Dispensação da Graça – A Grande Tribulação

O juízo que encerra a presente dispensação será composto de um período de sete anos de dor e aflição para o mundo que rejeitou a graça da salvação no Filho de Deus. A Igreja não sofrerá as dores da Grande Tribulação, pois será arrebatada. E para os que ficarem terá salvação?

Início, duração e término da dispensação

Iniciou-se com a morte e ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo, e terminará com o arrebatamento da Igreja.

Estamos nesta dispensação, da nova aliança no sangue de Cristo. (Romanos 10.4).

O juízo que findará esta dispensação será a grande tribulação (Ap. 3.10).

Continuação:

Um período de dor

É o título atribuído a este período pelo saudoso Pr. Severino Pedro da Silva em seu livro “Escatologia – Doutrina das Últimas Coisas” lançado pela CPAD (Casa Publicadora das Assembleias de Deus) há mais de trinta anos (em 1988).

Realmente a Palavra de Deus nos ensina que este período será um período de aflições que o mundo nunca viu. Antes deste período, conforme vimos na segunda parte sobre a dispensação da graça, a própria dispensação é envolta em ocorrências dramáticas, chamada de “princípio das dores”, que indica um aumento na angústia do mundo até a chegada deste período de grande aflição.

Jesus disse:

“Porque naqueles dias haverá uma aflição tal, qual nunca houve desde o princípio da criação, que Deus criou, até agora, nem jamais haverá”

Marcos 13.19

Porém, antes de falarmos sobre a Grande Tribulação, devemos entender um ponto importante: a Igreja não estará aqui, a Igreja será arrebatada pelo Senhor, pois o Espírito Santo será tirado deste mundo para que se manifeste o homem do pecado (o Anticristo).

O Arrebatamento da Igreja – o anúncio ao mundo do juízo da dispensação da graça

É viva esperança de que Cristo Jesus voltará para buscar a sua Igreja. Os sinais prometidos por Jesus que se agravariam enquanto fosse chegando o tempo do fim, conforme já vimos, o chamado “princípio das dores” (Mateus 24), estão se cumprindo dia após dia no mundo.

Por isso nós aguardamos o arrebatamento da Igreja, o maior acontecimento em toda a história das profecias bíblicas e da humanidade.

Arrebatamento, do grego “harpazo” e do latim “rapto”, significa retirada brusca, sobrenatural e inesperada da Igreja deste mundo, para se encontrar com Jesus nos ares.

O vocábulo “rapto” mostra claramente a rapidez e a precisão com que Cristo arrebatará a Igreja ao toque da última trombeta (1 Ts. 4:17).

O Espírito Santo entregará a Igreja a Cristo Jesus. Temos que entender que o Espírito Santo é o agente da salvação (Jo 16:8). Portanto, quando o Espírito desceu em Atos 2, veio consolidar a obra do Senhor pela sua morada e habitação com aqueles que aceitaram ao Senhor Jesus como Rei e Senhor (1 Co 3.16).

O Espírito Santo é que ressuscitará os mortos em Cristo Jesus e elevará a Igreja no arrebatamento (Romanos 8:11).

 Iremos falar mais sobre o arrebatamento quando trabalharmos a escatologia, o que nos interessa aqui no momento é sabermos que o Senhor não deixará seu povo passar pela Grande Tribulação, pois é um tempo de maldição, de ira de Deus e a Igreja estará guardada em amor (Ap 3.10).

Devemos saber que será arrebatado aquele que vencer os males da presente dispensação em Jesus Cristo: os santos (I Ts. 3:12-13, Tt. 2:12-13); os fiéis (Hb. 10:25; I Co. 11:23; I Jo. 2:28); os salvos vivos (Hb. 9:28; I Ts. 1:10); os pacientes (Tg. 5:8); os vigilantes (Lc. 21:26); os mortos em Cristo (I Co. 15:22-23 e 52).

Após este anúncio ao mundo de que os santos e fiéis do Senhor foram retirados do mundo, será manifestado o homem do pecado, não mais detido pelo Espírito, pois terá subido com a Igreja (I Ts 2:6,7).

O que acontecerá depois do arrebatamento

Logo após o arrebatamento da Igreja se desencadeará um período sombrio de sofrimento sobre a humanidade que os escritores tanto do Antigo Testamento como do Novo Testamento, denominam de “Grande Tribulação” (não confundir com Juízo Final).

A palavra “tribulação” ocorre por dezenas de vezes, em ambos os Testamentos, porém é no Novo Testamento que encontra-se maior luz projetada sobre o problema do sofrimento e da tristeza do homem.

O termo grego para esta palavra é “thilipsis”, que em outras partes do texto bíblico é traduzido como “aflição”, “angústia”, etc. No Antigo testamento este período final da dispensação foi chamado por profecia de “Angústia de Jacó” (Jr 30:7).

Os acontecimentos que se sucederão durante este período de angústia sem precedentes na história da humanidade foram revelados ao apóstolo João na Ilha de Patmos, e estão descritos nos capítulos 6 a 19 do livro do Apocalipse.

Duração

A duração deste período de dor extrema ao mundo será de “sete anos”, e é calculado pelo estudo da passagem de Daniel 9.24-27 e de outras passagens similares.

As principais circunstâncias da Grande Tribulação são:

  • O reinado cruel do Anticristo – “a Besta que subiu do mar” (Ap 13.1 e seguintes).
  • A atividade de Satanás, tendo grande ira, e agindo numa escala se extrema destruição (Ap 12.12 e seguintes).
  • A grande atividade dos demônios emergidos do “poço do abismo” (Ap 9.1 e seguintes).

Tudo isso ocorrerá de forma abrupta, quando houver um falso sentimento de estabilidade e paz, de segurança financeira e comercial no mundo, quando disserem:

“Há paz e segurança; então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida; e de modo nenhum escaparão”

1 Ts 5.3b

Este tempo virá como um fogo abrasador. Será um dia (entenda-se: tempo) de angústia e de aflição sem igual, será o dia da “… vingança do nosso Deus” ao mundo que rejeitou e desprezou a salvação em seu Filho Amado (Lucas 21:22).

Será um juízo de ira

“E os reis da terra, e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos, e todo servo, e todo livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas. E diziam aos montes e aos rochedos: Cai sobre nós, e escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro. Porque é vindo o grande dia da sua ira…

Ap 6:15-17b

Esses termos se repetem em muitos pontos da Palavra de Deus e por isso é chamada a atenção de João Batista para que não esqueçamos que este dia é certo e os ímpios não poderão fugir dele (Mt 3.7).

A ira divida foi retratada em outros pontos da Bíblia como “ira natural”. Como uma raiva descarregada em casa, na intimidade como repreensão entre pai e filho (Ex. 4.14).

Contudo, a ira da Grande Tribulação é (e vai) muito além de uma simples repreensão e desgosto, como é exercida no momento da graça antes do arrebatamento, e o Pr. Severino Pedro da Silva destacou três motivos para isso:

  • Primeiro: a ira antes do arrebatamento, chamada ira natural, vista no contexto paterno, Deus se ira, castiga, mas não destrói, pois o objetivo é a conversão a mudança de comportamento.
  • Segundo: a ira manifesta visando estritamente uma punição é direcionada contra as nações (Is 10:25; 13.3; Jr 50:13; Ez 30:15; Mq 5.14). Visto que abandonaram as verdades de Deus e se tornaram ímpios (homens sem Deus). Esta ira não cai sem advertência prévia, há sempre um aviso (Jr 7.20). Esta ira vem em forma de julgamento sobre nações, enviando guerras, fome, pestilência (Ez. 6.11 e seguintes). Porém esta ira dura só “um momento” (cf. Sl 30.6; Is 26:20; 54:7).
  • Terceiro: o verdadeiro estado de ira, como o mundo nunca viu, é a declarada no Novo Testamento como “Ira Futura” (1 Ts 1.10), esta somente o ímpio a sofrerá. É chamada de “cólera de Deus” (Ap 14.19) e “taças da ira de Deus” (Ap 15.7; 16.1).

Desta última, o Apóstolo Paulo tranquiliza a Igreja: “Jesus… nos livra da ira futura” (1 Ts 1.1.).

Se não houver preparação em Jesus, real, para a eternidade, ninguém poderá escapar desta profecia “… indignação e ira aos que são contenciosos, e desobedientes à verdade…” (Rm 2.8).

A Igreja não passará pela grande tribulação

Esta verdade está estabelecida em Apocalipse 3.10 como vimos acima. Porém é necessário destacarmos que neste versículo, se Deus quisesse dizer o contrário, estaria escrito “…eu te guardarei na hora da tentação” e não como está escrito “… eu te guardarei da hora da tentação”, portanto não estaremos aqui.

Como houve livramento para aqueles que andavam com Deus nas demais dispensações, aqui neste juízo da dispensação da graça também haverá livramento como foi dado a Noé na Arca do dilúvio, a Ló quando foi-lhe permitido sair de Sodoma, e ainda ao livramento do povo de Israel no Êxodo das aflições do Egito.

Um último ponto a ser abordado que deixa muitos com dúvida: mas já será o fim da graça? Ou a Grande Tribulação será no tempo da graça?

Como fora dito desde o início desse grande estudo sobre as dispensações, o juízo termina uma dispensação, portanto, ele ocorre no período de transição de uma dispensação para outra, não sendo a graça a última dispensação.

Portanto:

Haverá salvação durante a Grande Tribulação

Nas palavras do Pr. Severino Pedro da Silva, a resposta é:

“… Claro, portanto, que haverá santos de Deus durante o período crítico desse sofrimento, porém, não serão “membros do Corpo de Cristo” (a Igreja da Graça), pois este é constituído por aquele grupo que pertenceu [à Igreja durante] a Dispensação da Graça. Serão crentes individuais [convertidos na tribulação], como nos tempos do Antigo Testamento e, mediante dois dispositivos (o sangue e a fé), serão capazes de testemunhar acerca de Cristo e de sua Redenção. Participarão do reino e gozarão das bênçãos do Senhor, de maneira maravilhosa, mas não serão incluídos no Corpo de Cristo, o qual ocupa um lugar bem distinto através de toda a eternidade”

(pp. 71)

Essa conclusão tão assertiva é feita a partir da análise do texto de Apocalipse capítulo 7 versículo 9 e seguintes que demonstra uma vasta multidão que diz ter “vindo da Grande Tribulação”, de todas as nações e tribos e povos e línguas.

Não sendo nem Israel e nem a Igreja, que tem seu papel bem distinto biblicamente nestes períodos finais.

Se trata de uma população que sofreu a tirania do Anticristo na Grande Tribulação e que agora no céu clama por “salvação a Deus e ao Cordeiro” (Ap 6.9-11).

Ao abordar este fato continua ensinando o Pr. Severino:

“[…] durante o tempo da Dispensação da Graça (antes do arrebatamento da Igreja), a salvação era analisada a posteriori [para o futuro]…. o pecador arrependido partia de uma premissa menor (o arrependimento) para uma premissa maior (o aperfeiçoamento) chegado até sua glorificação. Porém, segundo se depreende, com o arrebatamento da Igreja, essa fórmula inverte seu padrão”

(pp. 72)

Assim, segundo Scofield: “[…] mesmo fora da Dispensação da Graça, pode haver salvação, mas sempre baseada na morte expiatória de Cristo. A Justiça de Deus se exerceu sobre o Cordeiro, e só através da cruz pode o homem, em qualquer circunstâncias alcançar o perdão”.

Porém como diz a Palavra, aqueles que forem salvos no período da Grande Tribulação serão excluídos da próxima dispensação: O Reinado Glorioso com Cristo no Milênio:

“Bem-aventurados e santos os que tomam parte da primeira ressurreição! A segunda morte não tem poder algum sobre eles; serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com Ele pelo período de mil anos. A destruição total de Satanás”

Apocalipse 20.6

Por que Deus coopera em nossas angústias e aflições?

Principalmente neste tempo em que estamos vivendo, de isolamento social, pandemia de coronavírus, observamos muitas pessoas vivendo angústias e aflições, com o espírito abatido e perdendo a esperança; mas será que Deus não está presente cooperando conosco?

A Bíblia afirma que sim!

Hoje vamos meditar no texto do profeta Isaías no capítulo 57 e versículo 15, que diz assim:

“Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita a eternidade e cujo nome é Santo: Em um alto e santo lugar habito e também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e para vivificar o coração dos contritos.

Isaías 57:15

A primeira verdade que podemos perceber diante de um estado de desânimo é…

O Senhor está cooperando conosco nas angústias e aflições

A profecia de Isaías nos dá absoluta certeza de que o Senhor não nos deixa. A posição elevada de Deus como diz o texto: “o Alto e o Sublime”, aquele que não faz morada no tempo e no espaço, portanto, não possui limitações humanas, mas habita na “eternidade” e cujo nome é “Santo”, faz questão de estar do nosso lado, mesmo sendo tao pequenos e frágeis.

Se você estava achando que em suas angústias e aflições você estava sozinho. Agora é o momento de perceber a grandeza de Deus. A verdadeira grandeza é encontrar valor naquilo que o mundo despreza.

Você pode estar vivendo os piores momentos da sua vida, um momento de contratos perdidos, de insegurança financeira, desemprego, falta de estabilidade na família, a perda de amigos. Todas essas situações só podem te causar uma coisa: mágoas e feridas na alma que é a contrição que diz o texto, e abatimento de espírito.

As feridas da alma

A contrição é o ato de alguém se lamentar e realmente entristecer-se pelos próprios erros ou pelas circunstâncias que não pode controlar, no original hebraico tem o significado mais específico de estar sendo “esmagado”, “ferido” em seu íntimo, conhecemos estes termos mais apropriadamente como “aflições” que são machucados na alma.

O abatimento do espírito

O homem consegue suportar as aflições por um grande período, porém chegará um momento em que ele não conseguirá mais esconder, pois já terá entrado no mais profundo de seu espírito alterando seu estado de ânimo, gerando a “angústia da alma”, conhecida também popularmente como a depressão, seja em seu estado mais leve ou mais profundo.

O que os psiquiatras dizem sobre estes estados

No dia de hoje assistindo a um programa de notícias logo pela manhã, deparei-me com uma reportagem com um psiquiatra que informava sobre um “consenso entre os conselhos de psiquatria no mundo” de que a atual pandemia de coronavírus trouxe um fenômeno incomum e generalizado, dia ele: “quem não nunca teve qualquer sintoma de angústia, ansiedade ou depressão, passou a ter em determinado grau, e quem já tinha teve um agravamento“.

A profecia nos dá outro ponto de vista de esperança

O Senhor nosso Deus por sua palavra nunca nos deixou confundidos pelo mundo. Querido irmão e irmão que estão me ouvindo neste momento, nada disso é novidade para quem está em Deus e confia na Palavra como única regra de fé e prática da sua vida.

A profecia de Isaías diz que diante das aflições e das angústias de espírito (cotritosos e abatidos), Deus faz questão de estar presente fazendo morada, habitando e cooperando conosco em meio às dores.

Deus habita com os aflitos e os angustiados

Sim!! Você não está sozinho, esses momentos são oportunidades dadas por Deus para sermos aperfeiçoados na fé, diante das misericórdias do nosso Deus. O Senhor faz questão de estar ao seu lado neste momento, te consolando te fortalecendo e mudando o seu ponto de vista sobre as circunstâncias da vida.

Vamos ler novamente o que diz o versículo:

Em um alto e santo lugar habito e também com o contrito e abatido de espírito

Você previsa entender de uma vez por todas que Deus é um Deus de relacionamentos com o homem e a mulher, a vontade dEle é fazer parte da sua vida, relacionar-se com você. Deixe ele entrar na sua casa, na sua família, fazer morada na sua vida hoje.

Mas o Senhor Deus não quer habitar com você por acaso, Ele não quer que você seja mantido neste estado de angústias e aflições para sempre, o objetivo é outro, vamos continuar lendo, o Senor diz que o objetivo de sua habitação com o abatido e do contrito é:

para vivificar o espírito dos abatidos e para vivificar o coração dos contritos

Escolha andar e estar em paz com Deus

O Senhor quer te vivificar, mas para isso quer mudar a sua forma de pensar, a sua forma de enxergar as coisas que lhe circundam.

É chegada a oportunidade de aprender a viver na dependência do Senhor. O mundo não pode nos dar a segurança que desejamos, os governos não podem prometer o que nos sucederá nos próximos meses ou anos.

Por isso devemos estar em paz com Deus, deixando que Ele faça morada nas nossas vidas. Mesmo fraco, mesmo abatido, mesmo machucado, venha aos pés do Senhor agora, mesmo se arrastando.

As circunstâncias do mundo podem cair sobre você, mas se você estiver firme com Deus, o máximo que este mundo conseguirá é te deixar de joelhos, e de joelhos é onde você encontrará a sua vitória, e será vivificado por Deus em espírito.

Ore comigo neste momento.

Deus lhe abençoe.

Por que, como cristãos, somos provocados todos os dias?

Como cristãos somos tentados todos os dias a reagir à forma de pensar deste mundo, que busca nos fazer irar, nos vingar e provocar um comportamento que não condiz com o evangelho; o que devemos fazer nessa situação?

Esta pergunta me levou à primeira carta do apóstolo Pedro, mais especificamente ao capítulo 2, no versículo 11 e 12 o apóstolo escreveu:

“Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais, que combatem contra a alma; Tendo o vosso viver honesto entre os gentios; para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, glorifiquem a Deus no dia da visitação, pelas boas obras que em vós observem.”

1 Pedro 2:11-12

A primeira atenção que o apóstolo Pedro nos chama é de que somos peregrinos, ou seja, estamos de passagem por aqui. O reino deste mundo ainda não é o Reino que habitaremos eternamente, portanto, não devemos nos prender às filosofias e os comportamentos com que vivem aqueles que já estão sob o domínio do mundo.

O primeiro aviso do apóstolo é:

Não caia na tentação da carne

Que tentação é esta? É a vontade de reagir e de responder às provocações que o mundo nos faz todos os dias. Muitas das vezes tocando em nossos princípios mais absolutos, como a família, como os filhos e a própria relação que temos com o nosso Deus.

Porém quando caímos nesta tentação de reagir pela carne a essas investidas malignas, nossa alma pode ser atingida por consequências dramáticas como a angústia, a tristeza e o desespero.

Vamos lembrar que o apóstolo Pedro, antes de se converter realmente à vontade do Senhor Jesus, era um homem facilmente provocado pelas tentações de Satanás. Jesus uma vez lhe disse que Satanás conhecia suas fraquezas, assim cirandava ao redor de Pedro como ao trigo, para destruí-lo.

Pedro chegou a atacar violentamente um servidor do templo chamado Malco, que fora designado para prender Jesus. E Pedro foi avisado pelo mestre que todas as reações que temos na carne causam consequências contrárias contra nós, nas mesmas proporções.

Portanto, em meio às provocações, devemos nos manter em um nível espiritual elevado. Acima das tentações, para não cairmos nelas, pois combatem contra a nossa alma, para gerar tristeza, desespero, insegurança e fraqueza espiritual.

A maior forma de respondermos a isto, conforme escreve o apóstolo é

Andarmos honestamente conforme as obras de Jesus Cristo

Quer respondamos ou não às provocações do mundo, sempre como cristãos seremos afligidos por mentiras, por investidas contra nossos princípios e valores.

Assim, o foco é mantermos a atenção aos nossos comportamentos (andar honestamente) e não se importar com as atitudes que o mundo pratica para nos provocar, pois nós somos referência ao mundo, somos luz em meio às trevas, e não o contrário.

O resultado dos comportamentos pecaminosos do mundo não veremos se cumprir totalmente aqui. Por isso devemos combater contra o mal em nossas vidas em primeiro lugar, sem desviar a atenção, pois o que está guardado para o nosso bem, como diz o apóstolo, será revelado:

No dia da visitação

Não podemos esperar que o mundo concorde conosco, pois como disse Jesus, o mundo nos odeia.

No dia da visitação do Senhor seremos recompensados e junto com Ele reinaremos e todo o olho verá que em meio às investidas e tentações malignas para nos desviar deste foco que é o Reino Eterno, suportamos e vencemos.

Por isso não é lícito andarmos soberbamente contendendo contra o mundo, como se pudéssemos impedir as tentações e provocações que o inimigo que o governa intenta contra nós. O foco é cansar aqueles que foram salvos e fazê-los se perder pelo caminho.

Contudo, quem mantém o foco no Senhor, mesmo em meio a estas provocações e tentações, chegará até o fim e herdará a glória.

Leia-mos o que o apóstolo conclui no final deste capítulo, nos versículos 20 ao 25:

“Porque, que glória será essa, se, pecando, sois esbofeteados e sofreis? Mas se, fazendo o bem, sois afligidos e o sofreis, isso é agradável a Deus. Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas. O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano. O qual, quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente; Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados. Porque éreis como ovelhas desgarradas; mas agora tendes voltado ao Pastor e Bispo das vossas almas.”

1 Pedro 2:20-25

Conclusão: somos provocados para pecarmos irrogando injúrias e ameaças

Dias com Deus, Rafael J. Dias, R. J. Dias

Que possamos permanecer sempre na vontade de Deus. Não se importando com as tentações e vãs provocações do mundo contra nós, pois o mundo já perdeu e nós já vencemos se estivermos sempre firmes com o Senhor Jesus.

Conforme o parecer final do apóstolo quem quando tentado pelas forças malignas deste mundo reage com palavras de injúrias e ameaças comete pecado, não compartilhando das boas obras que Jesus Cristo praticou, pois em tudo isso venceu apenas prosseguindo em fazer a vontade de Deus.

Dispensação da graça – parte 3

O recebimento do evangelho da graça pelos pecadores e a consumação da graça na morte e ressurreição de Jesus Cristo, a promessa recebida e a viva esperança na segunda vinda, na dispensação da graça.

Leia também: dispensacionalismo – as sete dispensações

Início, duração e término da dispensação

Iniciou-se com a morte e ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo, e terminará com o arrebatamento da Igreja.

Estamos nesta dispensação, da nova aliança no sangue de Cristo. (Romanos 10.4).

O juízo que findará esta dispensação será a grande tribulação (Ap. 3.10).

Continuação:

A graça traz consigo a operação do sobrenatural

Quando Jesus entra na sinagoga em Nazaré, cheio do Espírito, em Lucas capítulo 4, ao abrir o Livro do profeta Isaías (61.1), o Senhor deixou claro que havia chegado a hora do Reino de Deus agir entre os homens com poder sobrenatural.

Pelo que disse: “O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados de coração, A pregar liberdade aos cativos, E restauração da vista aos cegos, A pôr em liberdade os oprimidos, A anunciar o ano aceitável do Senhor. E, cerrando o livro, e tornando-o a dar ao ministro, assentou-se; e os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele. Então começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos.” Lucas 4:18-21.

Ao anunciar para o que veio, nosso Senhor passou então a operar milagres no meio de todo o povo. Ensinando todas as coisas pelas quais havia de resgatar a alma do homem do pecado, ainda suas palavras eram nutridas com a expressão de poder.

Não há como dissociar a operação da salvação (remissão/perdão dos pecados) da obra sobrenatural do Senhor Jesus no tempo da graça.

Nós não recebemos ou vivemos milagres para ser salvos, mas nós vivemos milagres porque somos salvos, cremos no Senhor Jesus e podemos experimentar do que é viver diante dEle no tempo da graça.

Jesus disse que no tempo da graça haveria fome, pestes, guerras, enfermidades, terremotos, dentre muitas outras coisas. Porém, nós que somos salvos e cremos no Senhor vivemos os milagres, da providência, da cura, da ressurreição, do livramento nos dias maus.

Um exemplo disso é a passagem de Lucas 5:17-26, onde o evangelista diz que Jesus ainda estava na Galileia e estava sobre Ele virtude do Senhor para curar. Os fariseus e escribas estavam de olho no que Jesus estava fazendo, quando passaram um homem paralítico pelo telhado, diante de Jesus.

O Senhor apenas olhou para aquele homem e disse: “os teus pecados estão perdoados”. Isso significa que a operação da salvação não é menor do que o poder de operar milagres, muito menos que ela deve vir depois do milagre.

Os escribas e fariseus, então, começam a murmurar contra a atitude do Mestre Amado, quando Jesus percebendo lhes pergunta: “Qual é mais fácil? Dizer: Os teus pecados te são perdoados, ou dizer: Levanta-te e anda?”.

Jesus está dizendo: o que dentre isso é mais privilegiado, a salvação ou o milagre na vida de um homem. Porém, o que é físico e mortal parece mais fácil aos nossos olhos do que o que é espiritual.

Jesus para demonstrar que a graça opera espiritual e fisicamente lhes diz: “Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra poder de perdoar pecados (disse ao paralítico), eu te digo: Levanta-te, toma a tua cama e vai para tua casa”. E o paralítico foi-se, tomou sua cama e foi para casa glorificando a Deus.

Aquele que possui a fé salvadora em Cristo Jesus no tempo da graça, vive milagres. A multidão pode estar envolta aos juízos do princípio das dores que, sem a vida do Filho de Deus só traz mesmo dores e transtornos, mas quem está em Jesus neste tempo é agraciado pelos maiores milagres.

Assim como no ministério do Senhor Jesus, o evangelho, o Caminho da graça, foi demonstrado com poder e milagres sobre aqueles que iam crendo pela fé que Jesus Cristo era o Filho de Deus, assim nós quando cremos neste tempo somos alcançados pelos milagres.

Leia também: A dispensação da Graça – Parte 1 – Parte 2

A graça traz consigo as boas obras da salvação – mudança de caráter e de vida

Além dos milagres operados na vida daquele que está firme com Jesus no tempo da graça, também a regeneração, a transformação, a mudança de vida resultante da obra salvadora gera as boas obras.

Jesus sempre que operava os milagres na vida daquele que cria em seu Glorioso Nome, enfatizava a necessidade de perseverar na fé, abandonando as atitudes pecaminosas, pois elas fazem com que as mazelas retornem ainda piores.

Nosso Senhor disse ao paralítico do tanque de Betesda, logo quando foi curado e foi adorar no templo: “Eis que já estás são; não peques mais, para que não te suceda alguma coisa pior” João 5:14.

A Lei informava aos homens o que era desagradável ao Senhor, dentre os dez mandamentos, por exemplo, condições que fazem o homem entender e se aproximar de Deus.

Contudo, ainda que se cumpram os mandamentos e os profetas, se não houver uma total mudança de caráter e de vida, através da vida do Senhor Jesus, não é possível ao homem achegar-se a Deus.

Jesus é a plaina, que aparelha nossa vida, vai tirando nossas manchas, nossos defeitos, nossas irregularidades. Não conseguimos fazer isso por nós mesmos. É necessário passarmos pelo processo do Senhor Jesus, e em seguida andar nas boas obras de salvação que nos foram preparadas.

O Apóstolo Paulo escreveu em Efésios 2.10: “somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.” Efésios 2:10

Não adianta ler a Bíblia inteira, decorar o texto inteiro, sem andar como Jesus andou, sem repetir e imitar os comportamentos do Senhor Jesus.

Muitos neste tempo da graça tem imitado o mundo, o senso comum, a multidão e tem se esquecido de andar com Jesus.

Não é na exaltação dos discursos humanos que podemos ouvir a Cristo e andar nos caminhos que Ele preparou, mas em oração, na meditação da palavra e na comunhão do Espírito.

Se vivemos como a multidão vive, estamos em sentido oposto a como o Senhor Jesus viveu. Pois logo quando foi anunciado que era um caminho árduo, muitas vezes solitário, muitos deixaram de segui-lo (João 6.66).

A multidão queria segui-lo pela bonança, pela boa vida, pelos milagres, pela comida, pela boa vivência na terra. Ao que Jesus anunciou: “seus pais comeram o maná e morreram”. Ou seja, não é o que temos de bom na terra que nos fará ganhar o céu! Mas sim Jesus, o pão vivo que desceu do céu.

Devemos crer, e imitar o nosso Senhor neste tempo da graça, só assim seremos dignos do céu.

A consumação da graça na cruz do Calvário

Após um ministério de remissão de pecados, curas e transformação de caráter daqueles que criam no Senhor Jesus. Chegou o momento, a hora em que era necessário que a graça fosse consumada.

É necessário sabermos que não haveria graça sem a morte do Filho de Deus.

A salvação pelo sacrifício do Filho de Deus significa a nossa esperança única para todos os males que passamos nesta vida terrena, peregrina e mui breve que temos.

O Senhor Jesus esteve entre nós para nos mostrar que Ele era homem.

Como homem teve todas as nossas emoções humanas, boas e ruins: teve fome (Mt 4.2), teve sede (Jo 19.28), foi rejeitado pelos seus (Jo 4.28-29), foi ameaçado de morte pelos do seu povo (Mt 26.3-4), foi traído pelo seu amigo, foi denunciado ao templo por quem partia o pão consigo (Mt 26.50), teve angústias de morte (Mt 26.38), foi espancado, chicoteado, cuspido, humilhado (Mc 15.16-20), morto sob entrega voluntária de seu espírito (Lc 23.46)…

Portanto, passou por tudo o que há de ruim que podemos passar nesta vida… “Mesmo sendo Deus” (Fp 2.6; Jo 1.1)… E este é o ponto principal da mensagem da graça: Sendo Deus, nos mostrou o caminho da vitória, que é suportar até o fim as aflições e angústias, confiando nEle até quando o Senhor Deus nos permitir.

Na graça encontramos a esperança na vitória que é a herança da vida eterna:

“Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” João 16:33

A ressurreição como prova da eficácia da graça sobre todos os homens

A ressurreição de Jesus ao terceiro dia é a prova da nossa viva esperança, é o fiel testemunho e esperança do crente diante das adversidades.

Para aquele que realmente creu e entendeu a Mensagem da Cruz, a ressurreição nos mostra no tempo da graça que nós não temos escolha.

Em Jesus está a única chance de termos vida, pois a vida terrena é apenas uma sombra da eternidade, mas a vida eterna é a verdadeira vida que está preparada para nós, por sua promessa (1 Jo 2.25).

O evangelho se tornou real na vida dos discípulos após a ressurreição.

Após a morte todos se dispersaram, alguns foram para suas aldeias (Lc 24:13-35).

Outros voltaram para as suas antigas profissões (Jo 21.3-23).

 Mas quando Jesus ressuscitado se aproximou deles e lhes disse: “ficai em Jerusalém, se encham do poder e cumpram o que anunciem o que vos ensinei” (Lc 24.49; At 1.7-8), a história da humanidade nunca mais foi a mesma.

A promessa que nos acompanha durante a graça

“Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei.” João 16:7

Para a Igreja estar orientada no Senhor, edificada e consolada no tempo da graça o Senhor Jesus nos prometeu o Espírito Santo.

O Espírito Santo é o sinal da vida da Igreja e a plenitude do crente nos momentos difíceis. Ser cheio do Espírito Santo é estar anestesiado de glória em meio às adversidades deste mundo.

O Espírito Santo nos traz:

Certeza da salvação

“O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.” João 14:17

Edificação e consolo

“aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.” João 14:26

Anuncia a esperança na Segunda Vinda do Senhor

“E o Espírito e a noiva dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, receba de graça a água da vida.” Apocalipse 22:17

Poder para testificar

“recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra.” Atos 1:8

Dons espirituais

“há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil” (1 Co 12.4,7)

A lembrança do juízo da dispensação

“quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo.” João 16:7,8

O Juízo da Grande Tribulação só será possível com a subida do Espírito Santo

“E agora vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado. Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora o retém até que do meio seja tirado;” 2 Tessalonicenses 2:6,7

Próxima aula: O fim da dispensação da Graça: A Grande Tribulação

Dispensação da graça – parte 2

A preparação da mensagem da dispensação da graça, o anúncio do evangelho e os sinais que acompanham a presente dispensação.

Leia também: dispensacionalismo – as sete dispensações

Início, duração e término da dispensação

Iniciou-se com a morte e ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo, e terminará com o arrebatamento da Igreja.

Estamos nesta dispensação, da nova aliança no sangue de Cristo. (Romanos 10.4).

O juízo que findará esta dispensação será a grande tribulação (Ap. 3.10).

Continuação:

Leia antes: A dispensação da inocência

Leia também: A dispensação da graça – parte 1

O Diabo sabia que viria o Messias e fez de tudo para não deixar crescer a criança

Como vimos na aula anterior, o Salvador do Mundo havia sido anunciado desde Gênesis 3:15, onde Deus prometeu que nasceria da mulher aquele que esmagaria a cabeça da serpente.

Até a vinda de Cristo Jesus, dentre os homens reinava o governo de Satanás em todas as nações.

Com o nascimento de Jesus, o mundo teve nova esperança, como anunciado pelo profeta Isaías (Is 9.6). Mais, ainda, os detalhes de Isaías já anunciavam os três reis magos que viriam do Oriente guiados por uma Luz (estrela), até o local do nascimento do menino (Is 9.2).

“O povo que andava em trevas, viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na região da sombra da morte resplandeceu a luz.” Isaías 9:2

Os reis magos representavam os gentios, veja que acreditavam nos astros, nas estrelas, e o poder de Deus os conduziu pela estrela para a verdadeira salvação, para o único digno de perdoar os pecados do mundo.

Ao procurarem o local onde nasceria o menino, os reis magos foram até Herodes, que, possesso por Satanás, mandou matar todas as crianças recém nascidas. Porém, um anjo apareceu em sonho para José, anunciando que estava aos cuidados do filho de Deus.

José levou Maria e o menino para o Egito, assim a ira do inimigo não alcançou a criança.

Por todos os anos e gerações essa ira do mundo contra a obra do Filho de Deus é real, na graça passamos perseguições, tribulações, enfrentamos a morte todos os dias, mas podemos dizer como o Ap. Paulo disse:

“Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.” (Gl. 2.20)

O anúncio da chegada da graça – A Voz.

O anúncio da dispensação foi feito por um grande homem, segundo as palavras do próprio Mestre: “entre os nascidos de mulher, não há nenhum maior do que João” (Lc 7.28).

Um homem que de fato entendeu a mensagem que estava anunciando, e pela dimensão da mensagem soube se colocar em seu devido lugar, dizendo que aquele que estava chegando com a mensagem da graça era tão digno que ele nem ao menos poderia descalçar suas alparcas (Jo 1.27).

Ensinou para as multidões que a recepção do evangelho é reconhecer quem é Jesus: “é necessário que ele cresça e que eu diminua” (Jo 3.30). E neste reconhecimento e sujeição está a salvação do crente.

Ao perguntar o povo se era um profeta, limitou-se a dizer que era “A VOZ” do que clama no deserto, para anunciar o caminho da graça que estava por chegar, e traria consigo poder para todo aquele que corrigisse seus caminhos em arrependimento para receber a salvação. (Jo. 1.23)

Isaías já tinha profetizado o que era necessário para receber a mensagem da graça, correção de caráter, humildade e sujeição, e que a “a voz do que clama no deserto” prepararia o caminho do arrependimento:

“Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus. Todo vale será exaltado, e todo monte e todo outeiro serão abatidos; e o que está torcido se endireitará, e o que é áspero se aplainará. E a glória do Senhor se manifestará, e toda carne juntamente verá que foi a boca do Senhor que disse isso.” (Is 40.3-5)

Enquanto pregava, João viu Jesus vindo para ser batizado no meio da multidão, e disse para quem estava por perto: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29), e disse ainda: “esse é o que batiza com o Espírito Santo” (Jo 1.33).

A graça traz consigo as tentações, tribulações e os anúncios dos juízos de Deus.

AS TENTAÇÕES

Após ser batizado por João, o Senhor, para estabelecer a sua vitória sobre o Diabo, foi levado ao deserto a fim de ser tentado.

Jesus antes de ser tentado primeiro jejuou quarenta dias e quarenta noites, a fim de que seu corpo físico ficasse necessitado das necessidades humanas. (Mt 4.2)

O tentador primeiro tentou perverter o propósito de Cristo pelas necessidades humanas. Uma das razões de muitos caírem da graça, é por se render diante das privações, das adversidades financeiras. (Mt 4.3)

Porém, Jesus nos mostrou, que quando essas artimanhas do inimigo vierem contra nós, devemos confiar na provisão de Deus prometida para aqueles que permanecem fiéis à sua palavra. (v. 4; Dt. 8.1 e 6)

O Diabo com seu certo poder maligno, “transportou” o Senhor à Jerusalém e o colocou no pináculo do templo, e o tentou, mando se atirar dali, ainda utilizando-se de versículos da palavra de Deus (v. 6).

Jesus então nos mostra, novamente, que para resistir a essas ciladas de morte do inimigo, devemos estar fazendo a vontade que sai de Deus, e não ouvir nossa própria vontade que pode estar maculada pelas tentações do inimigo. Ensinando-nos que no tempo da graça teríamos sofrimentos e aflições, mas deveríamos confiar totalmente no Senhor e não tentá-lo a nos livrar de nossas dores, mas sim do mal (v. 7; Dt 6.16; Jo 17.15)

Mais uma vez o inimigo o transporta para um monte gigantesco, mostrando ao Senhor todos os reinos do mundo, que seriam lhe dados se prostrado a o adorasse. (v. 8-9)

Muitos temendo as aflições de ser crente, as dificuldades de andar com Deus, buscam ignorar as coisas espirituais e trocá-las por coisas vãs que não podem substituir a salvação, como as riquezas, as bebedices, as prostituições e fornicações, verdadeira luxúria, ilusões que estão a serviço do Diabo.

Jesus mais uma vez nos mostra que no tempo da graça, se somente adorarmos e servirmos ao Senhor nosso Deus, somos libertos de todas essas tentações e seremos dignos da salvação, assim teremos anjos que operarão ao nosso favor (v. 10-11; Hb. 1.14).

Nosso Mestre e Senhor nos apresentou as regras morais do Reino de Deus, ao contrário de todos os ensinos deste presente século, quando estamos na graça prosseguimos para a salvação na contramão do mundo.

COMO FUNCIONA A GRAÇA DE DEUS:

Tudo isso encontramos nas bem-aventuranças no capítulo 5 do evangelho de Mateus, são salvos os: pobres de espírito, os que choram, os mansos, os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos, os limpos de coração, os pacificadores, os que sofrem perseguição por causa da justiça, os que são vítimas de injúrias, perseguições, mentiras, por serem servos de Cristo Jesus.

E ainda disse que, o mundo pode ver essas características com mal olhos, mas que devemos nos alegrar porque é grande o nosso galardão no céu (Mt 5.12).

AS TRIBULAÇÕES DO TEMPO DA GRAÇA

O Mestre amado, ainda, nos advertiu das tribulações do tempo da graça, às quais chamou “princípio das dores” (Mt 24.12-14).

No princípio das dores Jesus ensinou que o primeiro sinal seria a destruição do templo de Jerusalém, que ocorreu no ano 70 d.C. sob o Imperador Nero. (Mt 24.1-2)

Advertiu-nos, ainda, que devemos estar vigilantes neste tempo para que ninguém venha a nos enganar, porque muitos usariam o nome de “Cristão” para enganar os crentes no tempo da graça (Mt 24.4-5).

Jesus nos avisou que haveriam guerras e rumores de guerras, mas que não nos assustássemos, pois ainda não seria o fim. (v. 6)

Anunciou que se levantaria nação contra nação e reino contra reino, e haveria fome, pestes e terremotos em vários lugares. (v. 7)

E que mais próximo ao fim, seríamos entregues para tormentos e mortes, e seríamos odiados por causa do nome de Jesus. E por essas aflições, haveria no meio dos próprios “crentes” traições e aborrecimentos (v. 9-10)

Avisou-nos, também, que surgiriam falsos profetas, enganadores, desprovidos da aliança com o Senhor para este século, deixariam de pregar o verdadeiro evangelho. (v. 11)

Alertou-nos de que a o genuíno amor ensinado por Ele esfriaria, em razão da ausência de equilíbrio (equidade) no coração dos homens. (v. 12)

Porém, nos deu a mais viva esperança de que se perseverarmos até o fim seremos salvos (v. 13).

E para que se cumpra o tempo da graça para a Igreja, o evangelho seria pregado em todo o mundo, em testemunhos entre todos os povos, e então virá o fim. (v. 14).

Para passarmos por tudo isso no presente século, temos que estar firmados com o Senhor Jesus Cristo, pois Ele nos prometeu que estaria conosco até a consumação desta dispensação (Mt 28.19-20).

“[…] Eis que estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém” (Mt. 28.20b)

Próxima aula: A dispensação da graça – parte 3

Dispensação da graça – Introdução

A dispensação da graça é a sexta dispensação, anunciada pela mensagem do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e inaugurada no calvário.

Leia também: dispensacionalismo – as sete dispensações

Início, duração e término da dispensação

Iniciou-se com a morte e ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo, e terminará com o arrebatamento da Igreja.

Estamos nesta dispensação, da nova aliança no sangue de Cristo. (Romanos 10.4).

O juízo que findará esta dispensação será a grande tribulação (Ap. 3.10).

Ponto de partida: a plenitude dos tempos

Leia antes: A dispensação da Lei – parte 4: restauração e plenitude dos tempos

“Todavia, quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido também debaixo da autoridade da Lei” Gálatas 4.4.

Vamos lembrar do ensino anterior quando falamos acerca da plenitude dos tempos.

A plenitude da dispensação da Lei. Tudo o que era necessário que Deus fizesse com o povo de Israel havia sido feito e cumprido.

Israel ficou tão firmado nos ensinamentos de Deus por meio do juízo do cativeiro, que vieram outras culturas que dominaram a palestina no pós-cativeiro, como a Grécia, com a grande helenização do mundo promovida por Alexandre “O Grande”, que teve um grande impacto quando percebeu a força moral do povo judeu, que não se dobrava perante os poderes humanos, nem negociavam a sua religião.

Os generais de Alexandre, após seu falecimento, ficaram no poder do império grego e ficaram tão interessados na ética judaica, que ao término da construção da grande biblioteca de Alexandria, no Egito, convocaram setenta e dois escribas judeus com experiência, para traduzirem o Livro Sagrado dos judeus a “Torá” para o grego.

Referida tradução ficou conhecida no mundo antigo como “a tradução dos setenta”, ou como melhor conhecida, “a septuaginta” (LVXX).

Após os gregos vieram também os imperadores romanos, que encontraram um povo que lutou pela sua liberdade de religião, pelos seus templos e sinagogas que funcionavam em várias cidades espalhadas pelos países vizinhos. Tentou por vezes impor a cultura e religião romana, mas não havia como fazê-lo, pois o povo não se rendia a outros deuses.

Assim, a única religião que foi tolerada perante todo o vasto império romano foi o “monoteísmo judaico”, tendo sido feito juntamente com os líderes religiosos locais e os políticos romanos um compromisso, uma aliança, entre o templo que reunia dois partidos religiosos: os saduceus e os fariseus, e entre os governadores e pontífices (prefeitos e tribunos) romanos.

Com o tempo tal relação foi se tornando corrupta, foi deixando de ser santa e pura, os rituais começaram a estar mais ligados ao domínio social do povo do que propriamente a servir a Deus de coração e entendimento.

A Lei de Deus realmente começou a ser cumprida, visto que tanto os líderes como todo o povo tinha como grande valor o cumprimento total e literal das Escrituras Sagradas.

Porém, não era bem esse cumprimento que Deus queria dos homens, e pelo exagero, pela religiosidade, também não conseguiram agradar a Deus, tendo Ele que enviar seu filho para cumprir toda a Lei no lugar dos homens, para nos mostrar o que Ele espera de nós.

A Lei não se mostra suficiente para agradar a Deus, senão pela maravilhosa graça de Jesus Cristo, que se fez Lei por nós na cruz do calvário, e com seu poder aniquilou a morte e nos perdoou de todo pecado.

Mas…

O que é pecado?

Segundo Richard Beal (citado pelo Pr. Billy Graham – Paz com Deus (pp. 52-55). CPAD. Edição do Kindle), podemos notar na Bíblia cinco palavras para o pecado:

Em primeiro lugar, o pecado é a ilegalidade, a transgressão da Lei de Deus (1 Jo 3.4).

Deus estabeleceu o limite entre o bem e o mal, e sempre que ultrapassarmos esse limite, sempre que formos culpados por invadir a área proibida do mal, estaremos infringindo a Lei.

Sempre que não conseguirmos obedecer aos Dez Mandamentos, sempre que agirmos de maneira contrária aos preceitos do Sermão da Montanha, teremos transgredido a Lei de Deus e seremos culpados do pecado.

Se você examinar os Dez Mandamentos, um por um, perceberá como hoje a humanidade está, deliberadamente, não apenas transgredindo-os, mas também tornando a transgressão atraente!

Desde a idolatria, que é qualquer coisa que colocamos antes de Deus, até a falta de nos lembrarmos do dia de repouso e adoração, e guardá-lo como um dia santo (onde estariam o futebol se os cristãos se recusassem a assistir aos jogos aos domingos?), até honrar os pais, até a cobiça, até o adultério: parece que tem havido um esforço concentrado para infringir cada um dos mandamentos.

E não apenas isso, mas parece haver um esforço deliberado para tornar atraente o fato de infringi-los!

Tiago deixou claro que todos nós somos culpados, quando disse: “Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte” (Tg 1.14, 15).

É porque todos nós infringimos as Leis de Deus, todos nós transgredimos os seus mandamentos, que todos nós somos classificados como pecadores.

Em segundo lugar, a Bíblia descreve o pecado como iniquidade.

A iniquidade é o desvio do que é correto, quer o ato particular tenha ou não sido expressamente proibido.

A iniquidade tem a ver com nossas motivações interiores, as mesmas coisas que tão frequentemente tentamos esconder dos olhos dos homens e de Deus.

Esses são os erros que se originam de nossa própria natureza corrompida, e não os demais atos que as circunstâncias às vezes nos obrigam a cometer.

Jesus descreveu essa corrupção interior, quando disse: “Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem” (Mc 7.21-23).

Em terceiro lugar, a Bíblia define o pecado como errar o alvo, ou seja, não alcançar o objetivo que foi estipulado. O objetivo de Deus é Cristo.

O objeto e propósito final de toda a vida é viver à altura da vida de Cristo.

Ele veio para nos mostrar o que é possível para o homem alcançar aqui na terra, e quando não seguimos o seu exemplo, erramos o alvo e não alcançamos o padrão divino.

Em quarto lugar, o pecado é uma forma de entrada ilegal. É a intrusão da tenacidade na esfera da autoridade divina.

O pecado não é meramente uma coisa negativa; é simplesmente a ausência do amor por Deus.

O pecado é fazer uma escolha, a preferência de si mesmo em lugar de Deus. É a concentração do sentimento em si mesmo, em lugar de tentar, com todo o coração, alcançar a Deus.

O egoísmo e a falta de abnegação são os sinais do pecado, tão certamente como o roubo e o homicídio.

Talvez esta seja a mais sutil e destrutiva forma do pecado, pois nesta forma é muito fácil ignorar o rótulo no frasco do veneno.

Aqueles que se apegam a si mesmos, que concentram toda a sua atenção em si mesmos, que consideram apenas os seus próprios interesses e se empenham por proteger apenas os seus próprios interesses, esses são tão pecadores quanto o bêbado ou a prostituta.

Jesus disse: “Pois que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?” (Mc 8.36).

Usando palavras modernas, poderíamos dizer: “Pois que aproveitaria ao homem construir um vasto império industrial, se estiver devorado por úlceras e não puder desfrutar a vida? Que aproveitaria ao ditador, ainda que conquistasse um hemisfério, se vivesse em constante temor da bala de um vingador ou da faca de um assassino? Que aproveitaria a um pai criar filhos com áspera dominação, se for rejeitado por eles mais tarde e abandonado para sofrer uma velhice solitária?”

Sem dúvida, o pecado do egoísmo é um pecado mortal.

Em quinto lugar, o pecado é descrença. A descrença é um pecado, porque é um insulto à honestidade de Deus.

“Quem crê no Filho de Deus em si mesmo tem o testemunho; quem em Deus não crê mentiroso o fez, porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu” (1 Jo 5.10).

É a descrença que fecha a porta do céu e abre a do inferno. É a descrença que rejeita a Palavra de Deus e recusa Cristo como Salvador.

É a descrença que faz com que o homem se faça de surdo para o Evangelho e negue os milagres de Cristo.

O pecado traz a punição da morte, e nenhum homem tem, em si mesmo, a capacidade de salvar-se da punição do pecado, ou purificar o seu próprio coração da sua corrupção.

Os anjos e os homens não podem expiar o pecado. É somente em Cristo que pode ser encontrado o remédio para o pecado.

É somente Cristo que pode salvar o pecador do destino que certamente o espera.

“O salário do pecado é a morte” (Rm 6.23).

“A alma que pecar, essa morrerá” (Ez 18.4).

“Nenhum deles, de modo algum, pode remir a seu irmão ou dar a Deus o resgate dele” (Sl 49.7).

“Nem a sua prata nem o seu ouro os poderá livrar no dia do furor do Senhor” (Sf 1.18).

A verdade que Jesus veio transmitir para nos redimir é que a Lei mostra o pecado, mas não tem poder para nos redimir, nos transformar, nos tornar justos diante de Deus.

Pela Lei – como estava o homem?

A Lei não era um fim em si mesmo. A Lei de Moisés era uma preparação para a aceitação da justiça plena de Deus que viria pela graça em Jesus Cristo. Era imprescindível que Jesus viesse e a Lei nunca poderia ou conseguiria tomar o lugar de um salvador, de um remidor para a humanidade.

Quando Jesus inicia seu ministério, a sociedade judaica está envolta em um legalismo absoluto, como se a Lei fosse a razão única e exclusiva de sua salvação, ou seja, não reconheciam que por si mesmos não bastava que cumprissem a Lei, sempre haveria transgressão após transgressão.

Como escreveu o Pr. Billy Graham em seu famoso livro “Paz com Deus” (CPAD), pelo sangue de Jesus:

“Não apenas somos redimidos das mãos do Diabo, mas das mãos da Lei que foi entregue por Deus por intermédio de Moisés. A morte de Cristo me tira do controle da Lei. A Lei me condenou, mas Cristo satisfez cada acusação.”

O apóstolo Paulo, antes legalista, do partido dos fariseus que serviam ao Sinédrio, após seu encontro real com Jesus teve que admitir, que todos os homens judeus, apesar de disporem da Lei de Deus, sem Jesus ela nada valia, estavam todos mortos:

“Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei.” 1 Coríntios 15:56

Cristo veio, portanto, para nos dar a vida que a Lei não tinha a capacidade de dar, mas apenas de orientar o caminho até a chegada do Filho de Deus, que é maior que toda a Lei.

Jesus veio para nos dar vitória sobre o pecado, sobre a morte, sobre o Diabo, sobre o inferno, e firmados nEle somos mais que vencedores neste presente século da graça.

“Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.” 1 Coríntios 15:57,58

Deus enviou o seu filho para morrer

A promessa de um salvador feita na dispensação da inocência foi cumprida na graça

Jesus era e é o único remédio para o pecado. Toda a Lei e todas as tipologias do Antigo Testamento apresentavam o Senhor Jesus Cristo, anunciado por Deus desde o Jardim do Éden, na dispensação da inocência.

Deus enviou o seu filho. Jesus é o filho unigênito. Unigênito significa o único gerado, eternamente gerado, não possui início e nem fim. (Jo. 1.1-2)

O filho é a segunda pessoa da trindade divina. Não é que existam três “deuses”, mas um único Deus que subsiste em três pessoas: O Pai, O Filho e O Espírito Santo, e a Bíblia é bem clara ao fazer a distinção das três pessoas da trindade e de demonstrar que estão intimamente ligadas e entre elas não há contradição, não há divergência, há um único entendimento, propósito, pensamento e direção.

Deus já havia anunciado ao Diabo no Jardim do Éden que da mulher sairia alguém que pisaria na cabeça da serpente, ainda que esta lhe ferisse o calcanhar, que é uma parte do corpo que não é vital. (Gn. 3.15)

O Diabo trouxe o pecado a o coração e à mente do homem e o mundo estava e está repleto do pecado. Todos os distúrbios mentais, todas as doenças, todas as perversões, toda a destruição, todas as guerras, tudo isso encontra a sua raiz original no pecado. Ele causa loucura no cérebro e veneno no coração.

Foi o que aconteceu durante aquelas cinco primeiras dispensações, depois que o homem, representado por Adão deixou o Diabo dominar a sua vida e as suas decisões, produzindo em si a morte, opondo-se contra Deus que é vida (veja que havia a árvore do conhecimento do bem e do mal e da vida). (Rm 5.12)

A única solução para resgatar o homem da condição em que estava, primeiro, era preparar um caminho para que o homem pudesse começar (uma sombra) a seguir, e nisso foram escolhidos os judeus, sendo-lhes entregue a Lei de Deus, em segundo lugar, no meio deste povo escolhido o próprio Deus teria que descer para justificar o pecador.

O próprio Filho de Deus era a única personalidade do universo que tinha a capacidade de carregar, em seu próprio corpo, os pecados de todo o mundo. Teria que ser desprezado e rejeitado por todos, um homem de tristezas, familiarizado com a angústia. Teria que ser ferido por Deus e separado dEle.

Teria que ser ferido pelas transgressões dos homens e moído pelas iniquidades deles. O seu sangue teria que ser derramado para expiar o pecado da raça humana, pois sem derramamento de sangue não há expiação de pecado (Lv. 17.11). E tudo isso, voluntariamente. (Jo 10.17-18)

Jesus veio para ser o substituto perfeito o Grande Mediador da história. Ele se fez carne e sangue para que pudesse morrer por nós (Hb 2.14; 1 Jo 3.5).

O propósito da vinda de Cristo ao mundo foi para que Ele pudesse oferecer a sua vida como um sacrifício pelos pecados dos homens. Ele veio para morrer.

Próxima aula: A dispensação da Graça – parte 2