O obreiro irrepreensível

A primeira advertência de Paulo a Timóteo, acerca das qualidades do obreiro de valor, é que possua uma conduta irrepreensível, para calar a boca de Satanás e de seus asseclas.

“Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível…” 1 Tm 3.2

Vimos no ensino anterior que o obreiro aprovado, para iniciar um ministério verdadeiro e fiel deve estar fundamentado em alguns princípios, como: a sujeição à autoridade constituída por Deus na igreja; expressar atitudes de discípulo; dar exemplo perante a igreja; manter o espírito voluntário; e se dedicar com humildade à obra de Deus.

Passando deste estágio, o obreiro deverá expressar qualidades específicas na sua conduta, dentre elas um comportamento irrepreensível perante Deus e a igreja do Senhor, a quem deve prestar contas do seu trabalho, assim como o nosso Senhor nada nos escondeu (Jo 18.20).

I- O que é ser irrepreensível?

Em primeiro lugar é necessário que se diga que não é sempre errado ser chamado atenção. Na verdade, é sendo chamados a atenção e corrigidos que somos formados e preparados para o ministério, ou seja, faz parte do processo.

Não se está aqui querendo afirmar que apenas pelo fato de sermos obreiros da casa de Deus nós não teremos erros em nossa caminhada.

A irrepreensibilidade surge após um tempo de formação e de aprendizado, quando pressupõe-se que o obreiro já é maduro e conhecedor das regras e dos comportamentos dele esperados.

Na verdade, a irrepreensibilidade é uma atitude voltada ao esforço por fazer o melhor que podemos para não errarmos, visto que já aprendemos e conhecemos o que devemos fazer para sermos bons servos no ministério.

Ser irrepreensível, em primeiro momento é um ato de vontade, devemos querer sermos irrepreensíveis, esforçando-nos para não darmos motivos de sermos repreendidos.

Se formos sensíveis à voz de Deus e cheios do Espírito, o próprio desenvolvimento em nós do fruto do Espírito nos ajuda a mantermos esta conduta (Gl 5.22), conhecendo nossas fraquezas, nosso temperamento, dando lugar à bondade, à paz, à benignidade, à paciência, assim vamos tapando as brechas para ações que sejam repreensíveis.

Algumas atitudes nos ajudam a manter uma conduta irrepreensível.

1- Ser proativo

É uma palavra muito utilizada no meio corporativo secular, mas tem tudo a ver com a conduta irrepreensível que devemos adotar sendo verdadeiros obreiros da cada de Deus.

Proatividade, segundo o dicionário “é o comportamento de antecipação e de reponsabilização pelas próprias escolhas e ações frente às mais diversas situações”.

Assim, nós não temos que esperar sermos chamados atenção, ou sermos repreendidos para tomarmos à atitude correta.

Quando o apóstolo Paulo afirma que um verdadeiro obreiro deve manter uma conduta irrepreensível, na verdade o que ele está pressupondo é que o obreiro sabe muito bem o que deve fazer, como deve ser a sua conduta na igreja, como deve se comportar perante o pastor, perante os demais obreiros e liderança do ministério.

Assim, o próprio obreiro, que já foi verdadeiramente formado e preparado para o ministério, deve desenvolver uma atitude de preservar os seus comportamentos e atitudes, prevendo as consequências antes que elas cheguem.

Um exemplo disso são os discípulos em João 6.5-9, Jesus Ele olha para multidão e diz: “onde compraremos pão, para estes comerem?” – parecia algo impossível, o obreiro que não tem qualquer ação ignoraria esta pergunta ou logo lhe daria uma resposta sem fé como fez Filipe.

Porém ali estava André, irmão de Pedro, olhou e viu um moço com cinco pães e dois peixes, poderia não ser o suficiente, mas pelo menos foi o início de uma atitude que manifestou o milagre diante de todos.

Não poderia André ter ignorado o menino? Poderia ter também ignorado as palavras de Jesus, visto que o objetivo era provar a proatividade dos discípulos (vs. 6).

O verdadeiro discípulo não dá desculpas, antes resolve o que deve ser resolvido. Avalia seus próprios atos e se endireita, antes que chegue a repreensão.

2- Aceitar as regras do Reino de Deus e andar nessas boas obras

Desde o Antigo Testamento, o Senhor demonstrou ao povo de Israel que é um Deus de organização, um Deus que estabelece regras e zela para que sejam cumpridas. (Jr 11.11-16)

No Novo Testamento não é diferente, o Senhor mantém o fundamento na Lei e nos Profetas, e nossa repreensão é mais dura do que a dos escribas e fariseus (Mt 5.20). O Senhor ainda afirma que se não passará nenhum “i” ou um só “til”, sem que tudo se cumpra (Mt 5.17,18).

Isso significa que as balizas que nos guia no ministério são fortes, pois visam o nosso aperfeiçoamento de caráter e nisso está a necessidade de andarmos em crescimento espiritual, como maduros na fé e não como meninos. (1 Co 13.11; Ef 2:10).

3- Não dar motivo à censura

Censura significa desaprovação, opinião de um censor que visa a proteção de interesses de uma organização. A palavra diz em 2 Coríntios 6:3 “Não dando nós escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado”.

Quem pode ser um censor? A resposta é clara: tanto os de fora como os de dentro (1 Tm 3:7; 1 Co 5:12-13).

O mau obreiro é censurado até pelo Diabo. Parece algo dramático, mas veja o que está escrito em Atos 19:13-16, alguns homens judeus, considerando-se preparados para expulsar demônios, falavam no nome de Jesus e citavam Paulo em suas ordens, ao que o espírito maligno lhe respondeu:

“Conheço a Jesus, e bem sei quem é Paulo; mas vós quem sois? E, saltando neles o homem que tinha o espírito maligno, e assenhoreando-se de todos, pôde mais do que eles; de tal maneira que, nus e feridos, fugiram daquela casa”

Atos 19:15-16

Um obreiro despreparado é uma vergonha, um escândalo para o evangelho.

II- Jesus – nosso maior exemplo de irrepreensibilidade

O nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo é o nosso maior exemplo de conduta irrepreensível, vários foram os momentos em que os homens religiosos e com poderes políticos em seu tempo quiseram lhe apanhar em algum erro e nada conseguiram.

1- Os fariseus procuravam acusações contra Ele e não achavam

Quando curava no sábado os fariseus armavam acusações contra o Mestre Amado, mas não conseguiam combater seu fundamento nas Escrituras. (Mc 3.1-2; Lc 6.7)

Quando Jesus ensinava, os fariseus e escribas tentavam colocá-lo em contradição, para encontrar algo em que pudessem repreendê-lo pelo erro, mas nada achavam. (Lc 11:53-54; Jo 8:6)

Faziam conluios, tramavam planos para pegá-lo em algum motivo pra prendê-lo e levá-lo ao templo para ser julgado e condenado, mas nada conseguiram antes do tempo (Lc 20:20).

2- Montaram um teatro de acusações falsas contra Ele e não prosperaram

Procurando falso testemunho contra Jesus, não encontravam nada que fosse suficiente para repreender suas atitudes e ensinamentos, e ainda achando testemunhas falsas essas não prevaleceram no juízo informal que fizeram contra Jesus.

Ao final e ao cabo, o próprio sumo sacerdote instigou o Senhor Jesus a fazer acusação contra si mesmo, conjurando-o em nome de Deus que dissesse se era o filho de Deus, pelo que o Mestre Amado disse que veriam descendo do céu para reinar e julgar os iníquos.

Dali, o Sumo Sacerdote achou tinha obtido uma repreensão suficiente, e a acusação que o levou à morte foi: “Ele diz que é o filho de Deus”, porém, a acusação foi injusta, pois nEle estava a verdade e foi justificado no Espírito, tendo ressuscitado dentre os mortos (Mt 26:59-68; 1 Tm 3:16).

Manteve-se, no Espírito, irrepreensível.

3- Pilatos olhou para Ele no Tribunal e não viu nenhum motivo de repreensão nele

Pilatos disse: “não encontro motivo” (Lc 23:4), foram as palavras do governador, quando o trouxeram a julgamento perante o Tribunal romano.

A mulher de Pilatos disse no Tribunal, “não entre na causa deste justo” (Mt 27:19), incitando seu marido a não fazer o que aqueles homens gananciosos e invejosos o pediam, que não condenassem O Justo dos Justos.

Será que assim como Jesus, damos bom testemunho aos de dentro e aos de fora? Será que temos hoje alguém para se levantar por nós, para nos defender dos acusadores? Ou estamos em dívida com nossos próprios atos como obreiros do Senhor?

III- Obreiros repreensíveis e suas consequências

Ninguém está isento de sofrer repreensões, não importa qual cargo ou posição possua no ministério.

Porém, a diferença entre um obreiro que se aperfeiçoa e outro que é rejeitado é que o que se aperfeiçoa recebeu a repreensão e corrigiu seu comportamento, enquanto o que é rejeitado permaneceu em suas condutas erradas.

Vejamos alguns exemplos bíblicos desta realidade.

1- Pedro

Foi o discípulo que mais deu trabalho para Jesus, por apresentar comportamentos intempestivos, impulsivos, mal pensados e inconsequentes.

Sofreu duras repreensões do Mestre Amado (Mt 16.21-23; Mt 14.30-32; Mt 15:15-21), porém todas as repreensões tornaram em seu espírito como um aperfeiçoamento de seu caráter para uma missão especial que estava sendo preparada para seu ministério.

Até mesmo quando negou seu amigo, negou ao Mestre Amado, dizendo que era um desconhecido no momento em que mais precisava. Pedro se abateu, se angustiou, mas foi reconciliado, pois tinha em si as correções e o amor a Jesus Cristo, tendo a oportunidade de dizer pessoalmente ao Mestre: “Senhor, tu sabes que te amo”. (Jo 21:15)

O apóstolo Pedro aprendeu com seus erros e, no momento de maturidade espiritual, nos ensinou a moldar nosso temperamento como obreiros às práticas cristãs que o Senhor Jesus e sua amada Noiva esperam de nós como servos de Deus (1 Pe 5.1-4).

2- Judas

Se manifestava conforme lhe convinha, com uma falsa piedade. Não vemos um momento sequer Jesus chamando a sua atenção ou dando-lhe repreensão. Até mesmo no ato de traição, quando chegou próximo ao Mestre Amado no Getsêmani, foi chamado de “amigo” (Mt 26:50).

A repreensão de Judas foi no seu próprio espírito, lhe causando um abatimento espiritual tal, que, vazio de Deus, não soube como corrigir o que tinha feito (Mt 27:3-5). Não se deu oportunidade de aperfeiçoamento. Não estava preparado para resistir às aflições espirituais.

A proximidade com Jesus não significou nada. Passou três anos ao lado do Senhor e não usou de verdade e sinceridade para aprender e aperfeiçoar o seu caráter e nisso, foi terreno fértil para as artimanhas de destruição de Satanás.

Seu caráter pecaminoso apenas estava reservado, pela falta de aperfeiçoamento. Conhecia o caminho, mas deliberadamente se negou a andar por ele, sendo ao final, repreendido no próprio espírito e desistiu da vida. (Mt 27:5)

3- Diótrofes

É um personagem pouco conhecido, que foi repreendido na pequena carta de apenas um capítulo, escrita pelo apóstolo João.

Este homem impedia que os apóstolos adentrassem na igreja e aqueles que eram enviados pelo apóstolo também eram colocado para fora, pois queria o poder político da igreja, não adorava ao Senhor Jesus nem se submetia à doutrina dos apóstolos, servia ao poder terreno.

Um obreiro que deu lugar à sede pelo poder, esqueceu da sujeição aos seus pastores e ao ministério e foi símbolo de rebelião, um grande mal exemplo em sua geração. (3 Jo 9-11).

Conclusão

Seja um obreiro irrepreensível. Se errou, se falhou, saiu do caminho, se justifique antes, peça perdão e se corrija antecipadamente.

Jamais espere ser repreendido.

Princípios bíblicos do obreiro aprovado

Todo obreiro, seja homem ou mulher, deve manter uma conduta compatível ao que é exigido do serviço eclesiástico, para isso alguns princípios bíblicos devem ser observados antes de aprofundar-nos nas qualidades específicas do obreiro.

Assista ao ensino no YouTube:

Princípios do Serviço Cristão

“Jesus chamando-os a si, disse-lhes: Mas Jesus, chamando-os a si, disse-lhes: Sabeis que os que julgam ser príncipes dos gentios, deles se assenhoreiam, e os seus grandes usam de autoridade sobre eles; Mas entre vós não será assim; antes, qualquer que entre vós quiser ser grande, será vosso serviçal; E qualquer que dentre vós quiser ser o primeiro, será servo de todos. Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos.”

Marcos 10:42-45

O Senhor nosso Deus é Deus de ordem e decência.

O Senhor Jesus ao chamar homens e mulheres para exercer papéis dignos no ministério ensinou a andarmos em obediência e respeito à organização da sua Igreja.

Em primeiro momento é necessário termos em mente que a Igreja é do Senhor Jesus Cristo, e é sobre Ele que todos aqueles que militam no exercício do serviço cristão estão edificados e devem prestar reverência e sujeição.

Ao exercermos qualquer função que seja na Igreja, primeiramente estamos em obediência e respeito ao Senhor Jesus. Se não estivermos baseados em princípios básicos ensinados pelo nosso Mestre Amado estaremos prestando um serviço a qualquer outro ser deste mundo, menos ao Senhor Jesus.

O Senhor exige um serviço bem prestado, com respeito, reverência e compromisso com a Noiva do Cordeiro, caso isso não seja levado a sério, o Senhor Jesus não levará a sério o homem e a mulher que prestam um serviço ocioso, descompromissado e feito de qualquer maneira. (Mt 7:22,23)

Todos estamos caminhando sobre as obras que o Senhor Jesus deixou para que andássemos nelas (Ef. 2:10), e o nosso Mestre foi o exemplo de que se não apresentarmos características básicas no exercício do ministério cristão como Ele ensinou em forma de servo, estaremos envergonhando o ministério e provocando a ira de Deus.

Isso é tão sério que a própria Palavra nos revela homens e mulheres que foram rejeitados pelo Senhor pelo mau serviço prestado para as coisas santas, o que falar do Sacerdote Eli e de seus filhos Hofni e Fineas (1 Sm 4); do Rei Saul (1 Sm 16); de Roboão (2 Cro 10); do profeta novo (1 Reis 13); do profeta Hananias que proferizava mentiras (Jeremias 28); de Judas que deu lugar ao diabo (Lc 6:16); de Ananias e Safira (At 5:1-5); e de todos os fariseus e saduceus que em vão trabalhavam no templo nos tempos de Jesus e no tempo dos apóstolos; dentre outros que tiveram seu trabalho rejeitado.

Devemos fugir de sermos ociosos, relaxados, obtusos, nas coisas santas. Como observado pelo Apóstolo Tiago, aqueles que prestam serviços à casa de Deus sofrerão maior juízo, pois deverão prestar contas de seus atos.

Por isso devemos reconhecer a importância da autoavaliação da nossa conduta como servos e obreiros da obra de Deus.

1- Sujeição à autoridade constituída por Cristo Jesus

Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil.”

Hebreus 13:17

Jesus Cristo era homem (1 Tm 2.5). O que diríamos nós hoje, se nos deparássemos com Jesus como os discípulos naquele tempo se depararam. Reconheceríamos nesta presente geração que Ele era Deus? Chamaríamos de Filho de Deus? O que você e eu faríamos? O seguiria ou o condenaria à morte de cruz?

Esse era um dos maiores dilemas apresentados pelo comportamento dos céticos judeus fariseus e saduceus, eles simplesmente não acreditavam em um messias humano que não os apresentasse qualquer aparência divina, digna de ser respeitada (Is 53.1-3), o profeta Isaías vaticinou que os judeus não fariam dele caso algum.

Ainda hoje esse espírito de insurreição espiritual macula a alma de muitos “pseudocrentes”, que afirmam se “submeter unicamente a Deus e não a homens”, essa é uma das sementes (ovos) da serpente do Éden (Satanás), pois aquele que viria sairia da semente da mulher, portanto seria homem.

Jesus nos disse que antes que desprezassem os discípulos e apóstolos já haviam desprezado o Filho de Deus (1 Sm 8.7; Jo 15.18). Ao negar a capacitação espiritual de alguém que foi ordenado pela imposição de mãos do ministério (1 Tm 4.14) é necessário observar-se que o que se está negando na verdade é o senhorio de Jesus Cristo homem sobre a Igreja, pois foi Ele mesmo que deu os dons ministeriais (Ef. 4.11) para o aperfeiçoamento da obra de Deus na terra.

Tudo que Ele quer do obreiro é que sirvam bem a obra do Senhor com:

1- OBEDIÊNCIA: a obediência é um subprincípio da sujeição do obreiro cristão. Se não houver a obediência não há de nenhum modo uma válida prestação de serviços diante do Pai. É o que ensina o apóstolo João em sua epístola (1 Jo 2.4), aquele que não obedece ao que foi instituído pelo Senhor Jesus não coloca o evangelho em prática, é um obreiro falastrão (Tg 1.22).

Obedecer é submeter-se à vontade de outra pessoa, é estar sob o comendo de alguém. O único critério a que estamos vinculados é que a ordem a ser obedecida deve ser bíblica, não deve constituir em atos desprovidos da finalidade espiritual da Igreja.

A título de exemplo, a todo o crente, principalmente aos obreiros, foi instituído o dever de congregar (Hb 10.24-25), é uma ordem bíblica a que todos estamos sujeitos. Se sem justificativa plausível deixarmos a congregação e os cultos quando queremos, se congregarmos do jeito que quisermos, estamos quebrando uma ordem bíblica e nos colocando debaixo da maldição da desobediência.

A obediência deve ser fiscalizada não apenas pelo pastor, mas por todos os obreiros, pois percebemos quando a vida de algum irmão não prospera por causa da desobediência. Assim devermos advertirmos uns aos outros a andar no caminho da obediência a fim de que não venhamos ver nossos irmãos pagando o preço de desviar-se da finalidade do serviço cristão.

2- SUJEIÇÃO: significa dependência, submissão, característica daquele que não se rebela, daquele que aceita passivamente o senhorio de outrem. Aquele que se sujeita, portanto, não tem vontade própria, mas está sujeito à vontade daquele a quem foi sujeito a atender as determinações.

Lembremos que o Senhor Jesus foi o maior exemplo de sujeição (Lc 22.42). Lembremos igualmente o fim daqueles que sem motivo, por razões de incredulidade e falta de fé se rebelaram contra Moisés no Deserto (Nm 16), Corá, Datã e Abirão, se recusaram se sujeitar ao líder constituído por Deus e se embrenharam em seus próprios entendimentos, em suas próprias conclusões e opiniões rebeldes, e atraíram sobre si a ira de Deus (Nm 16.28-33).

Deus não tem misericórdia de falsos obreiros autoexaltados, se não houver arrependimento a visitação do Senhor é certa. E não se iluda com o “tempo da graça”, pois esse é o tempo de maior ira para aqueles que recusam se sujeitar às ordenanças do Filho (At 5.1-5).

2- Ser discípulo

Ser discípulo também é um princípio. Ninguém pode servir ao Senhor sem primeiro ser um discípulo. Para ser discípulo devemos evidenciar comportamentos notáveis pelos quais somos sujeitos a ser julgados (Jo 13.35).

O amor cristão, principalmente pelos irmãos que estão todos os dias congregando conosco é uma demonstração do nosso verdadeiro discipulado. Por isso não há como ser obreiro sem a demonstração prática da vida de discípulo.

Muitas coisas nos impedem de ser discípulo (Pv 6.16-19):

1- A inveja: também chamado de olhos altivos, aliada íntima da soberba, achar que deve ser melhor que os outros, que merece mais do que os outros. Jesus disse que o discípulo para ser o maior deve ser o menor, não há posição inferior para o verdadeiro discípulo, pois para o discípulo que aprendeu certo todos somos iguais aos olhos do Senhor Jesus.

2- A mentira: essa é também um dos ovos da serpente que nos últimos tempos está eclodindo até mesmo no meio da Igreja. Lembremos que foi esta a razão do juízo sobre Ananias e Safira. A mentira é o contrário do que foi apresentado pela pessoa do Senhor Jesus que é a verdade personificada. Sendo impossível alguém que vive na mentira ser um verdadeiro discípulo.

3- A ira: também chamada de “mãos que derramam sangue inocente”, é a inspiração à violência, à rebelião à insurreição contra a ordem e a descência. O espírito maligno da ira quando entra no coração de um homem ou de uma mulher lhe tira qualquer capacidade de obediência ou de sujeição e o coloca em um modo de defesa, podendo proferir ameaças e palavras de ódio.

4- O coração envenenado: chamado de “coração que maquina pensamentos perversos”, sempre maquinando e colocando perversidades no coração de outras pessoas para fazer o mal, muitas das vezes até mesmo dentro da Igreja.

5- A maldade: é a essência daquilo que despreza o bom andamento das coisas de Deus. Quem nutre o espírito da maldade faz de tudo para prejudicar os outros e evitar o bom andamento das coisas que agradam a Deus.

6- A fofoca: também chamada de “falso testemunho”, se trata de repetir informações sobre fatos e pessoas não tendo visto, ouvido ou sequer compreendido a situação. A situação é tão maligna que despreza a defesa da pessoa a quem o assunto interessa, podendo destruir a reputação do irmão, sem qualquer compaixão.

7- A contenda: é o que o Senhor Deus mais abomina, aquele que se alegra com o espírito de confusão na Igreja, gosta de ver “o circo pegar fogo”, é desprovido do desejo de ver uma Igreja pacífica, amorosa, santa e bem cuidade e dirigida pelos homens e mulheres de Deus.

Ao contrário destes comportamentos, o verdadeiro discípulo mantém uma conduta e uma postura santa, seguindo a orientação bíblica se guardando de todos esses sentimentos e pensamentos rejeitados pelo Senhor nosso Deus, dando o exemplo.

3- Dar o exemplo

O que é dar o exemplo? É ser imagem e semelhança de Cristo Jesus. É buscar ser santo como Ele é.

O apóstolo Paulo resume a santidade com o termo “exemplo dos fiéis” (1 Tm.

Todo o obreiro que é ovelha mantém em si as características de um obreiro exemplar, sabe cuidar do modo como se relaciona com o seu pastor, com seus companheiros e com a Igreja em geral.

Devemos ser exemplo dos fiéis:

1- Na palavra: o verdadeiro obreiro fiel sabe manejar bem a palavra, entende que tudo o que é resolvido na vida e na igreja deve estar pautado nas verdades bíblicas e nunca deve estribar-se em seu próprio entendimento (Pv 3.5).

2- Na trato: o obreiro ovelha sabe tratar bem as pessoas, sabe escolher bem a forma de tratar os assuntos com seu pastor, com seus companheiros e companheiras de ministério, com seus filhos, sua família e todas as pessoas. Maltratar os outros é uma palavra completamente incompatível com um verdadeiro obreiro, dentro desta palavra inclui-se: retrucar, responder, revidar, bater boca, discutir, contender – são comportamentos que não existem na vida de um verdadeiro obreiro.

3- No amor: é a expressão maior do serviço cristão. Se for falar, coloque o amor na frente, se for escrever, coloque o amor na frente. Se o que você estiver sentindo não for amor, não fale, não escreva, não trate, pois o amor é o crivo da virtude cristã (1 Co 13:13).

4- No espírito: espírito com letra minúscula refere-se ao espírito humano. Conservando um espírito limpo, não contaminado com espíritos imundos, como os antes vistos: espíritos da maldade, da inveja, da contenda, da perversão. Aqui é um espírito conservado em santidade com Deus.

5- Na fé: aqui é a fé é demonstrada como referência de confiança, de esperança, de modo que contagie os demais obreiros a que continuem trabalhando e servindo ao Senhor com alegria. A falta de fé destrói o clima de uma igreja, por isso os obreiros devem manter o compromisso de manter a fé acesa em toda e qualquer circunstância.

6- Na pureza: a pureza envolve tando o corpo como os pensamentos. O verdadeiro obreiro é livre de pensamentos impuros e comportamentos inconvenientes. Sabe tratar os assuntos como convém sem se contaminar com desejos ou pensamentos infames.

Tudo isso deve ser feito voluntariamente.

4- Espírito voluntário

Mais um dos princípios de um verdadeiro obreiro é manter o espírito voluntário. Servir na casa de Deus para o verdadeiro obreiro é um grande privilégio. O verdadeiro obreiro ovelha entende que se não fosse Jesus Ele nunca teria o privilégio de entender o tamanho da honra que existe em lavar os pés dos seus irmãos.

Davi, antes de subir ao trono ele foi: desprezado pelos seus irmãos, perseguido pelo homem mais poderoso da nação, e após subir o trono se tornou um dos homens mais poderoso da antiguidade. Porém guardou a capacidade de entender de onde veio, de onde foi tirado, que foi a benignidade e bondade do Senhor que o colocou naquela posição.

Ao orar, o Rei Davi só pode pedir uma coisa, e não foi “aumenta minha renda”. Só serei rei se eu tiver meus cofres reais cheios, se eu puder comprar uma casa, um carro, mantém minhas contas em dia. Negativo!

Lembremos que Davi perdeu um grande tempo de seu reinado fugindo no ermo, no deserto, escapando por sua vida.

Tudo o que conseguia pedir ao Senhor era: “mantenha-me com um espírito voluntário” (Is 51.12). Se alguém autovaloriza o seu trabalho feito para o Senhor, é o mais miserável entre os homens. Muitos hoje em dia não querem ser obreiros voluntários e isso retira a capacidade de ser um obreiro de valor.

O Senhor abençoa, guarda e dá prosperidade (alegria, uma família abençoada, dignidade), a obreiros voluntários. É impossível que alguém que se dedica voluntariamente às coisas de Deus não ser recompensado com uma vida feliz na presença do Senhor.

Nunca deixe as ambições do mundo, que ensina que para servir devemos sempre ter algo em troca, nos retire a capacidade de sermos obreiros de verdade.

Lembremos que o preço já foi pago e nós somos incapazes de retribuir. Não é o mais sobre o que Ele faz por nós, mas o que nós podemos fazer por Ele por gratidão pela nossa salvação.

Ainda assim, para o verdadeiro obreiro que milita bem a carreira da fé Ele promete uma recompensa: a coroa da justiça (2 Tm 4.8).

5- Dedicação humilde

1 Pedro 5:1-11 é um conselho aos obreiros, ao fechar com chave de ouro a sua primeira carta dirigida aos irmãos jovens, adultos e anciãos, e a todos que servem ao Senhor a consevar a humildade.

“Aos presbíteros, que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar: Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória. Semelhantemente vós jovens, sede sujeitos aos anciãos; e sede todos sujeitos uns aos outros, e revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte; Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós. Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar; Ao qual resisti firmes na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre os vossos irmãos no mundo. E o Deus de toda a graça, que em Cristo Jesus nos chamou à sua eterna glória, depois de havemos padecido um pouco, ele mesmo vos aperfeiçoe, confirme, fortifique e estabeleça. A ele seja a glória e o poderio para todo o sempre. Amém.”

1 Pedro 5:1-11

A Dispensação do Milênio e O Juízo Final

A dispensação do milênio, também chamada de dispensação do Reino de Jesus Cristo sobre a terra será um tempo de prosperidade, paz, união entre os homens, em que mortais e imortais (Igreja transformada), reinarão com o Senhor Jesus, mostrando ao mundo o que é a justiça, o amor, a harmonia e os propósitos de Deus para a humanidade desde o princípio.

Início, duração e término da dispensação

“Mas nos dias da voz do sétimo anjo, quando tocar a sua trombeta, se cumprirá o segredo de Deus, como anunciou aos profetas, seus servos.”

Apocalipse 10:7

Esta dispensação terá, de acordo com as Escrituras Sagradas, a duração de 1.000 anos (Ef. 9,10; Ap 10.7; 11.15; 20.1-60).

É também chamada de dispensação de plenitude (completude) dos tempos, ou consumação dos séculos (literalmente: em que o tempo humano se findará).

É para esta dispensação que se destinam dos os acontecimentos humanos, é para onde convergem todos os tempos, alianças e profecias Bíblicas, que, no decorrer dos séculos, foram profetizadas pelos profetas, pelos apóstolos e pelo próprio Senhor Jesus.

Como ensinou o Pr. Severino Pedro da Silva, todas as dispensações podem ser chamadas de “Reino de Deus”, porém o milênio será um reinado glorioso e específico.

“O Reino de Deus é universal, incluindo todas as criaturas voluntariamente sujeitas à sua vontade, sejam os anjos, a Igreja, ou os santos do passado, do presente e do futuro, todas as dispensações da história humana podem ser apropriadamente chamadas dispensações do Reino de Deus.”

Propósitos da dispensação do Reino Milenar do Senhor Jesus entre os homens

A dispensação do milênio é também chamada de “a dispensação do governo divino”, visto que durante este tempo Deus estabelecerá seu governo teocrático na terra.

Por isso, esta última dispensação, que é a “juntura” do presente século e do vindouro, fornece para os estudantes da Bíblia um nítido exemplo de sobreposição das dispensações, ou seja, um “período” de transição entre uma e outra.

No livro chamado “Um Estudo do Milênio” (1982) de Millard J. Erickson, podemos observar que a chegada do milênio não será em um tempo de tranquilidade e paz como pode alguém desavisado imaginar:

“As suas fronteiras não são bem demarcadas. Assim vemos que certos prenúncios do Milênio apresentam-se pelo menos sete anos antes, servindo de introdução a este período”

Isso porque o Reino Milenar do Senhor Jesus sucederá o período da Grande Tribulação, quando, após vencer a trindade satânica (besta – dragão, – a prostituta e o falso profeta), e julgar as nações (Dn 12.11-13; Mt 25.31 e ss), será entronizado na cidade de Jerusalém e dali governará todo o mundo.

Vamos entender os propósitos e razões bíblicas para a necessidade de que Jesus venha consumar os séculos dos homens com um reinado terreno de mil anos (10 séculos).

Jesus disse: “… eis que estou convosco até a consumação dos séculos” (Mt ).

Um Reino Universal e Milenar

Apocalipse 20.4b diz “… e reinarão com Cristo durante mil anos”.

Como dito, o Milênio é a sétima e última dispensação (Is 2.2; Mt 19.28), no capítulo 20 de Apocalipse encontramos por seis vezes a expressão “mil anos”.

Será um futuro governo sobre a terra, exercido pelo “Príncipe da Paz”, na cidade de Jerusalém que será o centro de adoração para todos os povos e a Capital política e religiosa de todo o mundo (Jr 3.17; Zc 14.14-21).

Portanto, não será um governo local ou nacional, mas sim universal.

Um período de restauração para todas as coisas

Todas as coisas destruídas e corrompidas pelo poder das trevas sob o qual está o domínio do mundo serão restauradas. (1 Jo 5.19)

Mas para isso Satanás será preso e desterrado (retirado de qualquer influência sobre a terra), será detido com grande poder pelo arcanjo Miguel e lançado no abismo (Ap 20.1,2).

A interpretação deste fato deve ser feita literalmente, pois o apóstolo Paulo citou uma batalha diária e real que enfrentamos contra as influências do Diabo (Ef 6.12), não será possível um governo pleno de paz e justiça sobre os homens com o inimigo de Deus e dos homens à solta.

Em Apocalipse 20 versículo 4 diz que além da chave e corrente, haverá um “selo” posto sobre Satanás que o impedirá de qualquer movimento ou ação maléfica no Reino de Cristo.

Assim, sem as influências de Satanás (como ocorreu no Éden), as condições espirituais serão restauradas e serão favoráveis aos governados pelo Grande Rei do Universo.

Haverá o cumprimento pleno das profecias de Joel 2.28,29, quando o Espírito Santo será derramado sobre Israel e sobre todas as nações do mundo (Ez 36.25-27; Zc 12.10).

“… Porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar (Is 11.9b, Zc 8.22,23).

Será um período de prova final e não de descanso para o homem

O homem será provado em sua própria natureza, sem as influências malignas de Satanás. Será provado nas condições favoráveis, sem ter em quem colocar a culpa pelo seu erro. (At 3.21)

É a prova na melhor de suas circunstâncias, de natureza profundamente pessoal (Ez 18), visto que estará imperando a justiça, um mundo transformado, o céu aberto aos homens, Cristo na terra, e todas as nações cheias da plenitude de Deus, e ainda a lembrança dos graves juízos passados e a certeza do juízo final futuro.

Mudanças na terra durante o Reino de Cristo

A maldição do pecado será tirada: “… maldita é a terra” (Gênesis 3.17).

Durante esta dispensação será removida a maldição do pecado causada pela queda (Is 55.13). Toda a estrutura da terra, a natureza, os animais, serão profundamente modificados em razão do retorno de Cristo com glória e poder para governar.

Os grandes rios e mares impossíveis de afogar

Isaías profetizou que os rios e os mananciais surgirão até nos “cumes das montanhas” (Is 35.7; 41.8), o que revela abundância de vida e paz na natureza, até mesmo a profundidade será removida para que não haja mortes por afogamento (Is 11.15; Ap 16.12), um rio de grandes proporções atingirá uma profundidade de “5 centímetros”, haverão “espelhos d’água”, em uma extensão de 500 metros de largura (cf. Ez 47.3).

Haverá o surgimento de um grande “Rio milenar” (Ez 47.1-12; Zc 14.8). O leito deste rio será criado no momento em que Jesus tocar com seus pés sobre o monte das Oliveiras (Zc 14.4 e ss). E este rio nascerá debaixo da casa do Senhor (o Palácio do Governo Milenar), do lado direito do Santuário (Ez 47.1; Zc 14.8).

A paz entre os homens e os animais

Com o mal causado pelo pecado o reino animal sofreu alterações. O homem na dispensação da inocência podia conviver com todos os animais, sendo não só obedecido por eles, mas com eles se relacionava socialmente (não há outra explicação honesta para o contato aparentemente natural da mulher com a serpente), lembremos que não havia “linguagem” para comunicação social, que só passaria a existir, após o fato de Babel, na dispensação das relações humanas (do governo humano).

Após o pecado houve uma inversão no comportamento animal, os homens e os animais tornaram-se presa e predador entre si (Gn 9.13; Jz 14.5; Ez 14.21). Assim, o Reino Milenar levará os animais à sua condição primeira (Is 11.6 e ss).

Os homens nascerão, servirão ao Senhor e morrerão de extensa velhice

Haverão duas classes de pessoas: as mortais (que venceram a Grande Tribulação e aceitaram ao Senhor – como o povo de Israel) e as imortais (os ressuscitados e glorificados – a Igreja arrebatada), que reinará junto com o Senhor Jesus.

Os que morreram na Grande Tribulação e aqueles que sobreviveram à tribulação não participarão do reino, mas serão governados pelo Senhor Jesus e os salvos glorificados que governarão com Ele.

Porém os anos morrerão fartos de dias, assim como no princípio, alguns, a exemplo de Adão e Matusalém, chegarão próximo a um milênio de idade. Serão os dias do homem “… como os dias da árvore” (Is 65.22).

A adolescência irá até os 100 anos (Is 65.20), apenas o pecador será amaldiçoado e morrerá mais cedo (Is 65.20).

Lembre-mos que, apenas não haverá mais morte no novo céu e na nova terra (Ap 21).

Como está escrito:

“Assim diz o Senhor Jeová: Ainda por isso me pedirá a casa de Israel, que lho faça: multiplicar-lhe-ei os homens, como a um rebanho. Como rebanho santificado, como o rebanho de Jerusalém nas suas solenidades, assim as cidades desertas se encherão de famílias; e saberão que eu sou o Senhor”

Ez 36.37,38

“Assim diz o Senhor dos Exércitos: Ainda nas praças de Jerusalém habitarão velhos e velhas, levando cada um na mão o seu bordão, por causa da sua muita idade. E as ruas da cidade se encherão de meninos e meninas, que nelas brincarão”

Zc 8.4,5

A saúde dos homens será também modificada, como afirma o profeta Isaías “Morador nenhum dirá: Enfermo estou” (Is 33.24a).

Defeitos físicos serão corrigidos. “… Os olhos dos cegos serão abertos, e os ouvidos dos surdos ser abrirão. Então os coxos saltarão como cervos, e a língua dos mudos cantará…” (Is 35.5,6; Zc 13.1).

Igualmente as doenças psicossomáticas e perturbações mentais serão extintas (Is 65.23).

O Juízo Final

Chegará o tempo da consumação dos séculos. Após os 1.000 anos o Senhor Jesus devolverá o Reino ao Pai, para a segunda ressurreição, onde todos os homens e mulheres se apresentarão diante do grande trono branco para serem julgados. (Ap 20.11)

É um “trono isolado” do céu e da terra. Não aparecerão nem anjos ou quaisquer seres celestiais. Todos os olhos estarão fitos no trono e no julgamento.

O trono branco revela a pureza e a santidade do Senhor e o critério pelo qual serão julgados os homens: Justiça! Castigo! Purificação! Retribuição! É o Juízo Final!

A Palavra diz que “justiça e juízo são a base do seu trono” (Sl 97.2b)

Duas classes de seres ali estarão presentes e serão julgados perante aquele grande trono:

“… Os grandes” (os anjos caídos) – (2 Pd 2.4; Jd v 6).

“… Os pequenos” (os homens sem Deus) – (Sl 8.5; Hb 9.27).

O julgamento será individual, conforme o versículo 13 de Apocalipse 20: “… e foram julgados ‘cada um’ segundo as suas obras”.

Notadamente, aqueles que a Bíblica afirma que comparecerão diante do Trono de Deus e que os “nomes se encontram no livro da vida”, não fazem parte da Igreja, mas sim aqueles que precisam ser julgados para compor o Reino Eterno, ou seja, aqueles que morreram na Grande Tribulação e aceitaram ao Senhor Jesus e aqueles que morreram durante o Reino Milenar e foram fiéis ao Rei Jesus, e quando Satanás se rebelou pela última vez não o acompanharam.

Ainda, serão julgados ali aqueles que ouviram a pregação de Jonas e a Rainha de Sabá (Lc 11:30-32), visto que se converteram sem terem remetido seus pecados à cruz pela aspersão de sangue, farão parte do julgamento da segunda ressurreição, dentre os que rejeitaram ao Senhor, para os condenar (envergonhar).

Após o julgamento, só terão permissão para entrar na Jerusalém Celeste aquele que tiver com nome inscrito no livro da vida do Cordeiro (Ap 20.15), que é o livro que dá admissão ao mundo eterno.

Este livro contém a compaixão do Senhor, pois nEle exclusivamente está escrito o nome de ex-pecadores. Está aberto a todos, porém ainda muitos desprezam.

Será que temos nossos nomes escritos lá?

Se ainda há dúvidas, venha o mais depressa possível, pois “Ainda há lugar!” (Mt 11.28; Ap 22.17). Pois o Juízo de Deus vem, quando aquele que não for achado escrito no livro da vida, será lançado no Lago de Fogo (Ap 20.15).

Encerro nosso estudo sobre o dispensacionalismo com as saudosas palavras do grande ensinador Pr. Severino Pedro da Silva:

“O Reino dos Céus se tornará o Reino de Deus quando Cristo entregar o Reino a Deus, o Pai (1 Co 15.24,25). Por isso convém que Ele reine! Assim no toque da sétima trombeta, o Reino dos Céus, representado pelo Milênio, entrará na terra com poder e grande glória e depois do Juízo Final converter-se-á no Reino Eterno de Deus para todo o sempre”