O dom da amizade

Ao ler sobre a amizade de C.S. Lewis e J.R.R. Tolkien, fiquei intrigado, pois constatei na leitura que eles tinham poucas concordâncias. Mas quem disse que amizade é concordância em tudo?

Ao ler sobre a amizade de C.S. Lewis e J.R.R. Tolkien, fiquei intrigado, pois constatei na leitura que eles tinham poucas concordâncias. Mas quem disse que amizade é concordância em tudo?

O que está acontecendo com o conceito de amizade? Estará a amizade acabando em razão das redes sociais? O respeito teria chegado ao fim em razão da falta de contato e da troca de afeto real?

Hoje muitos estão perdendo a noção de amizade. Acham que amizade é concordar com tudo, mas não é.

Amizade é discordar com respeito, é amar o amigo mesmo que ele não pense todas as coisas como você.

Amizade é aprender a tolerar o outro do jeito que ele é.

Amizade é não ir embora, não desistir e não guardar mágoa.

O que diriam estes dois? Ambos eméritos professores da Universidade de Oxford, de um lado: C.S. Lewis era um protestante irlandês fervoroso, e do outro: Tolkien um católico romano roxo.

Eles discordavam a noite inteira, mas não conseguiam pensar em uma semana sem uma reunião para trocarem ideias contrárias, mas respeitosas.

No fim, a literatura fantástica os uniu, um pelos anéis mágicos, o outro pelo guarda-roupa que levava para outra dimensão. Um ao outro ajudou. Verdadeiros amigos.

Temos mesmo que voltar a viver a amizade de antigamente. A verdadeira amizade que nos conduz ao sucesso (felicidade e realização). Um dom de Deus.


“Essas são as melhores reuniões […] Quando colocamos nossos chinelos, nossos pés esticados em direção ao fogo da lareira; quando o mundo inteiro, e algo além do mundo, se abre para nossas mentes à medida que falamos. E ninguém reivindica ou tem qualquer responsabilidade com o outro, mas todos são pessoas livres e iguais, como se tivessem se encontrado há uma hora, ao mesmo tempo que uma afeição enternecida pelos anos nos envolve. A vida – vida natural – não possui dádiva melhor que essa para dar. Quem poderia merecer isso?”

C.S. Lewis, “amizade”, os quatro amores.

Nós, que nascemos da virada tecnológica do século XX para o século XXI, temos muito a aprender sobre a amizade. Retornar às relações de contato, de afeto, é necessário para não perdermos o sentimento mais caro: o de “humanidade”.

Esperança em meio à pandemia

De tudo o que não podemos perder a principal virtude que devemos manter é a esperança, mesmo que em meio à pandemia.

De tudo que não podemos perder a principal virtude que devemos manter é a esperança, mesmo que em meio à pandemia.

esperança pandemia

A verdade nua e crua é que estamos passando por um momento de tribulação, em que muitos estão perdendo a esperança.

“Que isso, pastor! Tribulação é coisa para quem vai ficar com o anticristo” – Amado, nós passamos por tribulações em toda a nossa vida.

Pode não ser “A Grande Tribulação” do apocalipse, mas são as tribulações do cotidiano. Jesus nos avisou sobre elas, e nos deu esperança para vencê-las ao dizer-nos que: “no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (João 16:33)

O Apóstolo Paulo nos ensina que passamos por tribulações no dia a dia, e em meio às tribulações devemos manter certos comportamentos.

E, consequentemente, o resultado final desses comportamentos é o surgimento de uma virtude chamada “Esperança”, veja:

“também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, E a paciência a experiência, e a experiência a esperança. E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.” Romanos 5:3-5

“Misericórdia, Pastor Rafael! Como assim se gloriar na tribulação!” – Querido, se você tem esperança no Senhor Jesus você supera qualquer coisa.

A prova viva de que somos verdadeiros discípulos do Mestre Amado é demonstrarmos estes comportamentos apontados pelo Apóstolo Paulo, no meio das tribulações.

Sobretudo a esperança deve reinar em nossos corações. Sendo uma das três virtudes principais (ou cardeais) apontadas pelo Apóstolo Paulo em I Coríntios 13:13, ela é a razão de estarmos vivos, pois nossa esperança é andar com Jesus, viver no Espírito, pois Deus cuida daqueles que são seus (Salmos 145:20).

Quero deixar um simples trecho do livro de Charles Swindoll que estou lendo nesta pandemia “O Poder da Esperança”. Também quero resenhá-lo aqui no blog durante os dias que seguirão, para que eu possa compartilhar com todos um pouco desta virtude, aprendendo e crescendo na esperança no Senhor Jesus.

“Quando estamos presos em um túnel de miséria, a esperança aponta para a luz no final dele.

“Quando trabalhamos demais e estamos exaustos, a esperança renova nossa energia.

“Quando estamos desanimados, a esperança eleva nosso espírito.

“Quando estamos tentados a desistir, a esperança nos faz continuar.

“Quando perdemos o rumo e a confusão deixa nosso destino embaçado, a esperança diminui o pânico.

“Quando sofremos com uma doença incapacitante ou com uma enfermidade duradoura, a esperança nos ajuda a perseverar apesar da dor.

“Quando tememos o pior, a esperança nos faz lembrar de que Deus ainda está no controle.

“Quando temos de suportar as consequências das más decisões, a esperança dá combustível à nossa recuperação.

“Quando nos encontramos desempregados, a esperança nos diz que ainda temos futuro.

“Quando somos forçados a sentar e a esperar, a esperança nos dá paciência para confiarmos.

“Quando nos sentimos rejeitados e abandonados, a esperança nos faz lembrar de que não estamos sozinhos… Nós conseguiremos!

“Quando damos o último adeus a alguém que amamos, a esperança na vida além [da morte] nos ajuda a vencer nosso sofrimento”

Charles Swindoll – O Poder da Esperança

Se quiser ler este maravilhoso livro junto comigo e trocarmos pensamentos e fortalecimento mútuo nesses dias difíceis, o livro está disponível na amazon.com no link abaixo:

Mantenham a esperança viva.

Deus os abençoe!

Escravidão e tempos bíblicos

Não há qualquer responsabilidade em comparar o CRIME da escravidão dos séculos XV – XIX, com a servidão dos tempos bíblicos. Fazer isso é uma ignorância sem tamanho.

Explico: não havia moeda nos tempos bíblicos anteriores ao domínio assírio e babilônico. Tudo era comercializado pelo escambo e permuta (troca e bens e terras).

Aquele que se endividava, para quitar suas dívidas vendia o seu trabalho por determinado tempo.

Muitos grandes homens, por tal razão se tornaram servos, pois era o costume daquele que não tinha como pagar com bens seu alimento e sua vestimenta. Pagava com um período de trabalho e poderia constituir família, e viver de parte do que plantava e trabalhava (tinha salário).

Jacó (próprio filho de Abraão pai dos judeus) se tornou servo de seu próprio tio por 14 anos. José do Egito (filho de Jacó) se tornou servo durante anos no Egito mas teve estudo, educação e se tornou Governador do Egito.

Deus mesmo mandou aos israelitas em Êxodo 21, que não poderia haver servos pagando dívidas por mais de 6 anos. Depois deste tempo seria considerado abuso, deveriam ser libertos.

Não tem nada a ver a cultura bíblica com a cultura CRIMINOSA do século XV a XIX, que colocou a cor da pele como sinônimo de escravo.

Quando o próprio termo escravo surge em uma localidade de conquista e coisificação de pessoas brancas (eslavos – do inglês slave).

Falando em cor da pele, a coisa mais linda do mundo foi o que aconteceu durante a crucificação.

Um homem negro de Cirene na África, estava em Jerusalém na Páscoa e estava no caminho do Gólgota vendo Jesus apanhando e carregando a cruz.

Os soldados romanos obrigaram este homem negro, Simão de Cirene, a ajudar Jesus a carregar sua cruz.

É uma passagem linda e marcante, que mostra a reconciliação e a igualdade de todos homens, que todos nós somos participantes do sofrimento e da glorificação de Cristo Jesus.

Uma grande lição moral para os diabólicos escravocratas. Todos estamos em Cristo e ele está em todos nós.

Leia: Escravidão de Laurentino Gomes.

NOITE DE UNÇÃO na IEADMS Vila Fátima – Setor 4

O coronavírus (covid-19), é mais um dos juízos profetizados por Cristo Jesus, e que está parando o mundo inteiro. Mas como Igreja não podemos desanimar diante das aflições e dificuldades, temos que colocar nossa fé no Senhor (Sl 46).

Não existe juízo que não decorra da direção ou permissão de Deus (vontade diretiva ou permissiva), para fazer o seu povo orar mais, meditar na Palavra, interceder e buscar santificar-se cada vez mais (II Cr. 7:13-14).

Os juízos de Deus são mais graves no tempo da graça, visto que a Palavra está disponível, mas os homens (a sociedade) insiste em rejeitar andar nas boas obras do Filho de Deus (Mt 24).

Fomos ungidos (separados, santificados) pelo Senhor, por seu Santo Espírito, para sermos um povo que clama pela proteção de Deus (II Co. 1.21-22). Apenas nEle pode estar nossa esperança e confiança. (Sl 121.1-2)

Que haja compromisso com o Senhor nesse momento! Que a Igreja seja Igreja, sem mistura com entendimentos e “ideologias políticas” humanas que para Deus são loucura (Ec. 2.12-13). Mas em compromisso com a verdade, a ÚNICA VERDADE, que é a Palavra de Deus! (Jr 15.16).

Deus provou o povo de Israel, que foi massacrado, destruído e levado ao cativeiro, mas tinha um propósito, santificá-lo no cativeiro para que valorizasse a LEI DE DEUS, e colocasse a esperança unicamente em DEUS, aprendendo a não se ajoelhar aos poderes deste mundo! (Dn 3.14-17).

Somente o SENHOR pode nos guardar e nos livrar! Se Deus não guardar, o homem nada pode fazer! (Sl 127.1).

Por isso, nossa esperança está no SENHOR, e quem é filho confia no PAI, porque Ele cuida e é o único que pode nos livrar de todo mal que sobrevém ao mundo! (João 17.15-17).

Sobre o carnaval gospel

Será que temos o direito de criticar e expor nossos irmãos diante da sociedade? – O que diriam os pioneiros da Assembleia de Deus?

Bloco de carnaval gospel

Sempre que eu vejo alguma coisa diferente entre os crentes, sou sincero, meus dedos coçam para fazer comentários nas redes sociais.

Mas daí o Espírito Santo fala comigo: “se a minha Palavra não é o suficiente para crerem, porque a sua seria?” – então me calo.

Busco então algum conforto na Palavra de Deus e na vida dos pioneiros.

Fico imaginando o que eles diriam, o que eles fariam.

E voltando ao estudo de nossos pastores pioneiros Deus me mostra que eles passaram pelos mesmos conflitos internos.

Gunnar Vingren, no ano de 1920, foi a uma igreja em São Paulo onde viu coisas que ele não identificou na Bíblia e o desagradaram muito.

Mas em vez de criticar seus irmãos perante a sociedade teve um conforto especial de Deus, e escreveu em seu diário:

“Deus e o Espírito Santo me fizeram prometer que eu nunca falaria mal de seus filhos. Eu disse a Deus que por minha força eu não podia cumprir aquela promessa, mas se Ele me desse forças eu cumpriria. Depois a alegria do Espírito Santo veio sobre mim. Aleluia!” (Diário do Pioneiro, pag. 116, CPAD)

Isso é uma lição para nós.

Não critiquemos nossos irmãos na fé!

Oremos por Eles porque Deus não nos dá esse direito de expor sua noiva diante da sociedade.

A Palavra já é suficiente.

A igreja e a ética da responsabilidade social

A igreja, biblicamente falando, tem uma responsabilidade perante a sociedade, que se inicia pelo amor ao próximo e pela fé em Deus, sendo manifestada através das boas obras, conforme pontilhou o apóstolo Tiago: “A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e guardar-se da corrupção do mundo” (Tg. 1.27).

Neste versículo observamos o compromisso social da igreja, que é fruto do amor de Deus derramado pelo Espírito Santo em nossos corações. Assim como Jesus se interessou e se comoveu em razão das mazelas sociais, a igreja e o ministério (serviço dado por Deus aos crentes), não podem agir diferentemente.

A responsabilidade social consiste em visitar os órfãos, as viúvas, fazer doações, ajudar os carentes, amar os desafortunados, chorar com os que choram, proclamar libertação espiritual aos cativos, fundar instituições sociais e educacionais, que realmente trabalhem com transparência e seriedade.

A igreja contemporânea vem sendo bombardeada pelo comodismo, onde muitos crentes estão com medo de trabalhar, avançar, crescer, marchar e conquistar os propósitos de Deus para o seu povo e para a humanidade. A ação social da igreja reflete o tamanho da fé e o brilho de nossa espiritualidade em Cristo Jesus.

A ética e a responsabilidade social foram vislumbradas por Jesus: “… porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e estando enfermo e na prisão não me visitastes” (Mateus 25.42,43).

Cuidar daqueles que necessitam de nossa ajuda é uma atitude cristã e abençoadora. Que Deus nos desperte a fazer o bem, sem distinção de classe e etnia, afinal, a igreja foi chamada para ser SAL DA TERRA e LUZ DO MUNDO.

Dois meses do cumprimento do chamado

Já estamos há dois meses na Congregação de Vila Fátima, setor 4 de São Vicente/SP. Muitas coisas o Senhor Jesus tem feito em nossas vidas neste lugar.

Já pudemos presenciar vidas restauradas, casamentos reerguidos, conversões, curas e milagres. Isto só nos revela que os propósitos de Cristo Jesus estão sendo cumpridos em nossas vidas.

Ser Pastor é se doar pela saúde espiritual da igreja. É renunciar aos interesses próprios em prol do crescimento do Reino de Deus.

Estamos trabalhando pelo melhor das pessoas, para que por meio da fé aquele que está fraco possa perceber o que Deus quer de cada um.

Estou presenciando muitos jovens, frutos do evangelismo que todas as quintas-feiras fazemos pelo bairro, que se converteram e estavam sem perspectiva, sem emprego e dinheiro, agora vendo Deus abrir as portas.

Como sempre digo, nós somos libertos para libertar. E é isso que vamos fazer durante todo este tempo que Deus tem preparado para ficarmos aqui nesta congregação.

Obviamente que este trabalho não se faz sozinho. Por isso é importante fazer menção dos companheiros que o Senhor Jesus levantou nesta congregação, que realmente são atalaias neste lugar.

Faço menção dos companheiros Pb. João, Pb. Alexandre, Pb Leonardo, Pb Maicon, Pb Roberto, Pb Fernando, Pb Ivan, Pb Marcos, Ev Carlos. Todos obreiros de valor que estão nos auxiliando nos trabalhos.

E, principalmente, faço menção da minha esposa Natalia. Sem o apoio, o amor, a dedicação e o companheirismo dela, meu chamado não seria possível.

Por fim, para encerrar esta primeira publicação que faço da meu dia a dia no pastorado, faço menção e agradecimento ao Apóstolo Pr. Paulo Alves Corrêa, líder da Igreja e Ministério das Assembleias de Deus de Santos, que nos enviou para este lugar e, pelo Espírito Santo, tem cuidado de todos nós.