Por que tantos crentes são facilmente enganados pelo sistema político mundial?

O primeiro passo para o “príncipe deste mundo” enganar a muitos, até mesmo os escolhidos de Deus, como profetizou o Senhor Jesus (Mt 24.4-5), é transformar pouco a pouco o sistema político em uma “grande religião”, arrastando as pessoas ao fanatismo político-religioso.

Fanatismo sempre é um comportamento equivocado, ainda que se ponha todo o empenho nas coisas de Deus, nem Ele se agrada de que façamos as coisas fanaticamente, sem raciocinar, sem pensar, sem criticar nossos próprios comportamentos. A autocrítica da nossa relação espiritual com Deus é um dever (Rm 12.1-2).

Atualmente há no sistema político global uma tendência a não pensar racionalmente, mas a colocar as emoções, os sentimentos, acima da razão para defender políticas e políticos que estão ensinando a prática do “não pensar”, e estão colocando até mesmo os filhos da luz em erro, como já havia alertado o nosso Senhor Jesus, que muitos viriam dizendo que seriam de “Cristo”, mas são mentirosos (Mt 24.4-5).

O sistema político é facilmente engendrado pelo diabo, pois ele é chamado de “príncipe deste mundo” e “deus deste século” (João 14.30; 2 Co 4.4), e desde o princípio é enganador e sabe seduzir os interesses dos homens para a prática da maldade, do desamor, do desprezo à vida do próximo.

Foi a força dos poderes malignos do sistema mundano que levou Jesus à crucificação: o sistema religioso judaico extremista (fariseus e saduceus), o governo local corrompido (herodiano), o povo alienado pelo sistema que gritou “crucifica-o”, e o poder político mundial representado por Roma, pela aplicação da pena romana da morte de cruz pela ordem do governador Pôncio Pilatos.

Mas como isso tudo acontece:

Satanás apresenta seu sistema mundano como se fosse a verdadeira religião

O primeiro passo para enganar a muitos, até mesmo os escolhidos de Deus, como profetizou o Senhor Jesus, é transformar pouco a pouco o sistema político em uma “grande religião”, arrastando as pessoas ao fanatismo político-religioso.

Não é por acaso que muitos estão sendo atraídos fanaticamente para a discussão política, chegando a lhes interessar mais do que ir à igreja, orar ou estudar a Bíblia.

Isso acontece por meio da grande influência exercida por homens em evidência, falsos apóstolos, que o Apóstolo Paulo chama de “obreiros fraudulentos”, que por estarem no palco da fama diante dos crentes, utilizam-se da influência para seus próprios interesses, e por esses desejos são usados para fazer a vontade de Satanás. (2 Co 11.13)

Mas não é motivo para se espantar, alertou o Apóstolo Paulo, pois assim é a prática do inimigo das nossas almas, ele vem sobre aquilo que aparenta ser normal, ser da parte do Senhor. Na verdade, estão transfigurados de homens de Deus, mas não são. Pois até Satanás se transfigura em “anjo de luz” (2 Co 11.14).

Assim, tal religião misturada com o sistema político é mostrada aos crentes sob o sutil disfarce da religiosidade que “aceita” a Deus e a seu Filho Jesus, mas que, na realidade, se opõe à verdade e, se necessário, persegue abertamente os crentes, basta que os crentes os corrija conforme a Palavra, e acontecerá como os profetas do antigo testamento, mortos pelo sistema (Lucas 13:34).

O engano exercido por este sistema político-religioso faz os cristãos pensarem que não há perigo em se aderir ao sistema mundial, ou os leva a se assustarem diante das perseguições, sendo isso também uma arma de controle, o terrorismo argumentativo de que: “estão massacrando a igreja, querem acabar com a igreja, se vocês não aderirem ao sistema, a igreja acabará”.

Mas não se abale, porque Deus olha para tudo isso e se ri, pois tudo isso foi profetizado por Jesus, o mundo terá seu fim com uma guerra político-religiosa, conforme revelado em Apocalipse 20.7-10, estando Deus no controle de todas as coisas, conforme Salmos 2.1-4:

“Por que se amotinam os gentios, e os povos imaginam coisas vãs? Os reis da terra se levantam e os governos consultam juntamente contra o Senhor e contra o seu ungido, dizendo: Rompamos as suas ataduras, e sacudamos de nós as suas cordas. Aquele que habita nos céus se rirá; o Senhor zombará deles.” Salmos 2:1-4

Mas diante de tudo isso, o que fazer como cristãos vigilantes?

A consciência de que não fazemos parte deste mundo

Deve estar sempre presente em nossos corações e em nossas mentes a consciência de que não fazemos parte deste mundo, não podemos servir a dois senhores (Mt 6.24), nosso compromisso é fazer a vontade de Deus na pregação do evangelho e conservar a nossa esperança.

Jesus foi rejeitado pelo sistema político-religioso deste mundo, porque não era deste mundo (Jo 17.16). E assim como Ele não fazia parte em consciência de espírito, nós também não devemos fazer. A consciência deve estar desligada de depender das situações e circunstâncias políticas que nos cercam, essa foi a liberdade que Cristo nos deu.

Isso não quer dizer que não podemos trabalhar, orar, e manter a paz com os poderes políticos (Rm 13:1-3; 1 Tm 2.1-2).

Se trata de mantermos a “consciência” de que não fazemos parte do mundo, não agir como fanáticos, como se amássemos o mundo que será destruído pelo Senhor, pois quem ama o mundo não ama a Deus (1 Jo 2.15-16).

Podemos trabalhar com política, podemos fazer o bem, mas não podemos ter a consciência escravizada ao mundo, pois nossa missão não é politizar o mundo com a religião, mas levar a Jesus Cristo, que foi rejeitado pelos poderes mundanos, ao coração dos humildes que livremente o aceitarem, que precisam da libertação do cativeiro deste mundo.

Assim, devido a natureza do sistema implantado por Satanás, com sua perversa e implacável oposição ao Reino de Deus, é imprescindível que os cristãos se conscientizem de que não fazem parte do mundo.

Deus nos chamou para representarmos a Jesus Cristo no meio de uma sociedade pecadora. O sistema é, ao mesmo tempo, o inimigo e o campo missionário, por isso devemos manter a consciência e a racionalidade para pensarmos claramente nos mandamentos do Senhor para cumprirmos com exatidão a missão que nos foi proposta, para que sejamos a diferença no meio de uma geração corrompida.

O mundo está levando as pessoas a discutirem, a se odiarem, a contenderam em redes sociais, nas ruas, até mesmo dentro das igrejas, esse é o propósito de Satanás, mas se nós abrirmos os ouvidos espirituais para a vontade de Deus, saberemos bem o que devemos fazer.

“Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas; Para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis, no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo; Retendo a palavra da vida, para que no dia de Cristo possa gloriar-me de não ter corrido nem trabalhado em vão.” Filipenses 2:14-16

Ser conservador é ser de direita?

Ser conservador nos costumes não implica em estar no espectro político à direita ou à esquerda, visto que tais posicionamentos estão mais ligados a aspectos políticos e econômicos do que a costumes individuais e coletivos sociais, culturais e religiosos.

Isso quer dizer que, independente da própria cultura, religião e construção social, temos razões políticas e econômicas que não se referem a costumes, que podem nos colocar tanto à direita como à esquerda.

Não necessariamente ser conservador nos costumes implica em ser ideologicamente de direita ou de esquerda.

Ser conservador nos costumes não implica em estar no espectro político à direita ou à esquerda, visto que tais posicionamentos estão mais ligados a aspectos políticos e econômicos do que a costumes individuais e coletivos sociais, culturais e religiosos.

Isso quer dizer que, independente da própria cultura, religião e construção social, temos razões políticas e econômicas que não se referem a costumes, que podem nos colocar tanto à direita como à esquerda.

Sejamos mais claros:

Eu posso ter minhas questões sociais, como meu trabalho, educação e minha saúde, minha religião evangélica, gostar de cinema e de arte (dimensão cultural), ser completamente contra o casamento homossexual por questões religiosas e sociais (conservador nos costumes) e ainda assim não ser de direita em razão dos aspectos econômicos e políticos não serem do meu agrado.

Para entender bem isto, devemos verificar como referida divisão ideológica (esquerda x direita) se originou e como percebemos que ser de direita não tem completamente nada a ver com ser conservador nos costumes, que é dever de todo cristão, seja de esquerda ou de direita.

A atual acepção da palavra “ideologia” foi criada pelo filósofo francês Destutt de Tracy, no final do século XVIII, na época da Revolução Francesa, que abalou o cenário político global dando o passo inicial para a participação popular no governo, a partir do brocardo “liberdade, igualdade e fraternidade”.

O objetivo era que a participação popular na política se desenvolvesse através da troca de ideias (ciência das ideias) acerca de como o governo deveria se comportar em relação ao seu povo, provendo as suas necessidades.

Se nota, portanto, que a ideologia nasce como uma discussão de política econômica e não de costumes individuais, como a famigerada ideologia de gênero e o homossexualismo, são discutidas erroneamente como ideologias nos dias atuais. Isso porque a Europa daquela época era eminentemente cristã, não havendo qualquer possibilidade de discussão política sobre comportamentos pecaminosos.

Infelizmente aquele período tornou-se um dos mais sangrentos da história moderna da Europa. Em vez da liberdade de expressão das ideias servir para unir as pessoas em seus ideais, acabou por dividi-las na intransigência causada pela sede poder político da parte burguesa (partidários do rei deposto) e da parte dos revolucionários que almejavam um governo popular.

Em razão de tais divergências, o parlamento recém-criado na França (Assembleia Nacional), após a revolução, acabou por dividir-se entre os partidários do rei (à direita) e os simpatizantes da revolução (à esquerda).

Isso não aconteceu por convicções filosóficas ou sociais em primeiro momento. O efeito prático no âmbito da Assembleia Nacional, pois um grupo ousava divergir com o outro. Os leais ao rei, que queriam que as coisas ficassem como estavam (conservadores), ficaram sentados à direita do parlamento, enquanto aqueles que não aceitavam mais a exploração do povo e exigiam uma nova forma de governo livre (liberais) sentaram-se à esquerda.

A imprensa da época ao tratar dos dois grupos passou a chamá-los simplesmente de “direita” e “esquerda”, para o aperfeiçoamento de compreensão quando estavam a tratar dos partidários do rei ou do governo popular.

Tendo referido comportamento se repetido às vésperas da promulgação da Constituição Francesa de 1791, o modelo de representação pelos assentos continuou, tendo anos depois sido adotados pelos partidos políticos, formando diversos blocos “esquerda republicana”, “centro-direita”, “centro-esquerda”, “extrema-esquerda”, “extrema-direita”, dentre outros, passando os termos a serem associados a ideologias políticas específicas, sendo usados para descrever crenças políticas dos cidadãos.

O que me parece intrigante é que após este período as posições e crenças entre “esquerda” e “direita” foram sendo modificadas.

No início do século XX na França, “direita” não eram mais os políticos que defendiam o rei (até porque o presidencialismo e a democracia já estavam firmes), mas passou a representar aqueles que apoiavam a constituição e o governo popular, e a “esquerda” passou a representar aqueles que, apesar de apoiar a constituição e o modelo republicano apoiavam mudanças radicais no sistema de governo. Daí que, atualmente na França a “esquerda” tem sido chamada de “o partido do movimento” e a direita de “o partido da ordem”.

Com referido resumo histórico do surgimento e desenvolvimento das ideologias políticas, vejo que a união das duas tem sido imprescindível, sob a ótica social, para que as pessoas escolhessem de forma sadia, no momento em que viviam, o melhor partido e crença a ser colocada no poder político da nação, pois as necessidades políticas e sociais vão se transformando no transcorrer dos anos.

Nota-se, também, que as ideologias não são hermeticamente fechadas, já concluídas, com posições absolutas e bem definidas, antes, foram mudando e continuam a mudar com o passar do tempo.  

Nada obstante a tudo isso, infelizmente, a questão político-ideológica não tem sido discutida de forma sadia, com o olhar apenas social e econômico, mas está sendo discutida nos extremos, a ponto de excluir as pessoas, estragar amizades e até mesmo destruir famílias.

E com isso, de forma maligna e completamente desagregadora, ingressou no seio da Igreja de forma a contaminar a mente de jovens, adultos, idosos, sejam membros sejam obreiros da casa de Deus.

Um conceito que, como veremos, foi formado por anos de construções mentais humanas, ou seja, raciocínios falhos, voltado, na maioria das vezes, para a maldade, ganância e ao poder, hoje quer arrebatar a mentalidade dos salvos e remidos pelo sangue de Jesus, fazendo-os, por vezes, perder o foco e o tempo de suas vidas em discussões que ao longo da história de nada serviram a não ser para gerar mais dúvida e confusão no coração humano e no seio da sociedade.

Então a conclusão é a seguinte: todos nós, salvos no Senhor Jesus Cristo, somos conservadores nos costumes (quanto à pureza sexual, relacionamento apenas entre homem e mulher, e a favor da família tradicional, biblicamente constituída). Contudo, podemos ser de esquerda ou de direita nas demais questões políticas, sociais e econômicas, isso dependendo da consciência de cada um, pelo que entende ser melhor para a população de nosso país.

A nomeação de Eduardo Bolsonaro para embaixador nos EUA é prática de nepotismo, segundo o STF

O fato da nomeação de um parente para o cargo diplomático de embaixador é inédito no Brasil, sendo inevitável que esta questão passe pela análise do Supremo Tribunal Federal, caso se concretize.

O fato da nomeação de um parente para o cargo diplomático de embaixador é inédito no Brasil, sendo inevitável que esta questão passe pela análise do Supremo Tribunal Federal, caso se concretize.

O STF tem entendimento que orienta que esta hipótese da nomeação de Eduardo Bolsonaro seja prática de nepotismo, proibida pela Súmula Vinculante nº 13, do STF.

Primeiramente vejamos o que diz a Súmula Vinculante nº 13 do STF:

A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal.” grifei

A primeira questão que se coloca no caso da nomeação do filho do presidente da República Jair Bolsonaro é se o cargo de embaixador tem natureza política ou de agente administrativo (cargo em comissão ou confiança que não seja de natureza superior na estrutura do órgão), ou se seria, até mesmo, uma terceira natureza de representante de Estado e não de Governo.

Isso porque, apenas os cargos de natureza política (ou de Governo), – que é o caso de Ministros de Estado e Secretários estaduais e municipais, – podem ser ocupados por parentes da autoridade nomeante, visto que são cargos que exigem alto grau de confiança, que representam a pessoa do mandatário (presidente, governador ou prefeito). Mas não é por causa disso que a nomeação para cargo político não tenha critérios e possa ser feita de qualquer maneira.

Há diversos precedentes do STF autorizando a ocupação de cargos políticos por parentes da autoridade nomeante, dentre os quais: A Reclamação Constitucional nº 22.339, na qual o Supremo Tribunal Federal reformou decisão que condenou por improbidade prefeita do município de Pilar do Sul (SP) que nomeou marido para secretaria municipal, ou seja, o STF permitiu que o marido da prefeita fosse nomeado secretário, pois se trata de cargo político, mas pontuou os critérios a serem observados nestes casos.

Naquele caso, os critérios da nomeação do parente da prefeita foram avaliados com base no entendimento do Ministro Celso de Mello, decano da Corte, -onde se encontra a nossa resposta para a questão que se coloca: se a nomeação de Eduardo Bolsonaro é ou não nepotismo.

Segundo o Ministro Celso de Mello:

A jurisprudência do STF tem afastado a incidência da SV 13 nos casos que envolvem a investidura de cônjuges ou a nomeação de parentes em cargos públicos de natureza política, como ministro de Estado ou de secretário estadual ou municipal, desde que não se configurem hipóteses de fraude à lei ou no caso de ausência evidente de qualificação técnica ou de idoneidade moral para o desempenho da função pública” grifei

Com este parecer, o Ministro decano nos deu alguns requisitos para avaliarmos se a nomeação de Eduardo Bolsonaro é ou não é nepotismo: (a) é cargo político? (presumamos aqui que seja, sendo possível a nomeação); (b) a nomeação de alguma forma frauda a legislação vigente? Não frauda a lei, então é possível a nomeação; (c) o nomeado tem a qualificação técnica para o cargo? Não, então não é possível a nomeação; (d) o nomeado tem idoneidade moral? Sim, porque não há ciência de cometimento de crimes ou atos que o deslegitimem pessoalmente.

O entendimento pautado nos referidos requisitos para a (des)caracterização da prática de nepotismo continuam sendo aplicados, como se observa de recente julgado de relatoria do eminente Ministro Roberto Barroso:

“Ementa: Medida Cautelar em reclamação. Direito administrativo. Súmula vinculante 13. cargos políticos. 1. O Supremo Tribunal Federal tem afirmado a inaplicabilidade da vedação ao nepotismo ao provimento de cargos políticos, ressalvados os casos de inequívoca falta de razoabilidade, por ausência de manifesta qualificação técnica ou inidoneidade moral. Precedentes. 2. Medida liminar deferida. 1. Trata-se de reclamação, com pedido liminar, ajuizada em face de decisão judicial que, deferindo medida cautelar em ação civil pública por ato de improbidade administrativa, determinou o afastamento de nomeados para cargos de Secretário do Município de João Dourado/BA, em razão da suposta prática de nepotismo.” (STF MC Rcl 32659 BA, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe-265 11.12.2017, julg. 06.12.2018) grifei

Portanto, a nomeação de Eduardo Bolsonaro para o cargo de embaixador em Washington D.C. configura nepotismo, proibido pela Súmula Vinculante nº 13, do STF, porque fere o terceiro requisito abalizado pelo Ministro Celso de Mello, pois o nomeado não possui qualificação técnica para o cargo, sendo a nomeação apenas por afinidade pessoal, ignorando a importância do desenvolvimento da função do cargo para o interesse da sociedade.

Isso porque, vimos nesta semana que o nomeado nem ao menos sabe falar bem o inglês, errando palavras simples, como podemos ver no vídeo dos profissionais da língua inglesa Universidade do Inglês. Pior, nunca estudou Relações Internacionais ou prestou quaisquer serviços diplomáticos, e desconhece as relações entre Estados soberanos, não possuindo o currículo necessário para ocupar o cargo.

A única experiência que o potencial nomeado alega é ter exercido emprego temporário fazendo hambúrgueres nos Estados Unidos. Esta declaração é inacreditável e desdenha do serviço diplomático brasileiro, que deve prezar pelo conhecimento técnico da relação entre países para onde são comissionados.

Conclui-se, portanto, que, faltando-lhe evidente qualificação técnica para o cargo, a nomeação de Eduardo Bolsonaro, pelo seu pai, presidente Jair Bolsonaro, configura explícito ato de nepotismo, ferindo a Súmula 13 do Supremo Tribunal Federal, violando o texto constitucional brasileiro.

Jesus não tentou obrigar as pessoas a crer nele

Nesta terceira parte da resenha do primeiro capítulo do livro “Política Segundo a Bíblia” de Wayne Grudem, discorrerei brevemente sobre esta afirmativa simples que está dentro da visão equivocada de alguns crentes que afirmam que “o governo deve impor a religião”.

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Nesta terceira parte da resenha do primeiro capítulo do livro “Política Segundo a Bíblia” de Wayne Grudem, discorrerei brevemente sobre esta afirmativa simples que está dentro da visão equivocada de alguns crentes que afirmam que “o governo deve impor a religião”.

Segundo Grudem, o ensinamento de Jesus é completamente oposto à visão de “obrigar” que as pessoas o sigam. Visto que, em uma passagem peculiar o Mestre repudiou imediatamente uma vontade estranha que nasceu no coração de dois de seus discípulos de simplesmente matar quem não aceitava o caminho proposto por Cristo.

“E enviou mensageiros à sua frente; estes foram e entraram num povoado de samaritanos para lhe preparar pousada. Mas os samaritanos não o receberam, pois viajava para Jerusalém. Quando viram isso, os discípulos Tiago e João disseram: Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para os consumir?” (Lc 9.52-54)

De maneira completamente equivocada, os discípulos estavam pensando que a ameaça de morte, ou de qualquer outro tipo de mal, seria suficiente para conseguir fazer com que as pessoas aceitassem facilmente a pessoa de Jesus e, assim, o evangelho pregado não teria resistências.

O recado que seria dado a toda população, não só de Samaria, mas de todo o território de Israel, seria no sentido de que aqueles que não aceitassem Jesus quando este chegasse até eles, poderiam ser consumidos por labaredas de fogo. Pronto! Haviam construído um método fácil e rápido de coação para se impor a religião perante a população local.

Segundo Grudem, referida tentativa de construir um caminho alternativo ao amor e à liberdade pessoal de crer em Jesus e segui-lo voluntariamente de corpo, alma e entendimento, saiu totalmente pela culatra, pois esta posição radical é totalmente oposta ao ensino de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

“Jesus, porém, rejeitou categoricamente essa sugestão. O versículo seguinte diz: ‘Ele, porém, voltando-se, repreendeu-os’ (Lc 9.55). Jesus recusou de modo claro qualquer tentativa de obrigar as pessoas a segui-lo ou crer nele” (Política Segundo a Bíblia, Ed. Vida Nova, pg. 30)

Qualquer tentativa de imposição da fé Cristã a indivíduos que essencialmente não querem (a não ser que sejam genuinamente convencidos pelo poder do Espírito Santo), é completamente contrária ao verdadeiro evangelho, pois gera um caminho diverso, ou seja, uma completa ruptura entre o verdadeiro ensino que “propõe”, com o ensino errado e sem o apoio de Cristo, que “impõe” – gerando uma verdadeira “Seita”.

O ultimato da resposta de Jesus aos discípulos que estavam pretendendo impor a fé pela coação violenta, foi sublime e denota que sem liberdade não existe evangelho genuíno:

“Voltando-se, porém, repreendeu-os, e disse: Vós não sabeis de que espírito sois. Porque o Filho do homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las. E foram para outra aldeia” (Lc 9.55-56)

Jesus foi enfático em dizer que os discípulos não faziam ideia de onde estavam vindo aqueles pensamentos maléficos de convencer as pessoas pela violência e pela destruição de suas vidas – disse que não sabiam “de que espírito sois”, ou seja, Jesus afirmou que os discípulos estavam sendo influenciados por um “espírito estranho”, uma influência que, certamente, não vinha do Mestre.

Isso nos revela que a imposição do cristianismo não é um ato que vem de Deus, mas de uma influência maligna para provocar discórdias, mortes, guerras e perdimento de almas que devem ser salvas pelo Evangelho da Paz (Rm 10:15).

Dito isso, fica a conclusão de que a Igreja deve respeitar a liberdade dos não crentes de não serem obrigados a ser cristãos e de andarem segundo os seus caminhos perante os homens até que sejam genuinamente convencidos do pecado, da justiça e do juízo. A nós nos resta exercer grande influência em favor do bem, do correto, do caminho da Salvação, por meio da pregação do evangelho com amor e liberdade, porque não há como impor a fé autêntica, sendo este o tema do próximo post desta resenha.

Até lá.

Jesus fez distinção entre o reino de Deus e o de César

Continuo minha resenha sobre o primeiro capítulo do Livro “Política Segundo a Bíblia” de Wayne Grudem, acerca da primeira visão equivocada a respeito de cristianismo e governo, que se trata do pensamento erroneamente difundido de que “o governo secular deve impor a religião”.

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Continuo minha resenha sobre o primeiro capítulo do Livro “Política Segundo a Bíblia” de Wayne Grudem, acerca da primeira visão equivocada a respeito de cristianismo e governo, que se trata do pensamento erroneamente difundido de que “o governo secular deve impor a religião” (clique para ler meu primeiro texto).

Grudem, depois de explanar o erro de tal pensamento na história do cristianismo, começa a apontar biblicamente os erros nos quais incorrem aqueles que pensam que a religião cristã deve ser imposta à sociedade através do governo secular.

O primeiro ponto bíblico em que esta visão (de que o governo deve impor a religião) tropeça é no fato de que “Jesus fez distinção entre o reino de Deus e o de César”. Os fariseus, oponentes judeus às doutrinas de Jesus, buscaram apanhá-lo por meio de uma pergunta capciosa: “É correto pagar tributo a César, ou não?” (Mt 22.17).

Foi uma pergunta capciosa porque qualquer resposta dada pelo “sim” ou pelo “não”, poderia comprometer a doutrina anunciada por Jesus. Se a resposta fosse “sim” nosso Senhor arriscaria dar apoio ao governo de Roma que era odiado pelos judeus. Caso dissesse que “não” mostraria que era um revolucionário, que hostilizava o governo Romano.

Todavia, sendo Deus, nosso Senhor e Salvador Jesus deu uma resposta que calou a todos os hipócritas que tentavam comprometer seus ensinamentos. Mandou primeiramente que mostrassem a Ele uma moeda do tributo: “Mostrai-me uma moeda do tributo”, e a Bíblia diz que alguém lhe entregou um “denário” (vs. 19).

Em seguida, ensinou a todos ali da seguinte maneira: “De quem são esta imagem e inscrição? E eles responderam: César. Então lhes disse: Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus (Mt 22.20,21).

Esta foi uma declaração impactante para aqueles que ouviam e também para nós nos dias atuais. Jesus deixou bem claro que existem no mundo âmbitos diferentes de influência nos quais seus discípulos estão inseridos, um é temporal e o outro é espiritual, ambos podem até conviver, mas não se submetem entre si e muito menos devem, necessariamente, andar juntos.

Segundo Grudem:

“Trata-se de uma declaração notável, pois Jesus mostra que devem existir dois âmbitos distintos de influência, um para o governo, outro para a vida religiosa do povo de Deus. Algumas coisas, como impostos, dizem respeito ao governo civil (“o que é de César”), logo, a igreja não devem tentar controlá-las. Em contrapartida, outras coisas dizem respeito à vida religiosa das pessoas (“o que é de Deus”), logo, o governo civil não deve tentar controlá-las.”

Nesse ensino de Jesus nós podemos verificar claramente a mudança de vida em sociedade do povo de Israel do Antigo Testamento em relação ao do Novo Testamento. As leis e o convívio entre os outros povos e principalmente em relação ao Império Romano, haviam se alterado radicalmente e era necessário estabelecer-se uma diferença, uma ruptura do governo civil em relação à religião, ou seja, como o povo é organizado socialmente (englobando-se como convívio com outros povos e culturas) e como deve se relacionar com Deus.

Claramente, Jesus não enumera os pontos em que as duas categorias (governo civil e Igreja) deveriam andar separados, mas a simples distinção que Jesus fez entre estes dois âmbitos nos indica a aprovação de Cristo de um sistema diferente do que foi atribuído à nação de Israel no Antigo Testamento (quando o povo era governado civilmente e espiritualmente por Deus – teocracia).

Todos que faziam parte da nação de Israel no Antigo Testamento faziam parte do “povo de Deus”, pois as leis abrangiam “questões seculares”, como homicídio e roubo, e também as “questões religiosas”, como o sacrifício de de animais e penalidades no caso de adoração a outros deuses (cf. Lv. 21-23; Dt 13.6-11).

A declaração de Jesus (sendo Novo Testamento), revela uma alteração que faz a separação entre as “questões seculares” e as “questões religiosas”, conforme nos elucida Grudem:

“Na declaração de Jesus a respeito de Deus e de César, ele definiu os contornos mais amplos de uma nova ordem na qual ‘o que é de Deus’ não deve estar sob o controle do governo civil (‘o que é de César’). Esse sistema é muito diferente da teocracia que governava o povo de Israel no Antigo Testamento.”

Fica, portanto, claro o erro da visão de querer comparar e misturar o governo secular com a Igreja, impondo uma religião sobre o povo, trazendo-se alianças que podem comprometer o bom uso da doutrina e a visão que o mundo precisa ter de uma Igreja Santa e Imaculada diante de Deus e dos homens caídos que precisam de perdão e de um encontro real com Jesus.

Deve ser esclarecida e corrigida, ainda, a má interpretação de Salmos 33:12, que diz em sua parte “a”: “Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor”. Muitos “líderes” utilizam desta expressão para levar o povo a crer que o governo civil deve ser religioso e fomentar uma cruzada civil-religiosa, quando, na verdade, estão omitindo o final do texto (parte “b”) que diz: “e o povo ao qual escolheu para sua herança”. Sabemos que a herança de Deus é o nosso Senhor Jesus Cristo, que já veio a partir de Israel, a nação bem-aventurada de onde veio o Messias: O Salvador do mundo.

Portanto, o citado versículo bendiz a nação de Israel escolhida por Deus na Antiga Aliança, da onde viria o nosso Rei Jesus. O paralelismo poético hebraico nos ensina que tanto a parte “a” como a parte “b” deste Salmo estão tratando da mesma nação. Sendo assim, este texto não serve para ensinar que os governos civis devem ser religiosos, esta é uma interpretação errada.

Assim, conclui-se que, pelo ensino do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, todos os governos civis, inclusive os de hoje, até a sua vinda (arrebatamento da Igreja), devem garantir a liberdade religiosa sem imposição ou intervenção de qualquer natureza à sociedade, dando a possibilidade de que o povo livremente escolha ou não seguir às doutrinas religiosas e o modo que as praticam pela incorruptível pregação do evangelho da paz (Rm 10.15), sem imposição de governos arbitrários.

E mais, “César” não pode intervir na liberdade do povo de crer e de professar religião, pois são coisas “de Deus” para a salvação dos homens (Ef 2.8). A falta de liberdade para crer e expressar sua religião leva à corrupção do evangelho, pois dá-se a entender que as alianças erradas de “líderes religiosos” feitas com governos civis estão a obrigar as pessoas a qual caminho seguir, tirando delas a escolha por seguir a Jesus genuinamente, que é a próxima parte de nossa resenha: “Jesus não tentou obrigar as pessoas a crer nele”.

Nos vemos lá.

A visão equivocada dos evangélicos brasileiros é achar que o governo secular deve impor a religião

Enquanto escrevia estas linhas, saiu uma publicação da revista Época noticiando que muitos irmãos evangélicos já estão abrindo os olhos e abandonando o absurdo que está ocorrendo em nosso país, que estava arrastando milhares de evangélicos incautos para uma visão distorcida da missão dada por Cristo. Graças dou ao nosso bom Deus!

Hoje inicio uma série acerca dos erros que nós evangélicos cometemos na política e ao pensarmos em sociedade (me incluo, pois não posso deixar de estar no meio do meu povo).

Esta série de artigos comporão uma grande resenha da primeira das “cinco visões equivocadas acerca de cristianismo e governo”, que estão descritas no Capítulo 1 do livro “Política Segundo a Bíblia” do teólogo americano Wayne Grudem. (compre clicando na imagem ao lado).

Se hoje, após ler o primeiro capítulo deste denso e alarmante livro de Grudem, eu fosse questionado pelo próprio autor qual das cinco visões equivocadas por ele destacadas a Igreja Evangélica brasileira está praticando, eu diria que estamos patinando sobre a primeira, por falta de conhecimento bíblico e social.

As cinco visões destacadas por Grudem são equivocadas e igualmente graves, mas a primeira é a base do comportamento social da Igreja para relacionar-se com as demais pessoas na sociedade. É através desta visão distorcida que praticamos o mesmo erro dos fariseus tão criticados por Jesus, que já os denunciava dizendo:

“ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando.” Mateus 23:13

A visão equivocada acerca de cristianismo e governo que a Igreja Evangélica brasileira está cometendo é pensar de maneira inflamada que o governo civil deve impor a religião, estabelecer preferência religiosa, adotar como oficial nossos cultos em detrimento de todas as demais religiões que estejam presentes na nação.

Este pensamento de se utilizar do cristianismo para diminuir, desprezar e subjugar as demais pessoas já foi utilizado por muitos políticos no decorrer da história, na maioria das vezes apoiada por quase que a inteireza da população cristã da época. Porém, as consequência de tal visão foi de densas trevas no transcorrer dos mil anos da era medieval.

Segundo Grudem, a visão de que o governo civil deve obrigar as pessoas a apoiar ou seguir determinada religião é completamente equivocada. Para corroborar sua opinião ele chama o leitor a fazer uma releitura da história da religião e do Estado para perceber as calamidades históricas que foram decorrentes desta visão.

A título de exemplo Grudem faz referência à Guerra dos Trinta Anos (1618-1648), que teve seu estopim com um conflito entre protestantes e católicos desejosos de controlar posses de terras, principalmente na Alemanha. Dentre muitas outras “guerras religiosas” que ocorreram nos séculos 16 e 17 na Europa, entre católicos e protestantes.

Nas palavras de Grudem:

“Também no século 16, protestantes reformados luteranos perseguiram e mataram milhares de membros de grupos anabatistas na Suíça e na Alemanha, que desejavam ter igrejas “só para os crentes” e que batizavam por imersão aqueles que faziam uma profissão pessoal de fé”

Contudo, ouso ir além do contexto histórico utilizado por Grudem, pois a questão da visão distorcida sobre cristianismo e governo, antes de existir a disputa das próprias denominações religiosas guerreando entre si para conseguir poder e espaço no controle da sociedade, era o próprio governo secular (Estado) que guerreava contra a própria Igreja. Até que o governo percebeu que utilizar-se da visão da imposição da religião sobre o povo seria a solução, em meio à ignorância política do povo cristão.

Referido quadro se deu com a ascensão do Imperador Constantino que, após ter entendido que a perseguição do Império Romano contra o crescimento dos cristãos não tinha dado certo por mais de três séculos, decidiu arrefecer os ânimos dos cristãos em face da perseguição (que só os fazia crescer) tornando o cristianismo a religião oficial do Estado, impondo-o sobre as religiões pagãs existentes.

Mesmo que houvesse sinceridade na conversão do Imperador Constantino, não há que se negar que também tratou-se de um ato político. Constantino se considerou o Sacerdote Supremo do povo, se consultando com cristãos para decidir os seus rumos. Após 100 anos desta mistura, o Império ruiu pela ocupação bárbara, que fez com que Roma ficasse destituída de Imperadores.

Surge, então, a figura Papal. Sem Imperadores, o bispo de Roma se torna Supremo Sacerdote, legislador e administrador de Roma e do mundo ocidental que deveria se subjugar aos seus comandos. Surge o período das trevas, em que as pessoas não tinham entendimento das escrituras, nem podiam se reunir para bem decidir se queriam seguir a religião papal, sem que fossem perseguidas e mortas.

Referida mistura de poder entre Estado e Igreja chegaria em seu ápice na Reforma Protestante, diante do completo desvirtuamento das tradições da Igreja Católica com o que as Escrituras ensinavam. Mas o flerte da Igreja com o Estado permanece grande até hoje e sendo ensinado erroneamente por muitos e agora está castigando a mentalidade dos evangélicos brasileiros.

Os cristãos (Católicos Romanos) brigaram tanto por territórios e poder político na Idade Média (cruzadas e outros conflitos), que muitas religiões atualmente continuam a perseguir os cristãos e nutrem um preconceito com o Cristianismo, como o hinduísmo e o islamismo, por razões históricas.

Conforme escreve Grudem, após conflitos religiosos, em 1779, três anos após a Declaração da Independência dos Estados Unidos, Thomas Jefferson redigiu a “Declaração de Virgínia para a Instituição da Liberdade Religiosa”, que refletia o apoio crescente à liberdade de expressão religiosa nos Estados Unidos. Seguem as palavras de Jefferson:

“Seja decretado pela Assembleia Geral que nenhum homem poderá ser obrigado a frequentar ou apoiar qualquer culto, local ou ministério religioso, nem será forçado, impedido, prejudicado ou afligido, em seu corpo ou em seus bens, nem sofrerá de qualquer outro modo em razão de suas opiniões ou crenças religiosas. Antes, todos os homens terão liberdade de professar e, por argumentos, defender suas opiniões em questões religiosas, o que não diminuirá, nem aumentará, nem afetará de qualquer outro modo sua capacidade civil”

Igualmente, no Brasil, temos o direito à liberdade religiosa, por meio da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, que prevê no artigo 5º, inciso VI, a liberdade de consciência, de crença e de culto religioso, tendo o Estado brasileiro inclusive o dever de proteger os locais de culto e suas liturgias.

Quem somos nós, então, para achar que uma religião deve sobressair politicamente sobre a outra se a política é sempre aliciada pela maldade e pelo pecado que rondam o mundo? Podemos, sim, exercer influência com bons políticos e governantes cristãos, mas querer transformar o Brasil numa nação com religião oficial é repetir erros históricos – nunca há sucesso em utilizar-se da Palavra de Cristo pela conquista do poder secular.

Nosso Reino não é daqui. Nosso Reino será juntamente com o nosso Rei Jesus, Salvador do mundo. A Igreja não pode se misturar com a maldade. É incogitável que a Igreja habite como um só no meio de cães devoradores.

Temos homens escolhidos para a missão específica de atuar na Política, cheios do Espírito Santo de Deus para impedir que o Anticristo reine antes do tempo determinado por Deus. Mas o papel da Igreja é proclamar o evangelho de paz do Reino de Deus que está infinitamente acima do governo secular, tendo como objetivo: Salvar as vidas que se perdem, abrindo as portas dos Céus.

Poderíamos mudar tal mentalidade do povo evangélico brasileiro, mas a história continua a se repetir, por falta de conhecimento e de ensinamento de que a Bíblia mostra que a visão de que o governo deve impor a religião é equivocada e contrária ao próprio ensino bíblico, como demonstraremos nos próximos posts, inciando-se com a verdade de que “Jesus fez distinção entre o reino de Deus e o de César”.