templo novo reerguido sem a que fosse ministrado sobre ele tudo aquilo que o povo não cumpriu da forma correta antes do cativeiro. O rei da Pérsia então ordena que o escriba Esdras fosse enviado para Jerusalém para oficiar como o sumo-sacerdote do templo de Jerusalém. (Esdras 7.6)

Lá chegando, diante de todo o povo pegou o livro da Lei em suas mãos, era indescritível a emoção. Colocou-o sobre o altar e começou a lê-lo e ensiná-lo com ousadia e graça diante de todo o povo de Israel. (Esdras 10.1)

Após algum tempo ministrando a palavra diante do povo de Israel, celebrando os cultos, os sacrifícios e as festas, percebeu que havia algo que ainda não estava correto. A leitura da palavra estava cansando o povo, estava em falta alguma coisa.

Ao passar os seus olhos sobre todo aquele povo, percebeu que ali não havia nenhum levita. Ou seja, o povo que estava diante dele recebendo a palavra estava sedento pela adoração. (Esdras 8.15-20)

Esdras então envia homens para trazerem levitas para Jerusalém para que ministrassem os louvores no templo, para que a adoração de corpo, alma e espírito fosse completa no templo do Senhor.

Retorno com Neemias – a restauração da Cidade Santa

O povo já havia restaurado seu templo, já havia restaurado a Lei e a adoração ao Senhor. Mas ainda não havia restaurado o seu orgulho como nação.

Jerusalém ainda estava queimada, destruída, com os muros caídos. Era necessário alguém que pudesse restaurar a Cidade Santa liderando o povo em uma grande obra pública.

Neemias, servindo o rei da Pérsia como copeiro, ao ler uma carta de um de seus irmãos fica entristecido por saber que a Cidade Santa ainda permanecia destruída, sendo incapaz de esconder a sua tristeza diante do rei.

Pelo que o rei é tomado pelo sentimento de Neemias e autoriza que ele pudesse retornar a Jerusalém e restaurar os muros da Cidade Santa, podendo levar o que ele precisasse para que esta obra fosse realizada.

Neemias, então, reúne homens e vai a Jerusalém constatar a situação e dar início à grande obra. Ele passa por várias situações complicadas, como a afronta de homens cruéis como Sambalate e Tobias que queriam parar a obra com suas conspirações.

Contudo, a determinação e a fé inabalável de Neemias fortalecia o ânimo de todo o povo que, além de encontrar forças no Senhor para concluir a obra em cinquenta e dois dias, aprendeu ficar alerta e vigiando as brechas do muro para se defender de todo perigo que surgisse.

Ao término do muro, o governador Neemias se reuniu com Esdras no templo, e juntos celebraram um grande culto de ação de graças, lendo a Lei do Senhor diante de todos.

A leitura conjunta da Lei de Deus se tornou rotineira, demonstrando que haviam aprendido com o cativeiro, que tudo o que o Senhor lhes requeria era o cumprimento da sua Lei (Ne 8.1-3, 8-10; 9.3, 32-38).

“E leram no livro, na lei de Deus; e declarando, e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse. E Neemias, que era o governador, e o sacerdote Esdras, o escriba, e os levitas que ensinavam ao povo, disseram a todo o povo: Este dia é consagrado ao Senhor vosso Deus, então não vos lamenteis, nem choreis. Porque todo o povo chorava, ouvindo as palavras da lei.” Neemias 8:8,9

A Plenitude dos Tempos

A plenitude da dispensação da Lei. Tudo o que era necessário que Deus fizesse com o povo de Israel havia sido feito e cumprido.

Israel ficou tão firmado nos ensinamentos de Deus por meio do juízo do cativeiro, que vieram outras culturas que dominaram a palestina no pós-cativeiro, como a Grécia, com a grande helenização do mundo promovida por Alexandre “O Grande”, que teve um grande impacto quando percebeu a força moral do povo judeu, que não se dobrava perante os poderes humanos, nem negociavam a sua religião.

Os generais de Alexandre, após seu falecimento, ficaram no poder do império grego e ficaram tão interessados na ética judaica, que ao término da construção da grande biblioteca de Alexandria, no Egito, convocaram setenta e dois escribas judeus com experiência, para traduzirem o Livro Sagrado dos judeus a “Torá” para o grego.

Referida tradução ficou conhecida no mundo antigo como “a tradução dos setenta”, ou como melhor conhecida, “a septuaginta” (LVXX).

Após os gregos vieram também os imperadores romanos, que encontraram um povo que lutou pela sua liberdade de religião, pelos seus templos e sinagogas que funcionavam em várias cidades espalhadas pelos países vizinhos. Tentou por vezes impor a cultura e religião romana, mas não havia como fazê-lo, pois o povo não se rendia a outros deuses.

Assim, a única religião que foi tolerada perante todo o vasto império romano foi o “monoteísmo judaico”, tendo sido feito juntamente com os líderes religiosos locais e os políticos romanos um compromisso, uma aliança, entre o templo que reunia dois partidos religiosos: os saduceus e os fariseus, e entre os governadores e pontífices (prefeitos e tribunos) romanos.

Com o tempo tal relação foi se tornando corrupta, foi deixando de ser santa e pura, os rituais começaram a estar mais ligados ao domínio social do povo do que propriamente a servir a Deus de coração e entendimento.

A Lei de Deus realmente começou a ser cumprida, visto que tanto os líderes como todo o povo tinha como grande valor o cumprimento total e literal das Escrituras Sagradas.

Porém, não era bem esse cumprimento que Deus queria dos homens, e pelo exagero, pela religiosidade, também não conseguiram agradar a Deus, tendo Ele que enviar seu filho para cumprir toda a Lei no lugar dos homens, para nos mostrar o que Ele espera de nós.

A Lei não se mostra suficiente para agradar a Deus, senão pela maravilhosa graça de Jesus Cristo, que se fez Lei por nós na cruz do calvário.

Próxima aula: A dispensação da Graça – Parte 1

A dispensação da Lei – parte 3: cativeiro assírio e babilônico

Ainda na dispensação da Lei, após a corrupção dos reis de Israel os anos de cativeiro profetizados pelo profeta Jeremias são cumpridos.

Leia também: dispensacionalismo – as sete dispensações

Início, duração e término da dispensação

A dispensação da lei durou 1.430 anos: da saída do Egito, com a chegada ao monte Sinai, até a crucificação de Jesus. (Ex. 19.8). 

O Juízo desta dispensação foi o cativeiro de Israel (assírio, babilônico e persa), assim como a colonização de Israel por outras potências mundiais, como a Grécia e Roma. 

O término da dispensação se deu com a ineficácia da Lei para o plano da salvação, e com o sacrifício de Cristo na cruz do calvário (Gl. 3.24,25). 

Ponto de partida – o cativeiro assírio e babilônico

Após os reis de Israel (Norte) e Judá (Sul), terem desagradado ao Senhor, levando o povo ao erro, deixando de cumprir as Leis de Deus, chegou o tempo preparado na dispensação da Lei para que o cativeiro lhes servisse de juízo, para que se voltassem para a vontade do Senhor.

Leia antes: A dispensação da Lei – Parte 1 – Parte 2

Israel como um todo, na dispensação da Lei, foi provado pelo domínio de três impérios diferentes, o império assírio, o império babilônico e o império persa, vamos analisar sucintamente cada um deles.

O cativeiro assírio

Conhecemos muito a assíria desde a terceira dispensação (a dispensação do governo humano), visto que sua capital Assur, e em seguida Nínive (Gn 10.10). Cidade fundada pelo “grande” rei Ninrode, homem que foi feroz e conduziu toda a população do mundo a se unir em um só comando em rebelião contra o Senhor (sendo um prenúncio bíblico do anticristo).

O império assírio cresceu de maneira estrondosa entre os anos 2.500 a.C. – 612 a.C. Seu maior crescimento se deu no tempo do rei Sargão “O Grande”, que com seu forte exército dominou os egípcios, os babilônios e o povo hebreu. Foi o primeiro “maior império do mundo”, antes dos persas.

Neste tempo do apogeu do Império Assírio é houve a divisão dos reinos de Israel entre Norte e Sul.

Jeroboão, primeiro rei do norte, foi o pioneiro na provocação da ira de Deus. De modo que, quando os demais reis pecavam contra Deus, a referência do erro era Jeroboão (1 Rs 15:8-9), pois dividiu a adoração do povo.

Vendo Jeroboão que os israelitas continuavam indo a Jerusalém adorar ao Senhor, temeu que sentissem saudade da descendência da Davi. Por este ciúme da adoração em Jerusalém que lembrava a Davi, inaugurou altares pagãos em Dã e em Betel (I Rs 12:28-29).

Após Jeroboão, todos os reis do norte suscitaram a Ira de Deus, por isso as tribos de Israel que ficavam nesta parte do reino foram as primeiras a sofrerem a investida do cativeiro. (I Cro 5.26; II Rs 15:29)

Os profetas que comunicavam a ira de Deus sobre os reis do norte

Entre os profetas mais famosos que profetizaram no reino do Norte estão Elias e Eliseu. Porém, outros profetas também profetizaram para os reis nortenhos, como: Aías, Micaías, Jonas, dentre outros.

Certo que os mais famosos por tentarem converter o coração dos reis do Norte ao Senhor foram mesmo Elias e Eliseu.

Elias – profetizou duramente contra o reinado de Acabe e Jezabel. Um reinado marcado por corrupção, avareza, homicídios, latrocínio e idolatria.

Eliseu – continuando o trabalho do profeta Elias profetizou duramente contra o reinado dos filhos de Acabe e Jezabel (2 Rs 6:32), denunciando a ira de Deus sobre a aliança entre Josafá e os filhos de Acabe (2 Rs 3:13-14).

As últimas oportunidades e o cativeiro

Deus deu diversas oportunidades para que os reis mudassem seu comportamento e obedecessem às suas Leis, até mesmo Ezequias, um dos bons reis de Judá (Reino do Sul) enviou cartas suplicando-se que deixassem a idolatria e fossem adorar em Jerusalém (2 Cr 30:1-11).

Contudo, os reis do Norte nunca se converteram, nem obedeceram a Deus (2 Rs 18:11-12). Assim, o Senhor os entregou nas mãos dos Assírios (2 Rs 18:11-12). As tribos do Norte, então, foram levadas por Salmanaser nos tempos do reinado de Oséias (2 Reis 17:3-6).

Conforme 2 Reis 17:24-41, o reino do Norte nunca mais se reergueu. O rei da Assíria mandou outros povos para ali habitarem, de outros costumes e religiões, havendo uma grande miscigenação que desagradou a Deus.

O versículo 41 revela que eles nunca deixaram seus costumes idólatras, ainda que também temessem ao Senhor. Assim permaneceu os costumes dos Samaritanos, situação que só seria resolvida com a graça do Evangelho (João 4:20-24).

O cativeiro babilônico

Deus livrou o reino do Sul (Judá) do cativeiro assírio (mais violento e perverso). Mas não poupou os reis do Sul do Juízo pelo descumprimento dos preceitos da Lei.

Um dos melhores reis de Judá foi Ezequias, que derrubou os altares idólatras, levou o povo a adorar em Jerusalém de modo que desde o reino de Salomão não tinha ocorrido tamanha adoração (2 Cro 30:25).

Ezequias liderou a resistência ao cerco de Senaqueribe, rei da assíria, contra o reino de Judá, com 185 mil soldados assírios.

Ocorre que após a enfermidade de Ezequias, tendo chorado perante Deus recebeu mais 15 (quinze) anos de idade, tendo o Senhor revogado a enfermidade e a morte que sobreviria (Is 38.1-5).

Ezequias gerou a Manassés uns dos piores reis de Judá. Foi um assassino terrível e irritou sobremaneira ao Senhor. Após veio o reinado de Josias, um excelente rei de Israel, em seguida os últimos reis (Josias, Jeioaquim, Joás e Zedequias) foram reprovados por Deus e sobreveio o cativeiro ao Sul para a babilônia.

Os profetas que anunciaram o cativeiro babilônico

Os profetas pré-exílicos mais famosos, que demonstraram os pecados do reino de Judá foram Isaías e Jeremias. Ambos viveram um tempo de religiosidade fingida, apenas voltada a ofertas e sacrifícios mascarando o desprezo e preconceito com os oprimidos entre o povo.

Isaías

Isaías foi o profeta entre os reinados de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias (portanto, foi contemporâneo do cativeiro do reino do Norte), provavelmente foi morto por ordem de Manassés filho de Zedequias.

O profeta Isaías denunciou a falsa religiosidade e o desrespeito ao verdadeiro sentido do culto e da adoração a Deus entre o povo de Judá (Isaías 1:16-17).

Foi usado por Deus para tecer críticas contra a injustiça social praticada por todo o povo, incentivado por seus monarcas, grandes e ricos que oprimiam o trabalho dos pobres (Isaías 5:8-24).

Jeremias

O profeta Jeremias foi também chamado por Deus para entregar mensagens duras de juízo para o povo de Judá. Jeremias começou a profetizar no reinado de Josias. Um reinado de bonança, de reformas estruturais no templo.

Mas o tempo de bonança não impediu a profecia crítica de Jeremias por causa da infidelidade do povo e sua adesão a outros deuses (idolatria), principalmente aos baalins. E razão da aparente prosperidade de Judá, o povo desprezou a mensagem e não lhe deu ouvidos. (Jr 22.1-5, 15-16).

Josias porém deixou de pagar impostos para a Assíria, e ali começou o intento dos dominadores sobre Judá (2 Rs 22.1-23,27).

Após a sucessão de Josias por seu filho Jeoaquim, Jeremias criticou duramente as atitudes desse rei (Jr. 22.13-19), proferindo o discurso sobre o templo (Jr. 7.1-15), o versículo 11 seria reproduzido pelo Senhor Jesus no templo, no final da dispensação da Lei.

Zedequias, o último rei de Judá, assume o trono com 21 anos de idade, para dirigir um Judá arruinado, com várias cidades destruídas e uma economia desorganizada, se submete aos babilônios e se mostra indeciso.

Nesse momento surge uma disputa para determinar a identidade do Povo de Deus entre aqueles que foram para o Exílio na Babilônia e aqueles que ficaram em Judá.

Jeremias se nega a participar de uma visão simplista (cap. 24) e coloca o assunto dentro da política realista: Zedequias e a corte de Jerusalém são incapazes de salvar o povo do desastre.

Essa profecia também causa perseguição contra Jeremias. Mas Nabucodonozor chega com seus oficiais, incendeia o Templo, o palácio, as casas e derruba as muralhas e leva o restante do povo cativo, ficando apenas os pobres e os desprezados.

Assim cumpriu-se a profecia:

“Para que se cumprisse a palavra do Senhor, pela boca de Jeremias, até que a terra se agradasse dos seus sábados; todos os dias da assolação repousou, até que os setenta anos se cumpriram. Porém, no primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia (para que se cumprisse a palavra do Senhor pela boca de Jeremias), despertou o Senhor o espírito de Ciro, rei da Pérsia, o qual fez passar pregão por todo o seu reino, como também por escrito, dizendo: Assim diz Ciro, rei da Pérsia: O Senhor Deus dos céus me deu todos os reinos da terra, e me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém, que está em Judá. Quem há entre vós, de todo o seu povo, o Senhor seu Deus seja com ele, e suba.” 2 Crônicas 36:21-23

Próxima aula: A dispensação da Lei – Parte 4

Se eu falhar ele morre

“Se eu falhar, ele morre” (do inglês: “if i fail, he dies”). Quando li esta frase eu abri a imagem e reli novamente para ver se realmente era aquilo o que estava escrito. Fiquei intrigado, me senti provocado.

Precisamos de um serviço de saúde com o lema e o coração dos voluntários da Cruz Vermelha. Se não há orçamento público, trabalhamos com o coração.

Se eu falhar ele morre. Cruz vermelha.
Voluntários da Cruz Vermelha usando máscaras durante a pandemia de gripe de 1918. Ao fundo se lê o lema: “se eu falhar, ele morre” – “if i fail, he dies” (https://edition.cnn.com/2020/04/03/americas/flu-america-1918-masks-intl-hnk)

O que é a Cruz Vermelha?

Quando o serviço de saúde pública falha, a Cruz Vermelha e seus voluntários entram em ação com o lema: “Se eu falhar, ele morre”, referência à campanha voluntária ao atendimento dos feridos em combate na primeira guerra mundial.

Fundado em 1863 em Genebra, na Suíça (o símbolo da Cruz Vermelha são as cores invertidas da bandeira da Suíça), o Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho é uma associação sem fins lucrativos que possui mais de 97 milhões de voluntários mundialmente.

A Cruz Vermelha tem como característica básica ser um movimento humanitário, neutro e imparcial, sem qualquer vinculação a políticas de qualquer país do mundo.

Como objetivo primário visa: proteger a vida e a saúde humana e prevenir e aliviar o sofrimento humano, sem discriminação de nacionalidade, raça, sexo, religião, classe social ou opiniões políticas.

A atuação da Cruz Vermelha na gripe espanhola em 1918-1920

A Cruz Vermelha teve papel fundamental na primeira guerra mundial (1914-1918). Tendo sido a primeira grande atuação dos voluntários da organização. Enquanto países entravam em conflito, os voluntários entravam nos campos de batalha para dar atendimento para os feridos de ambos os lados do conflito. O símbolo na roupa branca dos voluntários garantia o trânsito dos livre e seguro.

Contudo, não foi o desespero da guerra que mais teria afetado e provado o coração dos voluntários da Cruz Vermelha, mas um inimigo invisível, que surgiu durante a guerra e foi levada a muitos países pelos próprios soldados que retornavam: a gripe espanhola.

A gripe espanhola infectou 500.000.000 (quinhentas milhões) de pessoas no mundo, gerando 50.000.000 (cinquenta milhões) de mortes durante dois anos inteiros.

A organização logo entrou em ação e seus voluntários foram enviados para diversos países, inclusive para o Brasil, durante o governo do então presidente Venceslau Braz.

A gripe espanhola no Brasil

Segundo a história (que sempre se repete), naquele tempo se viu o caos social sendo explorado pelos jornais, grupos políticos e insatisfação geral e crescente da população. Isso devido à demora na adoção de medidas sanitárias pelo governo de Venceslau Braz, que estava completamente despreparado e desaparelhado para combater a doença.

Segundo ensina Adriana da Costa Goulart, Mestre em história social pela Universidade Federal Fluminense (UFF), em artigo intitulado “Revisitando a espanhola: a gripe pandêmica de 1918 no Rio de Janeiro”:

“A escassez de verbas destinadas à saúde pública dificultava a implementação, o aparelhamento e a manutenção de instituições e projetos de saúde pública, contribuindo para a limitação dos socorros públicos durante a epidemia.”

Naquele cenário, a política nacional, a saúde pública nacional havia falhado miseravelmente. Nesse quadro, não importam as opiniões políticas, não interessam as discussões de administração pública ou atitudes eleitoreiras. Nada mais poderia ser feito.

Quem poderia ajudar o Brasil a enfrentar toda aquela pandemia, onde não havia mais esperança no serviço público? – A Cruz Vermelha.

Adriana da Costa Goulart descreve esse momento histórico da seguinte maneira:

“O atendimento da população acabou dependendo, na maior parte do tempo, da iniciativa das esferas privadas: igrejas, escolas, clubes e a Cruz Vermelha Brasileira.”

O COVID-19 no Brasil e a Cruz Vermelha

A história é também é contada no próprio site da CV brasileira na atual pandemia de conoravírus (COVID-19) divulgou boletim informativo relembrando os esforços pela saúde dos brasileiros durante a gripe espanhola. Deixando claro que, caso seja necessário, não negará esforços para atuação em escala nacional, nunca antes vista na história da instituição.

É maravilhoso sentir a energia do voluntariado da organização, que deixou bem claro para todos nós que estão empenhando seus esforços neste momento difícil:

“Estamos abrindo mão de nossos horários com a família, nossos finais de semana, nossas tarefas pessoais e de tudo que poderíamos estar fazendo neste período de quarentena, para ajudar o nosso povo, que tanto precisa de apoio nesse momento. É importante pedir muita calma, assim como atuamos incansavelmente durante a gripe espanhola, em 1918, o legado da instituição permanece até hoje, e assim como todas as outras pandemias, venceremos essa também.”

100 (cem) anos se passaram desde o fim da gripe espanhola, e mais uma vez o desafio é grande para os voluntários da Cruz Vermelha.

Certamente é para os voluntários que deveremos lançar os nossos olhos e nossas orações, pois o sistema político possui limites. Mas o coração de um verdadeiro voluntário é ilimitado ao ponto de se auto-responsabilizar pelas vidas dizendo: “Eu não posso falhar. Se eu falhar, ele morre”.

Lema da cruz vermelha: “Se eu falhar ele morre”

Se eu falhar ele morre. Cruz Vermelha.
Sociedade Histórica de Wisconsin, Stanislaus Aloisius Iciek, Arthur G. McCoy, If i fail he dies, ID 128879. Visualizado on-line em https://www.wisconsinhistory.org/Records/Image/IM128879

A foto em destaque deste post, – aquela com os enfermeiros com máscaras dando coletiva de imprensa na cidade de São Francisco/Califórnia, – foi a primeira vez que vi o lema da Cruz Vermelha. Utilizado na campanha voluntária da primeira guerra mundial e no combate à gripe espanhola nos EUA em 1918.

“Se eu falhar, ele morre” (do inglês: “if i fail, he dies”). Quando li esta frase eu abri a imagem e reli novamente para ver se realmente era aquilo o que estava escrito. Fiquei intrigado, me senti provocado.

O serviço era voluntário, não havia qualquer retorno financeiro, as famílias dos voluntários não sabiam se eles voltariam para casa com saúde. Ainda assim, eles simplesmente entendiam que falhar em serviço seria pior do que a morte.

Isso porque se alguém morresse não seria por culpa do vírus. Não seria por culpa da baixa imunidade. Nem seria por culpa dos chineses. Não: o próprio médico/enfermeiro se responsabilizaria voluntariamente pela morte.

Isso é amor de verdade.

É o tipo de missão de vida, de dedicação, de empenho pela saúde da população que não temos visto ultimamente. Se pessoas morrerem, significa que falhamos. Se muitos estão morrendo: SIM, a culpa é daqueles que estão na responsabilidade do cuidado com a saúde das pessoas.

Segundo este pensamento, um nível de responsabilização pessoal é exigido, mas para isto é preciso coragem. É preciso se humilhar e se responsabilizar por cada morte que esteja ocorrendo.

Em tempos de pandemia é necessário um coração de voluntário da Cruz Vermelha, um nível elevado de compromisso com a vida do outro para estar em um cargo de responsabilidade pública.

A responsabilidade pessoal pela vida do outro

O lema poderia ser coletivo, mas é individual: “Se eu falhar, ele morre”. Isso entra em completo contraste com a realidade política que vivemos.

A ausência de autocrítica, de auto-responsabilização, tem tornado a vida social um caos nas cidades do país. Não há mais compromisso público com a vida do outro, tudo gira em torno do ego e do poder.

Estamos presenciando declarações de desdém daqueles que gostaríamos que se responsabilizassem pelas perdas de familiares, de cidadãos que trabalharam pelo país. Situação muito distante da que precisamos em um momento tão difícil como este.

Nunca foi tão atual e necessário que revíssemos o papel daqueles que administram a coisa pública (República). É preciso valorizarmos daqueles que levam em alta estima a vida do outro sob os princípios da Cruz Vermelha: humanidade, isenção política e não discriminação.

Toda a vida importa. E nós somos responsáveis uns pela vida dos outros. Se continuarmos falhando, pessoas continuarão morrendo.

Pense consigo mesmo: você falhou? – Eu penso que falhei, não tendo escrito o que penso antes. Deixando de criar este espaço mais cedo para expor minhas ideias amparados em estudos.

Eu poderia ter salvado mais alguém do obscurantismo que, atualmente, está matando milhares no engodo do desdém pela vida humana.

Esperança em meio à pandemia

De tudo o que não podemos perder a principal virtude que devemos manter é a esperança, mesmo que em meio à pandemia.

De tudo que não podemos perder a principal virtude que devemos manter é a esperança, mesmo que em meio à pandemia.

esperança pandemia

A verdade nua e crua é que estamos passando por um momento de tribulação, em que muitos estão perdendo a esperança.

“Que isso, pastor! Tribulação é coisa para quem vai ficar com o anticristo” – Amado, nós passamos por tribulações em toda a nossa vida.

Pode não ser “A Grande Tribulação” do apocalipse, mas são as tribulações do cotidiano. Jesus nos avisou sobre elas, e nos deu esperança para vencê-las ao dizer-nos que: “no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (João 16:33)

O Apóstolo Paulo nos ensina que passamos por tribulações no dia a dia, e em meio às tribulações devemos manter certos comportamentos.

E, consequentemente, o resultado final desses comportamentos é o surgimento de uma virtude chamada “Esperança”, veja:

“também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, E a paciência a experiência, e a experiência a esperança. E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.” Romanos 5:3-5

“Misericórdia, Pastor Rafael! Como assim se gloriar na tribulação!” – Querido, se você tem esperança no Senhor Jesus você supera qualquer coisa.

A prova viva de que somos verdadeiros discípulos do Mestre Amado é demonstrarmos estes comportamentos apontados pelo Apóstolo Paulo, no meio das tribulações.

Sobretudo a esperança deve reinar em nossos corações. Sendo uma das três virtudes principais (ou cardeais) apontadas pelo Apóstolo Paulo em I Coríntios 13:13, ela é a razão de estarmos vivos, pois nossa esperança é andar com Jesus, viver no Espírito, pois Deus cuida daqueles que são seus (Salmos 145:20).

Quero deixar um simples trecho do livro de Charles Swindoll que estou lendo nesta pandemia “O Poder da Esperança”. Também quero resenhá-lo aqui no blog durante os dias que seguirão, para que eu possa compartilhar com todos um pouco desta virtude, aprendendo e crescendo na esperança no Senhor Jesus.

“Quando estamos presos em um túnel de miséria, a esperança aponta para a luz no final dele.

“Quando trabalhamos demais e estamos exaustos, a esperança renova nossa energia.

“Quando estamos desanimados, a esperança eleva nosso espírito.

“Quando estamos tentados a desistir, a esperança nos faz continuar.

“Quando perdemos o rumo e a confusão deixa nosso destino embaçado, a esperança diminui o pânico.

“Quando sofremos com uma doença incapacitante ou com uma enfermidade duradoura, a esperança nos ajuda a perseverar apesar da dor.

“Quando tememos o pior, a esperança nos faz lembrar de que Deus ainda está no controle.

“Quando temos de suportar as consequências das más decisões, a esperança dá combustível à nossa recuperação.

“Quando nos encontramos desempregados, a esperança nos diz que ainda temos futuro.

“Quando somos forçados a sentar e a esperar, a esperança nos dá paciência para confiarmos.

“Quando nos sentimos rejeitados e abandonados, a esperança nos faz lembrar de que não estamos sozinhos… Nós conseguiremos!

“Quando damos o último adeus a alguém que amamos, a esperança na vida além [da morte] nos ajuda a vencer nosso sofrimento”

Charles Swindoll – O Poder da Esperança

Se quiser ler este maravilhoso livro junto comigo e trocarmos pensamentos e fortalecimento mútuo nesses dias difíceis, o livro está disponível na amazon.com no link abaixo:

Mantenham a esperança viva.

Deus os abençoe!

História da Assembleia de Deus Ministério de Santos

Conheça a história da Assembleia de Deus Ministério de Santos, desde seu nascedouro, com o pastorado do pastor Daniel Berg, até seus dias atuais, sob o comando do pastor Paulo Alves Corrêa.

A chegada da mensagem pentecostal no Litoral do Estado de São Paulo

A história da Assembleia de Deus Ministério de Santos é fruto da evangelização pentecostal nos estados brasileiros no início do século XX. A mensagem pentecostal chegou em Pernambuco no ano de 1916, sendo este o sexto estado brasileiro a receber a chama do batismo no Espírito Santo.

Foi deste Estado que vieram alguns irmãos para o litoral paulista, buscando novas oportunidades de trabalho.

A cidade de Santos teve o privilégio de ser uma das primeiras do Estado de São Paulo a receber a mensagem pentecostal. Foi em Santos que se estabeleceu a primeira Assembleia de Deus no Estado de São Paulo.

05.05.1924 foi a data em que se iniciou a proclamação deste trabalho.

Os irmãos que vieram do Recife/PE, não eram nem missionários, nem pastores. Ao chegarem em Santos não encontraram uma igreja pentecostal para adorar ao Senhor. Todavia, vieram com a chama pentecostal acesa, de modo que não queriam deixar apagar.

Assim, reuniram-se como crentes cheios do Espírito Santo para dar início à primeira igreja pentecostal em Santos. Dando início à história da Assembleia de Deus Ministério de Santos, entre os primeiros irmãos pentecostais estavam Vicente Limeira, Hermínia Limeira, Francelino Corrêa e Otávio Corrêa.

Os primeiros cultos realizados foram realizados em um galpão na Avenida Rei Alberto (Ponta da Praia).

A primeira pessoa convertida pela mensagem do Evangelho foi Amélia Barreiros.

Os irmãos que abriram o trabalho não tinham pastor. Eles se reuniam, cantavam, testificavam das maravilhas do Senhor Jesus e pediam que Deus lhes enviasse um pastor.

Daniel Berg: primeiro pastor da AD Santos

Deus ouviu as orações dos irmãos e lhes enviou o missionário Daniel Berg, que durante algum tempo serviu ao Senhor como pastor da Assembleia de Deus em Santos, até 1925 quando chegou o missionário John Sorhein.

Em seguida a igreja recebeu como pastor outro grande homem de Deus, o missionário Simon Lundgren, que passou a ser pastor juntamente com o missionário Anders Johnson.

Daniel Berg e Sra Berg, primeiros pastores da Assembleia de Deus Ministério de Santos

Em seu livro, transcrito pelo filho do missionário Daniel Berg, nos conta que ao chegar em Santos em maio de 1924:

“A primeira pessoa que Daniel encontrou em Santos, depois de ter desembarcado do trem era batista. Ele tinha lido um panfleto, escrito pelo pastor da Igreja Batista do Pará, que contestava a mensagem de Daniel e do irmão Vingren, isto é, a sua pregação sobre o batismo no Espírito Santo. Vinte mil exemplares do panfleto foram distribuídos às igrejas batistas no Brasil inteiro. O homem perguntou a Daniel: “O senhor se chama Daniel Berg?”, “Sim, senhor”, “Então devo lhe avisar que, aqui em Santos, ninguém vai aceitar a sua doutrina de batismo no Espírito Santo”. “Este é o seu pensamento” – respondeu Daniel.” (Enviado por Deus, CPAD, capítulo 35)

Simon Lundgren e família - História da Assembleia de Deus Ministério de Santos
Primeiro templo da Assembleia de Deus Ministério de Santos

O crescimento da Assembleia de Deus Ministério de Santos

Outros pastores que serviram e honraram a história da Assembleia de Deus ministério de Santos como seus pastores foram: Clímaco Bueno Aza, Francisco Gonzaga da Silva, Geraldo Machado e Bruno Skolimowski.

O pastor Clímaco Bueno Aza, como era um pastor com espírito evangelístico forte (foi fundador da AD em Minas Gerais), pastoreou o Ministério de Santos por 3 anos, de 1934 a 1937, indo pastorear duas outras Assembleias de Deus (1937/1939 – AD em Natal/RN e 1939 – AD Curitiba/PR).

Foi pastor fundador das ADs em Amapá, Maranhão e Minas Gerais.

Clímaco Bueno Aza e esposa Julia - História da Assembleia de Deus Ministério de Santos
Clímaco Bueno Aza e família - História da Assembleia de Deus Ministério de Santos

O segundo local onde a igreja teve sua sede foi na Rua João Guerra, 266, que rapidamente ficou pequena, pelo grupo de obreiros que evangelizavam em todos os bairros e proclamavam o evangelho, as pessoas se rendiam aos pés do Senhor.

Segundo templo - História da Assembleia de Deus Ministério de Santos

No dia 1º de maio de 1938 a Assembleia de Deus em Santos, sob o pastorado de Francisco Gonzaga da Silva, inaugurava o seu templo na Rua Dr. Manoel Tourinho, 351, Santos.

Francisco Gonzaga da Silva

Todavia, o templo da Rua Manoel Tourinho já havia sido adquirido durante o tempo de pastorado do Pr. Clímaco Bueno Aza, que desde então já previa o crescimento da obra em Santos.

Pr Francisco Gonzaga da Silva e Família
Primeiro Templo da Manoel Tourinho
Primeiro templo da Monoel Tourinho - História da Assembleia de Deus Ministério de Santos
Praça dos Andradas
Primeiro templo da Manoel Tourinho - História da Assembleia de Deus Ministério de Santos
Bruno Skolimowski e obreiros -

Após a passagem do Pr. Francisco Gonzaga da Silva, o Pr. Bruno Skolimowski, juntamente com sua família, assumiu a direção das Igrejas Evangélicas Assembleia de Deus Ministério de Santos.

Pr Bruno Skolimowski e familia

Tendo sido um homem fiel a Deus e à Igreja, com um grande grupo de obreiros e de irmãos continuou cuidando da Igreja até o último dia de sua vida.

A Assembleia de Deus em Santos toma dimensão nacional

João Alves Corrêa - História da Assembleia de Deus Ministério de Santos
Pr João Alves Corrêa em passeata em Santos

Em 11.02.1962 o Pr. João Alves Corrêa assumiu o pastorado da AD em Santos, após o falecimento do pastor Bruno Skolimowski. Encontrou em Santos somente 07 congregações e cerca de 20 por todo o campo, perfazendo um total de 27 congregações.

João Alves Corrêa - posse

O saudoso Pr. João fundou o Círculo de Oração, o Grupo de Mocidade, que foram crescendo durante a passagem dos anos.

O Pr João Corrêa foi eleito presidente da junta executiva das deliberações da CGADB por três gestões consecutivas (1966-1973).

Durante esta época, participou da 8ª Conferência Mundial Pentecostal, considerada a maior de toda História da Igreja em todo o mundo.

Assembleia de Deus Ministério de Santos
Assembleia de Deus Ministério de Santos
Nave do templo sede do Ministério de Santos, nos anos 1970
Pr João Alves Corrêa - Carmita Maciel Corrêa e obreiros
Almoço do Pr. João Corrêa com obreiros do campo do Ministério de Santos, nos anos 1970.
Mocidade - UMADCAMPS - Ministério de Santos
– UMADCAMPSConjunto de Mocidade da sede matriz do Ministério de Santos, nos anos 1970
João Alves Corrêa
João Alves Corrês

Inauguração de novos templos das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus Ministério de Santos nos anos 1980.

Assembleia de Deus Ministério de Santos
História da Assembleia de Deus Ministério de Santos
João Alves Corrêa

Tempo de expansão e transição para um grande companheiro

Paulo Alves Corrêa - João Alves Corrêa - José Wellington Bezerra da Costa

Formado em Direito (mesmo tendo tido primeiramente o sonho de ser piloto de Formula 1, o que não pôde em razão de sua altura acima da média), o Apóstolo Paulo Alves Corrêa exerceu a advocacia por vários anos, tendo sido próspero em tudo que colocava as mãos.

Porém, o chamado para a obra de Deus falou mais forte em seu coração. O Pr. Paulo Alves Corrêa, serviu como pastor local dirigindo congregações do campo do Ministério de Santos, com uma linda e vasta história de serviço na obra de Deus, foi convocado pelo Pr. João Alves Corrêa para trabalhar como Pr. Adjunto na diretoria da Igreja e do Ministério, até que foi galgando os degraus, pelo seu esforço, empenho e dedicação, tornando-se Vice-Presidente do Ministério de Santos.

A visão para a edificação de um novo templo, para um momento de vitória com glória no Ministério, foi apenas o arremate e a confirmação dos propósitos de Deus na liderança exercida pelo Apóstolo Paulo Alves Corrêa.

Primeiro projeto novo templo Sede - História da Assembleia de Deus Ministério de Santos
construção novo templo sede -
construção novo templo sede -
Paulo Alves Corrêa - Joao Alves
construção novo templo sede -
João Alves Corrêa - História da Assembleia de Deus Ministério de Santos
João Alves Corrêa - João Alves Corrêa Filho (Jango) - Paulo Alves Corrêa -Eliseu Alves Corrêa - Elias Alves Corrêa - História da Assembleia de Deus Ministério de Santos
João Alves Corrêa - Paulo Alves Corrêa - História da Assembleia de Deus Ministério de Santos
Paulo Alves Corrêa e família -

Diretor Geral da Polícia Federal não é cargo de confiança do Presidente da República

A natureza da direção da Polícia Federal não é de “cargo em comissão” nem de “função de confiança”, visto que a atividade fim da Polícia Judiciária não serve ao poder executivo, mas ao Estado brasileiro como um todo, em atuação isenta e necessária para Segurança Pública, para a elucidação de crimes.

É necessário termos em mente que a escolha pela constituição ou pela legislação do provimento de certos cargos pela indicação/nomeação do Presidente da República não os torna cargos ou funções de confiança.

O que diz a legislação?

A Constituição Federal ao tratar da Polícia Federal, a constitui no art. 144, § 1º, como: “órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em carreira”.

Em seus incisos, referido dispositivo constitucionaliza a destinação da atuação da Polícia Federal em quatro funções, a saber:

I – apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens, serviços e interesses da União ou de suas entidades autárquicas e empresas públicas, assim como outras infrações cuja prática tenha repercussão interestadual ou internacional e exija repressão uniforme, segundo se dispuser em lei;

II – prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o contrabando e o descaminho, sem prejuízo da ação fazendária e de outros órgãos públicos nas respectivas áreas de competência;

III – exercer as funções de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras;

IV – exercer, com exclusividade, as funções de polícia judiciária da União.

Nesse passo, não encontramos nenhum dispositivo constitucional que atribua as funções da Polícia Federal à subordinação técnica do Poder Executivo.

Todavia, a Lei nº 9.266/1996, – após a redação alterada pela Lei nº 13.047/2014, sancionada pela então presidente da República Dilma Rousseff, – assegurou que o Diretor-Geral é nomeado pelo Presidente da República, tratando-se de um cargo “privativo de delegado de Polícia Federal integrante da classe especial” (art. 2º-C).

Na mesma linha, o Decreto nº 73.332/1973, estabelece que o Diretor-Geral da Polícia Federal é “nomeado em comissão e da livre escolha do Presidente da República” (art. 1º, caput).

Cargo político ou de Estado?

Vimos, pela leitura da legislação aplicável, que a indicação e nomeação do Diretor Geral da Polícia Federal se faz pelo executivo por uma escolha legal, mas não há subordinação de suas funções ao Presidente da República, quanto à atuação técnica constitucional do órgão.

Sem dúvidas há o vínculo administrativo orçamentário, e quanto à administração de pessoal (vencimentos, gratificações, licenças, compensações, procedimentos disciplinares, etc.), mas na ATIVIDADE FIM (funções constitucionais de Polícia Judiciária) não há qualquer subordinação.

Trata-se, nesse sentido, de um cargo de atividade técnica e não política. Em semelhança com a indicação de Ministros dos Tribunais Superiores, do Defensor público-geral da União, do Procurador Geral da República, etc.

São órgãos de Estado e não subordinados em sua atividade fim ao Poder Executivo, vez que sua atuação servirá para instrução do Poder Judiciário, como órgãos essenciais à justiça e à Segurança Pública nacional (no caso da Polícia Federal).

Por que houve a decisão pelo constituinte de colocar tais indicações e nomeações sob escolha do Presidente da República? Não se sabe dizer. Mas foi a escolha constitucional, que não os torna de maneira alguma subordinados ao Palácio do Planalto.

Assim sendo, tais cargos não se tratam nem de “cargos em comissão” e nem “funções de confiança”, nem mesmo de “cargos políticos”, mas atividades de Estado. – Com exceção do entendimento do STF em relação à natureza dos cargos de ministros do próprio tribunal, que entendem ser “cargo de natureza política”, sendo que há bastante divergência doutrinária.

A Polícia Federal é um órgão de inteligência ligado ao Palácio do Planalto ou de Segurança Pública?

Conforme a análise que fizemos da Constituição Federal no primeiro tópico, a Carta Política incluiu a Polícia Federal dentre os órgão de Segurança Pública do Estado brasileiro, ainda que em sua atuação “administrativa”, atue em muitas diligências ligadas à competência da União (art. 21, da CF), como na “defesa das fronteiras” (art. 144, inc. III), em sua atividade fim de Polícia Judiciária, não está subordinada à Administração Pública Federal (Governo Federal – Planalto – Presidente da República), e nem a qualquer dos poderes.

A atuação técnica investigativa na seara dos esclarecimentos de casos criminais serve à instrução de Processos Criminais que tramitarão perante o Poder Judiciário. Daí a necessidade de uma atuação legal, impessoal e completamente isenta, não podendo ser admitida qualquer interferência política na atuação de Polícia Judiciária, sob pena de contaminação das provas colhidas na investigação, que certamente prejudicarão o esclarecimento da verdade e a condenação dos culpados, gerando inegável IMPUNIDADE.

Portanto, há duas atuações da Polícia Federal, conforme a Lei, a de Polícia Administrativa, nas competências administrativas da União, previstas no artigo 21 da Constituição Federal, no que for necessário para elucidar informações ao Poder Executivo, e a de Polícia Judiciária, atuando no exercício de órgão de Estado ligado à Segurança Pública, sendo atuação não subordinada aos poderes, mas à atividade essencial do Estado, que é o esclarecimento de ocorrências criminais.

Qual é a natureza jurídica do cargo de Diretor Geral da Polícia Federal?

Por uma razão de diferenciação da natureza jurídica dos cargos públicos, concluímos que a natureza da direção da Polícia Federal não é de “cargo em comissão” nem de “função de confiança”, visto que a atividade fim da Polícia Judiciária não serve ao poder executivo, mas ao Estado brasileiro como um todo, em atuação isenta e necessária para Segurança Pública, para a elucidação de crimes.

Nesse sentido, Diretor Geral da Polícia Federal também não é um cargo de natureza política, mas de natureza estritamente técnica, vez que exercido por Delegado de Polícia de carreira, que atua principalmente na coordenação dos interesses da atividade de polícia judiciária (atividade de Estado, como vimos acima).

Ser “nomeado em comissão”, teor previsto no art. 1º, “caput”, do Decreto nº 73.332/1973, não significa que seja um “cargo de confiança”, mas apenas que é um cargo de preenchimento precário, sem mandato fixo ou vitaliciedade. Ou seja, pode haver a mudança de diretor livremente. O que, por si só, não significa que a atividade fim (de polícia judiciária) é subordinada ao Presidente da República.

Portanto, a natureza jurídica do cargo de Diretor Geral da Polícia Federal não é de “cargo político”, não é de “cargo em comissão”, e nem de “função de confiança”, mas de função jurídica e policial, essencial e exclusiva de Estado ( art. 2º-A, parágrafo único da Lei 9.266/96).

Repito, embora nomeado na “forma de comissão”, entendo que a lei apenas quer dizer que o diretor da PF pode ser substituído a qualquer momento, sem motivo, e não que esteja subordinado em suas atividades de polícia judiciária ao Presidente da República, vez que DPF é cargo privativo de uma função técnica de Estado (polícia judiciária), atividade não destinada a servir ao Poder Executivo, mas a investigações que serão levadas à apreciação Judicial.

A dispensação da Lei – parte 2: Juízes e Reis de Israel

Após a conquista da terra prometida sob o comando de Josué, o povo de Israel é provado no cumprimento voluntário da Lei, mas falha e é julgado por homens levantados por Deus para livrar o povo. Em seguida Israel pede um Rei para seguir, dando início ao tempo dos reis de israel, muitos maus e poucos bons, o que distanciou o povo do cumprimento das Leis de Deus, que levou o povo a sofrer o juízo do cativeiro.

Leia também: dispensacionalismo – as sete dispensações

Início, duração e término da dispensação

A dispensação da lei durou 1.430 anos: da saída do Egito, com a chegada ao monte Sinai, até a crucificação de Jesus. (Ex. 19.8). 

O Juízo desta dispensação foi o cativeiro de Israel (assírio, babilônico e persa), assim como a colonização de Israel por outras potências mundiais, como a Grécia e Roma. 

O término da dispensação se deu com a ineficácia da Lei para o plano da salvação, e com o sacrifício de Cristo na cruz do calvário (Gl. 3.24,25). 

Ponto de partida – a divisão da terra de Canaã na conquista de Josué

Após a conquista de Canaã, o povo de Israel sob a liderança de Josué recebeu a divisão da terra conforme as tribos dos filhos de Jacó.

Quando o Senhor entregou os amorreus nas mãos de Israel, o sol parou em Gibeão e, a lua, no vale de Aijalom. Segundo especialistas, essa manifestação poderosa na natureza pode ter durado entre doze e vinte horas (Js 10.12-15).

Dos capítulos dez ao doze do livro de Josué, uma sucessão de vitórias sobre diversos reis cananeus é narrada. À medida que os israelitas avançavam, a terra era conquistada e a distribuição dela aconteceu através de sorteiro, supervisionado por Josué, Eleazar e líderes das tribos (Js. 14.1-5).

Assim, a tribu de Rúbem, Gade e meia tribo de Manassés ocuparam a terra situada a leste do rio Jordão. Judá, Efraim, a outra parte de Manassés, Benjamim, Simeão, Issacar, Aser, Naftali e Dã, instalaram-se a oeste do mesmo rio. Posterior à divisão da terra, o tabernáculo foi edificado em Siló (Js 18) – que foi, por assim dizer, o primeiro Distrito Federal (sede da nação), local de adoração e centro de realização das festas e cultos de Israel.

Mapa da divisão da terra:

Vale ressaltar que os levitas não herdaram terra, pois o Senhor Deus lhes disse que Ele mesmo (o próprio Deus) seria a sua herança, visto que a eles foi concedido os direitos sacerdotais do Templo/Tabernáculo (Js 13.33).

Em todo o território, dividiram-se entre quarenta e oito cidades (Js 21.41).

Josué, em seus últimos dias antes de falecer, conclamou o povo a obedecer aos mandamentos do Senhor e os alertou acerca dos perigos da desobediência. Advertiu que o povo lembrasse que todas as conquistas feitas foram possível pelo braço forte do Senhor Deus Jeová, pois foi o Todo Poderoso quem pelejou por Israel (Js. 23.6-9).

Josué, por fim, reuniu todas as tribos, e advertiu que o povo que naquele ato fizesse a escolha entre servir a Deus ou aos outros deuses cananeus, e o povo escolheu servir ao Senhor (Js. 24:14-18), tendo Josué advertido que Deus é Deus zeloso que não abrandaria suas mãos sobre os desobedientes (Js 24.19-27).

Leia também: A dispensação da Lei – parte 1

O tempo dos Juízes de Israel – ciclo vicioso entre infidelidade, domínio e livramento

Após o compromisso feito perante o Deus de Josué, o povo não foi fiel às suas próprias palavras e cada um começou a fazer “o que bem parecia aos seus olhos” (Jz 17.6).

Isso porque a Lei não foi respeitada voluntariamente pelo povo. Não havia ninguém para impor a Lei, fazendo-os cumprir sob coação o que Deus ordenou.

Assim, sem uma liderança forte, a rebelião, a corrupção a apostasia dominaram todo o povo, o que trouxe grandes sofrimento e opressão por parte dos inimigos, sob permissão de Deus. Quando o povo se arrependia, e voltava a buscar ao Senhor, ele levantava um Juiz (seja homem ou mulher) para livrar o povo das mãos dos opressores.

Bastou que morresse Josué, simplesmente a ausência de um liderança, para que o pecado, a idolatria e as alianças com outros povos (o que era abominado por Deus), corrompesse a nação. O Senhor, então, por seu Anjo, repreende duramente ao povo de Israel dizendo que “os deuses dos povos vizinhos (isto é, a idolatria) lhes seriam por laço” (Jz 2.1-3).

O que vem em seguida é um tempo de sofrimento, de distanciamento de Deus, de arrependimento e de livramento por intermédio de um homem ou uma mulher cheia do Espírito de Deus para livrar o povo das mãos dos povos vizinhos.

Tabela dos Juízes de Israel

JUIZPOVOS OPRESSORESTEMPO DE OPRESSÃOTEMPO DE PAZ
OtnielMesopotâmia08 anos40 anos
EúdeMoabitas18 anos80 anos
SangarFilisteusNão informadoNão informado
DéboraCananeus20 anos40 anos
GideãoMidinitas07 anos40 anos
TolaNão InformadoNão Informado23 anos
JairNão InformadoNão InformadoNão Informado
JeftéAmonitas18 anos06 anos
IbsãNão InformadoNão Informado07 anos
ElomNão InformadoNão Informado10 anos
AbdomNão InformadoNão Informado08 anos
SansãoFilisteus40 anos20 anos

Ao fim do livro de Juízes vemos um cenário triste em que o povo, sem uma liderança, relutava em cumprir as Leis de Deus voluntariamente, a idolatria, a degradação moral e espiritual são evidenciadas.

O tempo dos Juízes termina de maneira triste, em que o povo, em razão do triste episódio de feminicídio (Jz 20-21), entra em guerra civil, todas as tribos de Israel contra homens degradados moralmente da pequena tribo de benjamim. Ao vencer a tribo de benjamim após muitas perdas de vidas, a fim de que a pequena tribo não deixasse de existir, mulheres foram trazidas de outras tribos para que suscitassem descendência a benjamim e assim mantivesse viva a tribo, da qual viria o Apóstolo Paulo.

O povo pede um Rei ao Senhor

Samuel, o sacerdote, juiz e profeta avisa o povo dos perigos desta escolha

Todos conhecemos a história de Ana, Elcana e Penina, acerca do nascimento de Samuel, uma criança fruto de um milagre (visto que Deus abru o ventre de Ana que era estéril) e foi entregue para servir ao sumo sacerdote Eli no templo em Siló, que julgou Israel por quarenta anos, mas era fraco em caráter e permissivo, instruiu mal os seus filhos Hofni e Fineias que eram corruptos, roubavam ofertas do templo, eram adúlteros, promoviam o pecado e Eli, seu pai, os acobertava (I Sm. 2.22-25).

O Senhor Deus, então, usa Samuel ainda criança, para profetizar para Eli que seu sacerdócio fora rejeitado, comprovação disso os dois filhos de Eli foram mortos e a arca da aliança foi roubada pelos filisteus e ao receber a notícia Eli caiu da cadeira e quebrou o pescoço (I Sm 4.17,18), assim foi a demonstração a todo o povo que Deus era com Samuel (I Sm. 3.19-21).

O povo, então, depois de anos sendo julgado e cultuado perante Samuel em Siló, pede um rei, a exemplo das demais nações que tinham um rei para saírem para guerras. Cedo ou tarde isso aconteceria, visto que Deus, em sua onisciência, já havia dado um estatuto para quando isto acontecesse, mesmo que não fosse de sua plena vontade, mas permitiu que ocorresse (Dt 17.14-20).

Samuel se sentiu mal com o pedido do povo, mas Deus disse que Samuel não se sentisse assim, pois quem estava na verdade sendo rejeitado era o próprio Deus (I Sm 8.6,7). Os israelitas, em vez de colocar a culpa em seus próprios desvios, erros e pecados, colocou a culpa no sistema (teocrático) e achavam que com um rei no comando (monarquia), os erros não mais aconteceriam.

Queriam um líder humano para representá-los, como tinhas as demais nações (I Sm 8.20), deixando, assim, de reconhecer o governo de Deus sobre eles (teocracia), (I Sm 8.7).

Samuel, tomado por Deus, então, alerta o povo de que quando chegasse o momento da opressão dos povos, pela desobediência, pela rebeldia, quando clamassem por ajuda não os atenderia (I Sm 8.10), visto que escolheu ser governado pelos homens. Mas, ainda assim, permaneceram na vontade de ter um rei, para imitar as demais nações (I Sm 8.19,20).

Os Reis de Israel – a divisão do reino e o cativeiro anunciado

A Soberba de Saul

Saul foi o primeiro rei de Israel, ovacionado pelo povo e permitido por Deus. Deveria iniciar seu reinado com humildade, visto que vinha da menor das tribos, a tribo de Benjamim. Todavia, a sede pelo poder tomou conta do seu coração ao ponto de nem mesmo respeitar o sacerdócio de Samuel.

Saul passou a pensar que era o sacerdote, representante do próprio Deus que lhe devia obediência, e usurpou o seu lugar sacrificando, o que não era da sua alçada. A obediência à Lei de Deus era melhor do que os procedimentos, os sacrifícios. E isso ele aprendeu da pior maneira, sendo rejeitado pelo Senhor.

A humildade de Davi

Em alguns momentos o poder também tomou conta de Davi, visto que seu pior erro foi o adultério, pois achava que estava acima da Lei e poderia ter o que queria, matando Urias e casando-se com Bate-Seba. Aprendeu que não lhe era permitido oprimir a vida de ninguém, e o aprendizado foi da pior maneira. Foi julgado por Deus em sua própria casa, seus filhos se voltaram contra ele, se tornou um fugitivo no prórpio reino.

O diferencial de Davi para Saul, é que Davi, independente de quem estava no trono, teve por vezes a humildade e plena convicção de reconhecer que quem governa os tempos e as épocas é o Senhor, que está acima de todas as coisas. Ao quebrantar o seu coração, Davi era chamado de “homem segundo o coração de Deus” e recebia as misericórdias do Senhor.

A vaidade de Salomão

Salomão não foi um Rei ruim, porém seu problema foi ter colocado o glamour da posição do reinado, na frente de desfrutar sua vida com Deus. A materialidade tomou conta do seu coração, e ao fim da vida percebeu que tudo era passageiro e mais valia ao jovem lembrar do Senhor.

Por isso Jesus nos alerta para ajuntar tesouros nos céus em primeiro lugar, para que não vivamos uma vida servindo às vaidades da vida, no lugar de enriquecer os céus, que é a única esperança que temos quando chega a idade e os dias em que não podemos mais fazer muitas coisas sozinhos.

Os demais reis de Israel:

Após a morte do Rei Salomão, subiu o trono seu filho Roboão, que fez um discurso duro perante o povo, de que seriam mais pesado (em impostos) de que o seu pai, e nisso foi rejeitado por parte do povo que seguiu Jeroboão, e o reino foi dividido em Reino do Sul (Judá) e Reino do Norte (Israel).

Todavia, Reino divido não subsiste e os reinos não duraram muito tempo sem ameaças de nações inimigas.

REIS DO NORTE

REISDATASTEMPO DE REINADO
Jeroboão931 – 910 a.C22 anos
Nadabe910 – 909 a.C.02 anos
Baasa909 – 886 a.C.24 anos
Elá886 – 885 a.C.02 anos
Zinri885 a.C.7 dias
Onri885 a.C.12 anos
Acabe874-85322 anos
Acazias853-8522 anos
Jorão852 – 84112 anos
Jeú841-81428 anos
Jeoacaz814-79817 anos
Jeoás798-78216 anos
Jeroboão II793-75341 anos
Zacarias753 a.C.06 meses
Salum752 a.C.01 mês
Menaém752-74210 anos
Pecaías741-740 a.C.02 anos
Peca752-732 a.C.20 anos
Oseias731-72209 anos

Ao todo 19 (dezenove) reis reinaram no norte, todos os reis do norte foram ímpios e desagradaram ao Senhor.

REIS DO SUL

REIS DE JUDÁDATATEMPO DE REINADO
Roboão931-91317 anos
Abias913-91003 anos
Asa910-86941 anos
Josafá872-84825 anos
Jeorão853-84108 anos
Acazias84101 ano
Atalia841-83506 anos
Joás835-79640 anos
Amazias796-76729 anos
Uzias792-74052 anos
Jotão750-73218 anos
Acaz732-71516 anos
Ezequias715-68629 anos
Manassés697-64255 anos
Amom642-64002 anos
Josias640-60931 anos
Joacaz60903 meses
Jeoaquim609-59811 meses
Joaquim59703 meses
Zedequias597-58611 anos

Ao todo 20 (vinte) reis reinaram no sul, alguns reis do sul foram aprovados por Deus.

O Juízo do cativeiro

Em virtude da conduta dos reis e da rebeldia do povo, em reiteradamente descumprir as Leis de Deus, o Senhor os entrega nas mãos das nações estranhas, para sofrer 70 (setenta) anos de cativeiro, pelos 70 anos em que descumpriu os anos sabáticos, em que a terra deveria descansar.

“Para que se cumprisse a palavra do Senhor, pela boca de Jeremias, até que a terra se agradasse dos seus sábados; todos os dias da assolação repousou, até que os setenta anos se cumpriram. Porém, no primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia (para que se cumprisse a palavra do Senhor pela boca de Jeremias), despertou o Senhor o espírito de Ciro, rei da Pérsia, o qual fez passar pregão por todo o seu reino, como também por escrito, dizendo: Assim diz Ciro, rei da Pérsia: O Senhor Deus dos céus me deu todos os reinos da terra, e me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém, que está em Judá. Quem há entre vós, de todo o seu povo, o Senhor seu Deus seja com ele, e suba.” 2 Crônicas 36:21-23

Próxima aula: A dispensação da Lei – Parte 3

Dia do Trabalho – temos razões para comemorar em 2020?

O que aconteceu com os trabalhadores? Teriam eles afrouxado? Acham que estão sujeitos aos desmandos do “mercado”?

A grande discussão econômica histórica entre a esquerda (trabalhadores) e a direita (empresários) separou e enfraqueceu a noção de todo cidadão de se entender como TRABALHADOR digno de uma boa condição de vida.

Atualmente a discussão está rasa, supérflua, e compromete nossos direitos.

Se é promulgada uma Lei que beneficia os trabalhadores chamam de “comunismo” (sem nem saber a cultura Londrina do Século XVIII que emanou na Revolução Industrial, o que não tem qualquer semelhança e nem se coaduna com nossa cultura atual).

Se é promulgada uma Lei que beneficia o empresariado/mercado, parte dos trabalhadores hoje são seduzidos a ficar na passividade, a pensar que é necessário sacrificar seu pão de cada dia para a “economia” não quebrar.

Assim, o trabalhador brasileiro atual permite que seu salário seja achatado, suas condições sejam exploradas e sua economia familiar seja colocada em segundo plano.

Esquecemos, pois, que a primeira economia é a FAMÍLIA, é o consumo das famílias que faz o mercado funcionar, as fábricas produzirem, e a população consumir.

Neste dia 01 de Maio de 2020, devemos refletir nossa postura como trabalhadores, valorizando nossas horas de trabalho vendidas, colocando nossa família e nosso orçamento doméstico em primeiro lugar.

Por isso todo tipo de ideal político que retira direito dos trabalhadores, durante toda a história DESTRUIU A ECONOMIA.

A verdade é que O MERCADO PRECISA DOS TRABALHADORES para funcionar, nós comemos o que nós mesmo produzimos. Construímos carros e compramos os mesmos carros, construímos casas e compramos casas, trabalhamos em fábricas e alimentos, transportamos alimentos, e consumimos os mesmos alimentos.

Não é sobre o mercado, primeiramente é sobre NÓS TRABALHADORES! Sempre foi.

Com a revolução industrial, com a industrialização nacional, o avanço da tecnologia, com a livre iniciativa e livre concorrência trazida pela Constituição Federal de 1988, vivemos um novo momento que não podemos deixar ser desmantelado: O NEOLIBERALISMO SOCIAL.

Nisso não existe esquerda e nem direita, existe os interesses dos cidadãos e os interesses do mercado entrando em direção conjunta aos fins sociais, que voltam-se a permitir uma VIDA DIGNA a todas as pessoas.

O vídeo abaixo é uma produção da TV Justiça com o Tribunal Superior do Trabalho, nele em apenas três minutos se conta a nossa história de conquistas de direitos trabalhistas, que nos últimos 3 anos estão sendo destruídos.

O que nos mostra que vivemos um momento de reflexão, para que não retornemos à estaca zero, onde ausência de direitos nos transformará novamente em ESCRAVOS DOS SENHORES DO MERCADO, para o enriquecimento de poucos às custas do suor de muitos.

RESUMO HISTÓRICO DO DIREITO DOS TRABALHADORES NO BRASIL:

(TV Justiça – Disponível em https://youtu.be/x3a2PKNAYWM)

1- 1901 – Início do século XX, recém abolida a escravidão (1988).

2- A revolução industrial traz indústrias para os centros urbanos, jornadas de trabalho de até 16 horas diárias e exploração de força de trabalho de MULHERES e CRIANÇAS.

3- 1914-1930 Primeira Guerra Mundial – desemprego, baixos salários e manifestações, sem policiamento as cidades eram tomadas pelas greves dos trabalhadores.

4- 1943 – populista e dependende da aclamação do povo, Getúlio Vargas elabora o conjunto de leis trabalhistas, foi organizada comissão formada por técnicos e juristas do Ministério do Trabalho. Foram instituídos direitos trabalhistas como Carteira de Trabalho com Registro Profissional, jornada semanal de 48 horas (8 horas diárias) e férias remuneradas.

5- 1955 a 1960 – com o governo de Juscelino Kubitscheck a construção de Brasília e oportunidades de emprego, construção de estradas e início dos anos de ouro da economia brasileira.

6- anos 1960 – Proteção ao trabalhador rural, 1962 governo Jânio Quadros – 13° salário; 1963 governo Jango – Salário Família; 1966 – Fundo de Garantia do Tempo de Serviço -FGTS.

7- 1964-1985 Anos de Chumbo – em razão das ações políticas do regime militar o Estado tornou-se legislador do Trabalho e suas medidas de política salarial visavam compensar a inflação, sobrevindo direitos como: acréscimo de 1/3 (um terço) do salário nas férias; participação nos lucros e resultados; licença maternidade.

8- Durante o regime militar as greves foram oprimidas, mas isso não intimidou os sindicalistas e os trabalhadores que ousaram enfrentar os militares.

9- A Constituição Federal de 1988 – chamada “Constituição Cidadã”, em seu artigo 7º, pela primeira vez, constitucionalizou os direitos fundamentais dos trabalhadores.

10- 1990-2018 – crescimento e expansão da Justiça do Trabalho e mudanças sociais, houve inclusão e alterações de súmulas na CLT, QUE ESTABELECERAM NOVAS REGRAS E DIREITOS.

11- 2019 governo Bolsonaro – primeira atitude extinguiu o Ministério do Trabalho e colocou como assunto subordinado ao Ministério da Economia.

12- 2020 ??? – ficaremos assistindo ou tomaremos uma posição em prol dos nossos direitos?