O Dízimo é princípio de fé para todos os tempos

O dízimo não é propriamente uma “lei”, pois veio antes de qualquer lei. O dízimo é um princípio espiritual atemporal que apenas conseguimos compreender em sua totalidade mediante a . A base deste princípio está em reconhecermos que o Senhor nosso Deus é o dono de todas as coisas nos céus e na terra (Sl 24), inclusive a vida de todos os homens.

O mundo capitalista moderno ensina aos homens a acumulação de riquezas e de bens. Os homens a cada dia são mais inflamados por desejos desenfreados de possuir as coisas, que chegam ao patamar errôneo de colocarem o amor ao dinheiro acima do próprio Deus, e na incompreensão das coisas de Deus se desviam da fé (1 Tm 6:10).

A Bíblia chama isto de ganância (ou cobiça) e avareza. Quem assim vive está nos assentos principais da lista exemplificativa daqueles que jamais poderão herdar o Reino de Deus se não deixarem tal prática (1 Co 6:10).

A expressão daquele que está envenenado pelo espírito da avareza é percebida pelo entendimento completamente errado acerca do dízimo, chegando a tomar para si interpretações antibíblicas sobre este princípio, dizendo que é um “mandamento do tempo da lei de Moisés” não aplicável aos tempos de hoje. Conclusão que é completamente herética e equivocada.

No princípio, nossos patriarcas Abraão (Gn 14:20) e Jacó (Gn 28:22) pela fé deram o dízimo (Hb 7:1-2), – quanto às ofertas voluntárias certamente foram ensinadas desde Adão aos seus filhos (Gn 4). Os patriarcas estavam debaixo da lei de Moisés, que só viria mais de 500 anos depois? Obviamente que não!

Veja que acontecimento bíblico principiológico e maravilhoso da instituição sacerdotal do dízimo:

“E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e era este sacerdote do Deus Altíssimo. E abençoou-o, e disse: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra; E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo.” Gênesis 14:18-20

Abraão foi surpreendido, após sua vitória contra o rei de Sodoma, com a aparição de um sacerdote que o abençoou em nome do Deus dos céus e da terra, que ambos igualmente adoraram e cearam com pão e vinho (o que profetizava a ordenança do memorial da Ceia do Senhor).

Por um impulso de fé e confiança no que Deus havia feito naquela noite, em lhe fazer prevalecer e abençoar grandiosamente diante de todos os homens, pegou a décima parte dos despojos e entregou ao sacerdote Melquisedeque, Rei de Salém, que não recusou, antes recebeu por ser sacerdote digno diante de Deus. Ali, pela fé, estava sendo revelado a nós, antes de qualquer lei ou mandamento, o princípio do dízimo.

O patriarca Jacó, igualmente, fez um voto diante de Deus. E destaco a palavra voto na frase anterior, pois muitos crentes têm deixado de fazer votos com o Senhor, que são provas bíblicas que agradam a Deus, de onde vem nossa benção e proteção.

As palavras de Jacó, que naquele momento estava sozinho e sem nada, fugindo das ameaças de seu irmão Esaú, como andarilho no deserto, foram de compromisso enfático da fidelidade que teria com Deus dali em diante, dando-lhe o dízimo, assim como fez seu avô Abraão:

“E Jacó fez um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer, e vestes para vestir; E eu em paz tornar à casa de meu pai, o Senhor me será por Deus; E esta pedra que tenho posto por coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo.” Gênesis 28:20-22

Só pode fazer voto com Deus, para ter o que comer e o que vestir, quem verdadeiramente é fiel. Quem leva Deus a sério. Quem reconhece o senhorio do Senhor nosso Deus sobre todas as coisas nos céus e na terra.

Olhe bem para as palavras de Jacó: “de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo”. O reconhecimento espiritual de que tudo vem de Deus, e de que devemos tributar a ele o dízimo vai além de qualquer lei ou responsabilidade humana, é algo que só uma relação espiritual com Deus pode nos fazer compreender.

Quanto à obrigatoriedade do dízimo, a profecia é clara (Ml 3:10), pois diz: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos”. O mantimento na casa de Deus é espiritual e também material.

Ensinando sobre o mantimento dos trabalhadores da doutrina da palavra do evangelho de Cristo em 1 Tm 5:17-18, o Apóstolo Paulo é claro em dizer que o esforço aplicado no trabalho de Cristo exige que não se ate a boca (isto é, que não se negue mantimento) a quem trabalha, pois “digno é o obreiro do seu salário”.

Nesse sentido, a conclusão do Apóstolo é que sem contribuição a Igreja enfraquece no esforço que deve ser feito na pregação e propagação do evangelho. A Igreja alimenta a obra, para que seja alimentada e outros mais alcançados pelo evangelho sejam alimentados. O mantimento, portanto, é diário e fundamental para a obra de Deus.

Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo confirmou o dízimo diante dos fariseus, escribas, discípulos e todo o povo (Mat 23:23), ensinando que o ato de dizimar deve ser feito com “justiça, misericórdia e com fé”, como fez Abraão. E o próprio Cristo participou da coleta de ofertas no templo e santificou todo aquele que dá com alegria, as vezes até mesmo além das suas forças, mesmo em meio às suas dificuldades (Mc 12:41-44), reconhecendo que é de Deus que vem a provisão.

Ainda, a Palavra do Senhor é clara em nos ensinar que a Igreja Primitiva contribuía com muito mais que o dízimo, de coração para o ministério do Evangelho de Cristo (2 Co 9:6-7). Isso porque Jesus ensinou que nós que nascemos de novo, da água e do Espírito, deveríamos fazer ainda muito mais além da justiça que os fariseus e escribas faziam, pois davam o dízimo de tudo, cumprindo os preceitos da lei, sem fé no Filho de Deus, e se sentiam ensoberbecidos por isso (Mat 5:20).

Assim, em ultimato, a Bíblia nos revela que Jesus Cristo, nosso Rei e Senhor, não é menos digno que Melquisedeque, que foi reconhecido como Rei e Sacerdote e recebeu o dízimo de Abraão. Jesus não é um homem mortal como Melquisedeque o foi, mas o Homem-Deus, que morreu e ressuscitou e está vivo para todo o sempre, e é digno de receber nossos dízimos que sustentam a missão que nos foi dada por Aquele que tem o sacerdócio eterno (Atos 1:7-8).

“E aqui certamente tomam dízimos homens que morrem; ali, porém, aquele de quem se testifica que vive. E, por assim dizer, por meio de Abraão, até Levi, que recebe dízimos, pagou dízimos. Porque ainda ele estava nos lombos de seu pai quando Melquisedeque lhe saiu ao encontro. Mas este, porque permanece eternamente, tem um sacerdócio perpétuo.” Hebreus 7:8-10, 24

É digno de nota, ainda, concluirmos que o dízimo recebido pelos sacerdotes levitas não era instituição própria dos levitas (Nm 18:21), mas a entrega divina da administração do princípio do dízimo que já existia na eternidade. Como escreveu o escritor da carta aos Hebreus, os levitas ainda estavam no DNA de Abraão quando este, pela fé, já tinha entregado o dízimo reconhecendo a autoridade sacerdotal de Melquisedeque, por quem foi abençoado.

Portanto, os levitas apenas herdaram a administração sacerdotal dos dízimos entregues na casa de Deus, mediante o compromisso de fé entre os homens e Deus que já existia na eternidade, e hoje, na dispensação da graça, este compromisso de fé, chamado dízimo, é administrado pelos pastores e presbíteros, que apascentam o rebanho do Senhor, assim como ensinou o Apóstolo Paulo:

“E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará. Porque a administração deste serviço, não só supre as necessidades dos santos, mas também é abundante em muitas graças, que se dão a Deus. Visto como, na prova desta administração, glorificam a Deus pela submissão, que confessais quanto ao evangelho de Cristo, e pela liberalidade de vossos dons para com eles, e para com todos” 2 Coríntios 9:6, 12, 13

Cuidado com as más conversações, preservemos a boa consciência acerca das coisas de Deus. Indico o livro de ensino sobre o Dízimo do Pr Paulo César Lima, que mudou a minha vida financeira com Deus (clique na imagem para adquirir na Amazon.com):

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Estejamos vigilantes com falsas doutrinas antibíblicas, que só atraem maldição e insegurança para nossas vidas. Acautelai-vos que ninguém vos engane. Não amaldiçoe aquilo de Jesus santificou.

Resenha: As Novas Fronteiras da Ética Cristã – Pr. Claudionor de Andrade

O comportamento cristão é disciplinado de maneira completa à luz da Bíblia. E esta obra não nos traz respostas prontas, mas faz-nos refletir e observarmos a nós mesmos, como nos portamos socialmente.

Como devemos nos comportar diante do mundo moderno? Como devem ser orientadas nossas decisões e opiniões no contexto político contemporâneo? De que lado devemos estar diante de discussões sobre o homossexualismo, o aborto, a eutanásia, o suicídio, dentre outras questões polêmicas?

É buscando levar o leitor ao pensamento bíblico profundo dessas questões que o Pr. Claudionor de Andrade orientou esta linda obra prima colocada à nossa disposição pela nossa querida Casa Publicadora das Assembleias de Deus – CPAD.

O primeiro atrativo para se deleitar no conteúdo deste livro é o preço do ebook na amazon (clique aqui), que é sempre mais acessível, rápido e fácil de adquirir do que em qualquer outra loja virtual. Depois de adquiri-lo, é claro, o maior atrativo de todos é o seu conteúdo.

Muitos leitores podem achar a didática do Pr. Claudionor de Andrade por vezes rebuscada ou até mesmo com excesso de utilização da norma culta, mas confesso que este é um dos meus maiores atrativos nos livros do Pr. Claudionor.

Ler um capítulo de um livro deste erudito teólogo brasileiro é ser enriquecido com o aprendizado de comunicar-se com o domínio da norma culta, mas sem perder de vista a atenção devida à simplicidade e facilidade de compreensão, garantindo o acesso de todos.

Nunca antes foi tão necessário fazermos uma releitura da história social e política moderna para estabelecermos a importância da ética bíblica pura e simples. E o Pr. Claudionor nos conduz à reflexão do pós-guerra em 1945, quando o mundo abriu os olhos para a catástrofe que radicalismos moralistas podem causar.

A ética cristã apresentada nesta obra leva em consideração o preparo emocional, intelectual e até mesmo físico dos cristãos que desejam afirmar e defender a boa conduta cristã no século XXI.

Isto porque, durante a escrita das primeiras linhas deste livro o Pr Claudionor tinha acabado de passar por um transplante de fígado. E mesmo convalescente, Deus o despertou para a defesa da conduta ética em nossa sociedade. Que glorioso chamado!

Quem realmente ama a Deus e sua Santa Palavra mesmo em momentos mais difíceis, consegue suportar as adversidades e produzir para a obra de Deus. A ética cristã é um compromisso que fizemos com Jesus Cristo, a partir do momento que o aceitamos como Senhor e Salvador de nossas vidas.

Portanto, lhe convido a apreciar, meditar, aprender e meditar sobre seu comportamento cristão através deste livro. O radicalismo em momento algum resolveu os problemas morais da sociedade. O que muda é o compromisso individual e público, que é nosso testemunho pessoal da grande mudança que em nós foi operado pelo Senhor Jesus.

O cristão protestante e as ideologias

As ideologias humanas ingressaram com força no círculo evangélico após as eleições presidenciais de 2018 no Brasil. À luz da Palavra de Deus a mistura das ideias humanas com a doutrina bíblica fere os bons costumes, contamina a comunhão e provoca contenda entre os irmãos, além de fazer com que a igreja esqueça de cumprir com seu papel social.

Primeiramente, inicio este texto com a afirmação de que os crentes verdadeiros, que possuem sua confiança e esperança em Cristo Jesus devem estar acima de quaisquer discussões humanas, pois estamos além de qualquer razão social ou jurídica formulada pelos homens. Isto porque vivemos em uma dimensão sobrenatural como igreja, ou seja, estamos acima do natural, do que o mundo ensina, do que o mundo vive.


O Apóstolo Paulo foi bem claro ao afirmar que não vivemos por vista, mas vivemos por fé (2 Cor. 2:7). Fé não se explica, fé se vive. Os homens, desprovidos da sabedoria de Deus, vivem por vista. Tentam explicar racionalmente aquilo que não conseguem compreender. Assim eram os filósofos pré-socráticos. Assim foi Sócrates, mesmo utilizando-se de seu método de questionamentos para ensinar seus pupilos, o objetivo era buscar a verdade; e depois dele os demais filósofos que o sucederam.


As discussões sobre as ideias humanas para explicar os dilemas sociais (ideologias), seguem o mesmo raciocínio dos filósofos, buscando verificar através das discussões do mundo que se vê o que seria “certo” e o que seria “errado”. Diante disso contendem diuturnamente e vivem frustrados, pois a maldade, o sofrimento e a morte são destinos humanos que não há solução no mundo natural.


Sobrevindo os ensinamentos de Jesus Cristo, tudo mudou. Ele, sendo Deus em forma de homem, veio solucionar tais contendas intermináveis em si mesmo, se entregando e fundando a igreja, para que por meio dele realizasse a missão de resgatar os homens da maldade, do sofrimento e da morte, por intermédio da fé que se fundamenta da graça salvadora, encontrando apenas em Jesus as soluções para as mazelas sociais.


O Senhor e Salvador Jesus Cristo foi enfático e definitivo em dizer que apenas Ele é “O Caminho, a Verdade e a Vida”. Todas as ideias humanas devem ser construídas tendo por base o que Ele ensinou para seus discípulos e que foram testemunhas no mundo da época e chegou até nós. Não é Marx, Engels, Jeremy Bentham, Edmund Burke entre expoentes da “esquerda” e “direita” da política moderna que vão dizer para a igreja o que fazer ou como se comportar no meio social. Nossa única e principal fonte de ensino e conduta social é Jesus Cristo, através da Bíblia Sagrada.


A fonte da direção de como a sociedade deve ser conduzida deve ser trazida pela Palavra de Deus. É triste ver no Brasil, pouquíssimas pessoas que se dizem cristãos, mas não usam a Bíblia como fonte de suas “opiniões” políticas. Quando sua posição não se confirma pela Palavra de Deus, são rápidos em dizer que não se pode misturar política com religião. E quando a crítica do outro contra seu candidato político, trata de utilizar texto isolado dizendo que devemos ser “sujeitos às autoridades”, como se isso significasse que devemos descumprir preceitos bíblicos para concordar com posições que não passam pelo crivo da Palavra de Deus.


A verdade é que, a pretexto de buscarem seus próprios interesses muitos cristãos estão relativizando a Palavra de Deus. Negociando o seu “entendimento político” sobrepondo-o à realidade do evangelho de Cristo. Seja o posicionamento ideológico de seu partido ou candidato preferido, sempre que seus argumentos destoarem dos ensinos bíblicos, é dever do verdadeiro cristão discordar dele e exigir a correção de seu pensamento.

Alguns textos bíblicos são maravilhosos para ilustrar o proceder de verdadeiros governantes, que possuem condutas básicas que agradam a Deus. Provérbios 31 foi escrito por um rei árabe, chamado Lemuel, com ensinamentos ilustres que obteve de sua sábia mãe, que, após adverti-lo de se afastar dos prazeres lhe mostrou o caminho correto de um bom governo dizendo:

“Abre a tua boca a favor do mudo, pela causa de todos que são designados à destruição. Abre a tua boca; julga retamente; e faze justiça aos pobres e aos necessitados.” Provérbios 31:8,9


Fazer justiça a quem precisa não é “fazer a justiça que queremos”, mas fazer a justiça que as pessoas precisam para viverem suas vidas em paz e com suas necessidades básicas supridas. Isso nos orienta a cumprirmos a responsabilidade social atribuída à Igreja por Jesus Cristo, visto que não mais andamos vivendo para nós mesmos, quando encontramos Jesus vivemos em razão de todos aqueles destinatários da salvação, como nós.


A igreja, biblicamente falando, tem uma responsabilidade perante a sociedade, que se inicia pelo amor ao próximo e pela fé em Deus, sendo manifestada através das boas obras, conforme pontilhou o apóstolo Tiago: “A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e guardar-se da corrupção do mundo” (Tg. 1.27).

Neste versículo observamos o compromisso social da igreja, que é fruto do amor de Deus derramado pelo Espírito Santo em nossos corações. Assim como Jesus se interessou e se comoveu em razão das mazelas sociais, a igreja e o ministério, não podem agir diferentemente.

A responsabilidade social consiste em visitar os órfãos, as viúvas, fazer doações, ajudar os carentes, amar os desafortunados, chorar com os que choram, proclamar libertação espiritual aos cativos, fundar instituições sociais e educacionais, que realmente trabalhem com transparência e seriedade.

A igreja contemporânea vem sendo bombardeada pelo comodismo, onde muitos crentes estão com medo de trabalhar, avançar, crescer, marchar e conquistar os propósitos de Deus para o seu povo e para a humanidade. A ação social da igreja reflete o tamanho da fé e o brilho de nossa espiritualidade em Cristo Jesus.

A ética e a responsabilidade social foram vislumbradas por Jesus: “… porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e estando enfermo e na prisão não me visitastes” (Mateus 25.42,43).

Cuidar daqueles que necessitam de nossa ajuda é uma atitude cristã e abençoadora. Que Deus nos desperte a fazer o bem, sem distinção de classe e etnia, afinal, a igreja foi chamada para ser SAL DA TERRA e LUZ DO MUNDO.


Fujamos, pois, das ideologias humanas e voltemo-nos para a Palavra de Deus, para vivermos um verdadeiros evangelho que traz paz e atrai pessoas para o caminho da verdade que é a salvação em Jesus Cristo.

A continuidade do dom de Apóstolo

O apostolado é um dom ministerial que ainda continua vivo, mas não é para qualquer pessoa. O dom de apóstolo trata-se de uma capacitação muito especial confiada nas mãos de verdadeiros pioneiros e desbravadores da missão evangelística no mundo.

dom de apóstolo

O dom de Apóstolo continua na atualidade?

Acerca do dom ministerial apostólico, em Efésios 4.11, o Apóstolo Paulo nos ensina que Deus “[…] deu uns para apóstolos […] querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo”.

Comentando este versículo, acerca do dom apostólico, assim ensina o pastor e professor Quemuel Lima:


“Os que recebem do Senhor esse dom são escolhidos por Deus para a realização de obras pioneiras e desbravadoras.” (Epístolas Paulinas, 2007, pg. 64)

O apóstolo Paulo sofreu calúnias, porém defendeu sua chamada apostólica diante dos Gálatas e muito padeceu por causa do Evangelho (Atos 9:16), tendo sido reconhecido, por seus trabalhos, como possuidor desse dom maravilhoso (Gl. 1:15-24).


Em nossa geração pentecostal apóstolos (enviados especiais de Deus) cuidaram e ainda cuidam da missão de propagar o Evangelho, doando suas vidas pela Obra de Deus e formando missionários. Veja o que o pioneiro Pr. Lewi Petrus afirma prefaciando a biografia do pioneiro Gunnar Vingren (fundador das Assembleias de Deus no Brasil):

“Muito se tem discutido em círculos teológicos sobre se o ministério do apostolado continuou depois dos doze apóstolos que haviam estado com Jesus durante a sua vida terrena, e que o viram pessoalmente. Existem, porém, no Novo Testamento, indícios de um ministério apostólico continuado. Determinadas passagens mencionam algumas pessoas como apóstolos, embora não pertencessem ao número dos doze escolhidos. Na carta aos Efésios, Paulo apresenta o ministério apostólico entre outras coisas que deveriam servir para a edificação da Igreja: Ef 4.11-15. A palavra apóstolo significa “enviado”, “delegado” uma pessoa que está devidamente autorizada por outra que a enviou para realizar missão que lhe foi confiada. Essa palavra no latim é missionário, e significa igualmente uma pessoa que foi incumbida e enviada por outra para realizar uma missão especial. No Novo Testamento usa-se esse termo para pessoas que estão dedicadas ao trabalho de pioneirismo. O significado é ilustrado da melhor maneira possível no trabalho pioneiro de um missionário em um novo campo. Gunnar Vingren foi um apóstolo no sentido perfeito da palavra. Quando ele e Daniel Berg foram para o Brasil, eram apóstolos de Cristo tanto quanto Paulo e Barnabé, que também foram chamados apóstolos (At 14.4; 1 Co 9.15) e saíram para Chipre, na Ásia Menor.” (Diário do Pioneiro Gunnar Vingren, 5ª edição, Ed. CPAD, 2000, pg. 11-12 – prefácio)

O dom Apostólico continua

A obra apostólica continua, confiada nas mãos de homens que há muitos anos trabalham para a expansão da Igreja, pelo levantamento de novos obreiros para a ceifa nos campos brancos, com o avanço do ministério Evangelístico.


Cuidado com as mentiras que são contadas por aí, em supostos “círculos teológicos”. A obra apostólica é um trabalho especial que continua vivo, colocado pelo Espírito Santo nas mãos de homens selecionados para líderes especiais que são responsáveis, ainda, por muitos ministros enviados para lugares específicos para a Missão.


A maior prova do apostolado é a vida e avanço da Igreja!


Que a graça e a Paz do Senhor nosso Deus esteja com todos.

Aliás, o cesto de Moisés se moveu ou não se moveu no rio Nilo?

Parece ser uma questão pacífica entre os pregadores que o cesto de Moisés teria descido o rio Nilo, mas não é isso o que a Palavra de Deus diz.

Esta intrigante questão se extrai da interpretação textual do versiculo 3 do capítulo 2 do livro do Êxodo que diz assim:

Não podendo, porém, mais escondê-lo, tomou uma arca de juncos, e a revestiu com barro e betume; e, pondo nela o menino, a pôs nos juncos à margem do rio. Êxodo 2:3

Juncos são um tipo de vegetação bem comum daquela área que crescia na margem do rio, porém nasce dentro da água, nas partes rasas. Portanto, trata-se se uma vegetação aquática.


A mãe de Moisés, simplesmente o pôs nos juncos, certamente para que a correnteza não o levasse. A intenção da genitora deste pequeno que se tornaria um grande homem de Deus, era protegê-lo da morte.


Nesse sentido, jamais deixaria seu filho sofrer riscos descendo o rio com a correnteza. Deixá-lo junto ao rio teve uma conotação religiosa, tendo a hebréia buscado mexer nos sentimentos religiosos da filha de Faraó.


O rio Nilo era sagrado para os egípcios, e tirar um bebê solitário da água se tornaria algo sobrenatural para a jovem egípcia. Outra questão que denota a proteção foi Mirian, que ficou garantindo a segurança do infante. Veja que ela não “perseguiu” o cesto. Isto não está texto:

E sua irmã postou-se de longe, para saber o que lhe havia de acontecer. Êxodo 2:4

Mirian assumiu um posto de vigilância. Olhando o que aconteceria com a criança no cesto, deixada no meio dos juncos. O texto ainda refere que foi nesta posição estática que o cesto com o bebê foi tirado das águas (que de fato significa seu nome conforme o versículo 10):

E a filha de Faraó desceu a lavar-se no rio, e as suas donzelas passeavam, pela margem do rio; e ela viu a arca no meio dos juncos, e enviou a sua criada, que a tomou. Êxodo 2:5

Corroborando nossa opinião bíblica de que o cesto com o bebê não desceu o rio, como muitos apressadamente pregam, interpretando, a nosso ver, erroneamente o texto, explicam os renomados comentaristas do Comentário Beacon que a mãe de Moisés sabia que naquele ponto do rio Nilo a filha do Rei do Egito costumava se banhar:


“A fé dos pais (Hb 11.23) é claramente ilustrada quando a mãe viu que ele era formoso e escondeu-o três meses (2). Depois, ela o colocou em uma arca e a pôs nos juncos à borda do rio (3). A fé sempre resulta em ação, mesmo quando a ação é arriscada. Vivendo pela fé, a mãe também mostrou inteligência. Ela colocou o bebê num lugar do rio onde a princesa do Egito normalmente freqüentava. Também dispôs que a filha ficasse em um ponto estratégico para fazer a pergunta certa no momento certo (4,7). Para saber (4) ou observar. Também foi ato de fé a mulher hebréia entregar o filho nas mãos da princesa egípcia. Esta mãe, como ocorreu mais tarde com Ana e Maria, estava convencida de que seu filho era escolhido de Deus e estava disposta a entregá-lo à providência divina.” (Beacon, Antigo Testamento, Volume 1, 2003, CPAD)

Portanto, numa análise exegética entendemos que o cesto de Moisés não se moveu no rio, tendo ficado no lugar onde sua mãe o colocara até ser tirado do meio dos juncos pela filha de Faraó.


E o que você acha? Deixe sua opinião nos comentários e envie este texto para seus amigos.


A Paz do Senhor Jesus esteja sempre com você.

As crianças quando morrem na infância vão para o céu?

Ótimo material de consulta que utilizei para escrever o presente texto são os 4 volumes da obra Teologia para Pentecostais, do Pastor Walter Brunelli (disponível na Amazon). O pastor Brunelli é um Mestre reconhecido no meio evangélico pentecostal.

Admiro muito a sua história, visto que estudou e conviveu academicamente em cursos de teologia reformada (calvinista) não tendo perdido sua essência e fé pentecostal, pois na época em que iniciou seus estudos teológicos era muito difícil encontrar faculdades de teologia que fossem baseadas na doutrina pentecostal.

Ainda assim, o pastor Walter manteve sua interpretação literal e poderosa das Sagradas Escrituras nos pontos da doutrina do Espirito Santo (pneumatologia), da doutrina da salvação (soteriologia), e também da doutrina das últimas coisas (escatologia), conforme nossa fé veementemente pentecostal, biblicamente, nos ensina, enchendo-nos os corações e nossas mentes com o poder de Deus ao lermos a Santa Palavra.

A presente questão que ora se põe nada mais é do que um desses pontos polêmicos capaz de dividir teologias, que, entendo eu, apenas a interpretação literal e soteriológica pentecostal se amolda ao que o texto Sagrado nos revela. A resposta para a questão da Salvação Infantil está doutrinariamente localizada, para fins didáticos, na soteriologia bíblica, ou seja, na doutrina da salvação.

As crianças, ao morrerem ainda na primeira infância, ou seja, quando não fazem o uso pleno da razão, irão ou não para o céu? Isto é, serão ou não salvas? Comecemos analisando o texto chave e básico para a fiel resolução de tal celeuma, as palavras do Senhor Jesus no evangelho de Mateus 19.14: “Jesus, porém, disse: Deixai os pequeninos e não os estorveis de vir a mim, porque dos tais é o Reino dos Céus”.

A interpretação exegética deste texto é simplória, de modo que se Jesus quisesse ensinar de outra maneira diretamente o faria, pois nenhum de nós, meros leitores e aplicadores da Palavra do Senhor, podemos subentender o entendimento do Senhor Jesus quando suas palavras são tão diretas desta maneira.

Primeiramente, não havia uma ou duas crianças ali sendo levadas aos Senhor Jesus. O evangelista escreve que levaram a ele “alguns meninos” (vs. 18) para que os impusesse as mãos, estando os discípulos a repreendê-los de diante do Mestre. Não se pode, então, dizer-se que Jesus estava a tratar de cada criança em sua individualidade, mas estava a tratar-lhes coletiva e igualmente, simplesmente em seu critério biopsicológico: “pequeninos” (crianças).

Dirigindo-se, pois, às várias crianças que ali estavam, tratando-as como iguais diante de si, foi categórico em dizer-lhes: “dos tais é o Reino dos Céus”. Veja que não há um “talvez seja das tais”, ou para “alguma das tais”, ou para “parte das tais” é o Reino dos Céus. Muito menos Ele disse “as tais foram escolhidas por mim para herdarem o Reino dos Céus”.

A Palavra “É” deriva do verbo “ser”, que denota um direito adquirido, uma passagem direta, a expressão de algo que já está há muito tempo definido por Deus. Elas simplesmente são possuidoras dos Céus. Não poderia ser diferente. Vemos em Romanos 10:9, que “se com a boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo”.

Crianças não tem possibilidade alguma de bem articular utilizando-se da fala, nem mesmo os juízos estão formados para bem entenderem e colocarem o coração no que é santo ou profano. Seria Deus mal ao ponto de lançar um ser indefeso e desprovido de livre expressão e juízo no inferno? Absolutamente que não, pois tornaríamos o Senhor Deus o autor do mal.

O Senhor Jesus, explicita e abertamente nos ensinou que a sua graça já estava derramada sobre os pequeninos. Independentemente da postura dos seus pais ou de suas mães, se são ímpios ou se são crentes, não tendo as crianças entendimento para corresponder à Graça Preveniente, Jesus já demonstrou que esta graça lhes havia sido dada por direito adquirido e passagem direta ao Reino dos Céus.

Qualquer outra interpretação é colocar nas Palavras de Jesus um entendimento humano reducionista, inventado e manipulado que não nos cabe. Veja-se que o evangelista Marcos anotou que Jesus, ao ver os discípulos impugnando o acesso das crianças às suas bênçãos, indignou-se (Marcos 10.14). Como quem diz: “quem dera vocês fossem crianças para terem acesso direto aos Céus”.

Realmente eles não faziam ideia do que estavam fazendo. Estavam bloqueando os possuidores por excelência de terem contato com o dono da propriedade. Se delas é o Reino, quem somos nós para impedi-las de serem abençoadas pelo Senhor Jesus?

Sendo assim, tomamos por certo que as crianças são salvas, até o momento que se tornarem capazes de fazer o uso da razão e entenderem o bem e o mal e assim autodeterminar-se, aflorando-se a natureza pecaminosa. Veja-se, igualmente, a postura do SENHOR Deus ao determinar a Josué quem entraria na Canaã terrena:

“E vossos meninos, de que dissestes: por presa serão; e vossos filhos, que hoje nem bem nem mal sabem, ali entrarão, e a eles darei, e eles a possuirão” (Dt. 1.39).

Ora! Se foi assim na Canaã da terra, como seria diferente na Celestial? Haveria injustiça no tratamento do SENHOR? De modo algum! De igual sorte, há um raciocínio lógico, desvelado pela doutrina soteriológica do Apóstolo Paulo, especialmente nos versículos 12 e 14 do capitulo 5 de Romanos, onde ensina que

“[…] como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram. […] no entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão, o qual é a figura daquele que havia de vir”

Isto significa que, se o pecado de Adão foi capaz de fazer com que os homens nascessem em pecado, o Sangue de Jesus Cristo que tira o pecado do mundo é suficiente para anular o pecado com a benção da salvação àqueles que não fazem uso da razão para se autodeterminar pela natureza pecaminosa ou pelas boas obras da salvação, que são frutos da fé em Cristo Jesus (Efésios 2.10).

Nesse sentido ensina Strong:

“Como sem o seu ato pessoal os infantes herdaram a corrupção da parte de Adão, assim, sem o seu ato pessoal foi-lhes provida a salvação em Cristo” (Strong, 2003. p. 300).

Nesse ponto, há o interesse em saber qual é o momento em que a “criança” torna-se entendedora do bem e do mal, passando-se a ser capaz de se autodeterminar por um destes dois lados. Consoante o ensinamento do catedrático Pr. Walter Brunelli:


​​”Não é possível acomodar-se no argumento de que ‘das tais é o reino dos céus’ como doutrina absoluta de salvação infantil. É necessário considerar os limites demonstrados pelo próprio contexto, à luz do original, o qual põe em destaque crianças realmente inocentes. A responsabilização pelos atos infantis, a partir de certa idade, varia de criança para criança. Até completar os 18 anos de idade, o indivíduo é considerado ‘menor de idade’; se cometer delito, não será condenado, porque é apenas ‘infrator da lei’, isentando-se, assim, da responsabilidade penal aplicável a um indivíduo ‘maior’. O parâmetro bíblico certamente é outro. Em Lucas 18.15-17, começa a narrativa em que Jesus abençoa as crianças, aplicando o termo brephos, que no grego quer dizer ‘crianças recém nascida’; ‘criança de colo’; ‘lactante’. Embora o texto, a seguir, empregue o termo paidia, que indica criança, sem especificar idade, subentende-se, ainda, pelo contexto de Marcos 10.13-16, que se trate de crianças pequenas, porque contribui o texto informando que Ele as tomou nos braços, o que parece indicar que eram crianças de colo. Enquanto inocente, a criança está debaixo da proteção do sangue de Jesus. Seria uma contradição da própria lei condenar um inocente (Jó 4.7). Enquanto Jesus falou que ‘das tais é o reino de Deus’ (referindo-se às criancinhas), em Mateus 18, depois de haver dado uma lição de conversão aos discípulos, tomando uma criança como modelo, pela sua simplicidade, confiança, humildade e facilidade em acreditar, Ele concluiu dizendo que não é da vontade do Pai que nenhum desses pequeninos se perca. Ora, nessa expressão, Jesus admitiu a possibilidade de perda (cf. 2 Pe 3.9). Em Apocalipse 20.12, João diz que viu grandes e pequenos que compareciam para juízo, diante do trono do Cordeiro.”

Fica, assim, explicado, que não existe idade certa para que a criança seja consciente de estar fazendo bem ou estar fazendo o mal. Tal capacidade varia para cada ser humano. Portanto, caso você seja pai ou mãe e esteja lendo este texto preste atenção nas atitudes e comportamentos de seu filho e veja como se comporta para o bem ou para o mal, para saber se está consciente de suas ações.

Ensine-o no caminho em que deve andar e se empenhe para que ele corresponda com fé neste caminho. De outro lado, caso você seja uma criança prodígio e esteja lendo e compreendendo este texto, saiba que você tem pleno conhecimento do bem e do mal e pode sim vir a sofrer a perdição se não andar nos caminhos do Senhor Jesus com fé, demonstrando os frutos da salvação que são as práticas de boas obras (Efésios 2.10).

Tomemos cuidado, entretanto, com a interpretação de textos isolados para explicar a Salvação Infantil, em passagens nas quais não está sendo abordado tal assunto. A exemplo do ensino do Apóstolo Paulo no qual explica acerca da santificação do matrimônio com cônjuge descrente:

“Porque o marido descrente é santificado pela mulher, e a mulher descrente é santificada pelo marido. Doutra sorte, os filhos seriam imundos; mas, agora, são santos” (1 Co. 7.14).

Na interpretação deste versículo não pode ser confundida a “santificação” aqui atribuída pelo SENHOR, com a “santificação” que é a dedicação piedosa e diária do “salvo” perante Deus. O Apóstolo está ensinando que ser um dos cônjuges descrente não torna o casamento um pecado perante o cônjuge crente.

Assim, tendo Deus santificado o cônjuge descrente pela fé do cônjuge crente, não é necessário pôr fim ao matrimônio. De igual maneira, gerar filhos deste relacionamento também não é pecado, pois Deus os santificou pela fé do cônjuge crente.

Utilizar-se deste versículo para explicar que “a fé de um dos pais pode gerar a salvação dos filhos” é um completo erro de interpretação bíblica.

Esperamos que este texto tenha sido esclarecedor de todas as dúvidas que permeiam esta área soteriológica da Salvação das Crianças que não fazem uso da razão e não conseguem se autodeterminar racionalmente para o bem ou para o mal.

Ainda que existem interpretações diversas por outros intérpretes das diversas “teologias” que hoje existem, leia o texto sagrado e confronte com nossas conclusões, assim como fizeram os irmãos Bereanos (Atos 17.10-11), certamente o SENHOR Deus falará com você por intermédio de sua Santa Palavra.

Os Pentecostais são reformados?

Obviamente, para quem é entendido do assunto a pergunta acima pode não parecer ter sentido, visto que os pentecostais são oriundos da reforma protestante. O objetivo, portanto, do presente texto é demonstrar para os leitores médios de teologia (aqueles que não estudam cotidianamente o assunto), a dicotomia atualmente existente no Protestantismo, que dividiu-se na “Teologia Reformada” e na “Teologia Pentecostal”, esta última à qual somos biblicamente adeptos.

Necessário frisar que podem existir outros diversos tipos de “Teologia” dentro do protestantismo atual, em vista da proliferação, nos últimos 30 anos, de Igrejas “neopentecostais”, que trouxeram novas “teologias” focadas no materialismo, como a “teologia da prosperidade” e a “teologia do triunfalismo”, esta que nos últimos anos está a nos assustar com a proliferação da doutrina do “coach cristão”, que prega um evangelho semi-pelagiano, como se o homem, pela sua própria sabedoria e entendimento, fosse capaz de evitar as tribulações – não nos alongaremos neste assunto, pois este não é o foco deste pequeno texto.

Retornando à questão principal, nós Pentecostais somos oriundos da Reforma Protestante e estamos alicerçados sobre os cinco pontos dos reformadores da Igreja da Idade Média: (1) Somente as escrituras (Bíblia) é a fonte do padrão de conduta e prática da Igreja; (2) Somente Cristo é Senhor, Salvador e Intermediário da Igreja diante de Deus; (3) Somente a Graça pode salvar o homem de sua natureza pecaminosa; (4) Somente a fé em Cristo é suficiente para Salvar-nos da perdição; (5) Glória é somente dada à Deus.


Todavia, cremos na “Teologia Pentecostal”, alicerçada na simples leitura do texto do capítulo primeiro de Atos dos Apóstolos, onde nos é apresentada a comissão de Jesus Cristo para seus discípulos, ou seja, para a sua Igreja: “Recebereis poder do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra” Atos 1:8.

O recebimento deste poder ocorreu primeiramente na recém inaugurada Igreja de Cristo em Jerusalém, quando, no dia de Pentecostes (festa de comemoração pela passagem dos 50 dias das primeiras colheitas – festa das primícias), o Espírito Santo veio sobre os Apóstolos e outros discípulos que estavam reunidos no Cenáculo, em oração, aguardando a promessa do Senhor Jesus (Atos 2).

A partir de então, a Igreja recebeu este Batismo com o Espírito Santo, para proclamar, declarar e fazer a obra missionária até aos confins da terra, com poder e graça, com revelações, profecias e operação de maravilhas, assim os sinais seguem os que creem como prometido por Cristo Jesus, confirmando a Palavra (Marcos 16:15-20). Ainda hoje o poder de Deus é manifestado sobre a igreja por meio dos dons do Espírito Santo (1 Co. 12.7-10), que vem para edificar a Igreja, a fim de aperfeiçoar a cada dia mais o povo de Deus para que evangelho avance com poder na vida dos Salvos em Cristo Jesus.

A resposta à pergunta, portanto, é “Somos protestantes, ou seja, oriundos da reforma protestante, porém adeptos da Teologia Pentecostal Arminiana e refutamos a Teologia Reformada Calvinista, pois são doutrinas irreconciliáveis”.

Muito cuidados devemos ter, todavia, com alguns tipos de “franksteins” que tem se erguido no meio dos Pentecostais. Os chamados “Pentecostais Reformados” que querem, ao mesmo tempo que são pentecostais, incluir em nosso meio a “Teologia Reformada”, ou seja, a doutrina Calvinista que possui divergências irreconciliáveis com a doutrina Pentecostal em relação à soteriologia (predestinação e eleição), pneumatologia (Batismo com Espírito Santo e dons espirituais) e pontos de divergências escatológicas (arrebatamento, milênio e segunda vinda de Cristo).

Referida mistura deve ser combatida, pois não há qualquer possibilidade de relação entre o Pentecostalismo e a “Teologia Reformada”. A título de exemplo podemos falar sobre a “capacitação voluntária” do Espírito Santo, que pode evidentemente vir a ser resistido pelos homens que não o quiserem (Atos 7:51). Tal realidade bíblica já faz cair por terra qualquer relação entre o Pentecostalismo e o Calvinismo que prega a “graça irresistível” (que homem não tem possibilidade de resistir ao Espírito da graça) ao mesmo tempo que querem pregar a manifestação do Espírito Santo, sendo que este só pode ser recebido se “voluntariamente buscado” pelos homens (Atos 19.2-6). Observemos, que os Apóstolos e discípulos estavam perseverando em oração quando O receberam (Atos 2:1), sendo evidente a predeterminação racional e voluntária destes homens em receber as virtudes do Espírito.

Arminianismo não é pelagianismo nem semi-pelagianismo

O pelagianismo, doutrina que vem de um monge bretão chamado Pelágio, que é contemporâneo de Agostinho de Hipona, e, portanto, viveu por volta do Século V d.C. (350-423), ensina que o pecado de Adão não afetou o homem que tem o total livre-arbítrio para se aproximar de Deus sem necessitar do auxílio da Graça.

Já o semi-pelagianismo, mais defendido por outro monge, agora francês, João Cassiano (360-435), ensina que a pessoa pode dar o primeiro passo em direção a Deus, por intermédio de seu livre-arbítrio, e só depois deste primeiro passo pode ser assistida pela Graça divina. Das leituras das obras de Jacobus Arminius, se observa que não há defesa do pelagianismo ou do semi-pelagianismo.

Pelo contrário, Armínio chama tais doutrinas de heresias e de falsidades com duras críticas. Quem chama os Arminianos e o Arminianismo de Pelagiano ou Semi-pelagiano, nunca leu Armínio ou as obras de Jhon Wesley, que demonstram que a doutrina arminiana não tem completamente nada relacionado ao pensamento de pelagiano ou semi-pelagiano.

Armínio defende em suas obras que o homem necessita completamente da Graça de Deus para ser salvo, visto que está em completo estado de depravação, pois foi atingido pelo Pecado Original. Todavia, em razão do pecado, o homem pode resistir voluntariamente a esta Graça, não dando ouvido à Palavra de Deus de onde emana nossa fé (Romanos 10:17), assim como denunciou Estêvão em Atos 7:51, em que disse à liderança religiosa judaica:

“Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim vós sois como vossos pais”

Esta realidade é biblicamente óbvia, sem necessitar de qualquer tipo de esforço retórico ou de auxílio humano na explicação do que o texto bíblico evidente e literalmente já diz. Completamente elucidativo é o que ensina o Pastor Silas Daniel, em seu texto “Em Defesa do Arminianismo”, publicado na Revista do Obreiro, nº 68, da CPAD, em 2015, e que deu origem ao livro “Arminianismo: A mecânica da salvação” (disponível na Amazon), que em breve elaboraremos uma resenha aqui em nosso blog em artigo e em vídeo para o nosso canal do YouTube.

Ensina o eminente Pastor Silas Daniel que:


“[…] o Arminianismo ensina, à luz da Bíblia, a Doutrina da Depravação Total do ser humano, isto é, que o ser humano é tão depravado espiritualmente que precisa da graça de Deus tanto para ter fé como para praticar boas obras. Escreve Arminius: “Mas em seu estado caído e pecaminoso, o homem não é capaz, de e por si mesmo, pensar, desejar ou fazer aquilo que é realmente bom; mas é necessário que ele seja regenerado e renovado em seu intelecto, afeições ou vontade, e em todos os seus poderes, por Deus em Cristo através do Espírito Santo, para que ele possa ser capacitado corretamente a entender, avaliar, considerar, desejar e executar o que quer que seja verdadeiramente bom. Quando ele é feito participante desta regeneração ou renovação, eu considero que, visto que ele está liberto do pecado, ele é capaz de pensar, desejar e fazer aquilo que é bom, todavia não sem a ajuda contínua da graça divina” (ARMINIUS, Jakob, A Declaration of Sentiments, Works, vol. 1, p. 664, traduzido em Revista Enfoque Teológico, vol. 1, no 1, 2014, FEICS, p. 105).

Ou seja, o homem não regenerado é escravo do pecado e incapaz de servir a Deus com suas próprias forças (Rm 3.10-12; Ef 2.1-10). O Arminianismo nunca ensinou que, por ainda ter em si resquícios da imagem de Deus, o homem tem a capacidade de, mesmo no estado caído, corresponder com arrependimento e fé quando Deus o atrai a si. Não, a iniciativa é sempre de Deus, já que o homem, em seu estado caído, não pode e não quer tomar iniciativa. À luz da Bíblia, o Arminianismo sempre defendeu que é através da graça preveniente que a depravação total, que resulta do pecado original, pode ser suplantada, de maneira que o ser humano poderá, então, corresponder com arrependimento e fé quando Deus o atrair a si. O livre-arbítrio é decorrente da ação da graça preveniente. Vem de Deus a capacidade de arrepender-se e ter fé para ser salvo. Em terceiro lugar, à luz da Bíblia, o Arminianismo ensina que a graça divina pode ser resistida. Como afirma Arminius: “Creio, segundo as Escrituras, que muitas pessoas resistem ao Espírito Santo e rejeitam a graça que lhes é oferecida” (ARMINIUS, Ibid., p. 664 in Revista Enfoque Teológico, Ibid., p. 108). São inúmeros os textos bíblicos que deixam clara a possibilidade de resistir à graça divina (Gn 4.6,7; Dt 30.19; Js 24.15; 1Rs 18.21; Is 1.19,20; Sl 119.30; Mt 23.37; Lc 7.30; At 7.51; 10.43; Jo 1.12; 6.51; 2Co 6.1; Hb 12.5).

É equivocado pensar que Deus não é absolutamente soberano se concede ao homem, através de Sua graça preveniente, o livre-arbítrio, isto é, uma vontade livre para escolher ou não a Salvação. Ora, um deus que no fundo manipula as decisões dos seres humanos ao invés de, pela Sua graça, conceder-lhes a capacidade de livremente ter fé e se arrepender para convidá-los a Cristo, não pode ser plenamente justo. É verdade que ninguém merece a Salvação, mas se Deus resolver salvar uns e condenar outros sem conceder uma possibilidade real de escolha para Suas criaturas, estará manchando Sua justiça. O atributo divino da soberania deve estar em perfeita harmonia com o Seu caráter, que é santo e justo (Is 6.3). Os calvinistas gostam de citar, em favor de sua crença em uma graça irresistível, João 6.44, onde Jesus afirma: “Ninguém pode vir a mim, se o Pai, que me enviou, o não trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia”. Só que o termo traduzido aqui como “trouxer” é, no grego, elkõ, que, segundo o tradicional léxico de Strong, tem mais o sentido de “atrair”, “induzir alguém a vir”. Ou seja, Deus atrai; Ele não força. Ele não violenta a liberdade humana concedida pela Sua graça e soberania. Jesus disse que os que vêm a Ele não são forçados, mas atraídos a Ele (Jo 12.32).”

Se nota, portanto, que o segredo da questão para entender o resgate que Armínio pregou em relação ao homem em estado de Depravação Total é a “Graça Preveniente”. Preveniente nada mais é do que algo que vem antes. A Graça de Deus sempre vem antes de todo e qualquer tipo de comportamento do homem. A Graça está lá, disponível, bem como também já estava com Deus desde o princípio (João 1:1), ou seja, também estava com o homem no Jardim do Éden, tendo o homem resistido à Deus e desobedecido acabando em cair desta Graça, podendo, agora, ser resgatado pela Nova Aliança de Cristo feita na Cruz do Calvário.

Agora basta que aquele que aquele que tem fé, ou seja, que já ouviu e creu na pregação do Evangelho, “se aproxime” de Deus e creia que Ele existe e que é galardoador dos que o buscam. É o que efetivamente diz o escritor de Hebreus no versículo 6 do capítulo 11. Logo, a Graça já está dada para a salvação, Jesus já nos convida a vir até ela tendo nos justificado. A partir de então, o aproximar-se de Deus, sem resistir-lhe, pertence ao homem.

Isto não é pelagianismo nem semi-pelagianismo, simplesmente porque tanto a atração à Graça e a efetivação desta Graça com a salvação do homem que a ela se entrega, vem de Deus. Pois o homem em estado de queda fica completamente carente deste contato com o salvador, que vem a ele por meio dos pregadores do evangelho, por intermédio de louvores que atingem em cheio com a Graça salvadora o coração deste homem que necessita ouvir. Daí em diante, dando seus ouvidos à pregação pode ser transformado e regenerado por Cristo Jesus.

Qualquer outro tipo de comentário que tente refutar tais realidades bíblicas, com todo o respeito, não serão educados nem mesmo honestos. Pois dos próprios textos originais de Armínio o vemos defendendo a biblicidade da Depravação Total e da Graça Preveniente que atrai o homem a realmente aproximar-se de Deus, podendo o homem resistir-lhe com a dureza do coração e comichão nos ouvidos.

Como recuperar a autoestima?

Cresce a cada dia mais o número de jovens que não gostam da própria imagem, que não acham que tem boas habilidades, que não sabem reagir bem às críticas, que não se sentem amados, que não se consideram bem sucedidos. Mas eu tenho uma palavra para vocês: nada disso que te coloca para baixo é verdade! Deus tem alegria completa para a sua vida!

1. O SENTIMENTO DE INSEGURANÇA NA JUVENTUDE É COMUM

Jamais pense que só você passa por problemas com insegurança. É completamente normal o sentimento de insegurança quanto à própria aparência e habilidades da vida. Aliás a juventude é nosso momento de transformação, de descoberta de quem nós somos e como nos colocaremos diante do mundo.

O sucesso está em ser feliz e bem resolvido pelo que nós somos e nos tornamos, independente de retorno financeiro ou qualquer tipo de reconhecimento – chegar nesse nível requer meditação profunda na Palavra de Deus e uma vida de oração.

Quantas meninas (principalmente) não se sentem assim? Se deprimem quando pensam no que pode ser um defeito em seu corpo, se tornam as maiores críticas de si mesmas. O padrão de beleza as impede de compreender a diversidade de belezas que existem e a própria beleza que Deus individualmente lhes deu.

A existência do constrangimento diante das demais pessoas, em pensar que todos estão a todo momento fazendo julgamentos. Esses pensamentos, quando não autocriticados e reanalisados, podem ser nocivos para o crescimento espiritual e social, pois o modo como nos vemos pode afetar o modo como os outros nos veem… até mesmo como nos tratam. Se identificou com algum desses pontos?

Isso está simplesmente dentro de você e pode ser resolvido, não se preocupe. A Palavra de Deus nos mostra atitudes básicas nas nossas vidas que podem fazer o nosso dia a dia muito melhor e acabar ou diminuir consideravelmente as inseguranças que rodeiam a nossa rotina.

2. SER ALTRUÍSTA – AJUDAR O PRÓXIMO

Quantas pessoas (jovens e adultos) têm testemunhos de mudança de vida a partir do momento em que encontrou alguém, ou grupo de pessoas, para ajudar voluntariamente. Atitudes desse jaez fazem com que você se sinta útil, valorizado(a) e compreender que por mais difícil que sua vida seja existem pessoas em situações piores que são cheias de autoestima e esperança.

A Palavra diz em Atos 20:35 que “[…] trabalhando assim, é necessário auxiliar os enfermos, e recordar as palavras do Senhor Jesus, que disse: Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber”. Isso significa que ao ajudarmos o próximo nós automaticamente nos ajudamos. O exercício do altruísmo, isto é, da generosidade, sempre é recompensado pelo Senhor que nos dá um sentimento de satisfação espiritual (Pv. 11:25).

Coisas que podem parecer pequenas podem fazer toda a diferença. Na sua igreja mesmo, por exemplo, busque se apresentar à liderança do conjunto infantil e oferecer seus serviços para cuidar dos pequeninos, você verá a tamanha transformação que isso fará. Apresente-se para seus líderes de mocidade ou adolescentes para propor estratégias de visitação de necessitados e doentes.

Engaje-se no exercício do Amor e o Espírito Santo transbordará seu coração de alegria, pois é promessa do Senhor – ao amarmos o próximo estamos aprendendo a amarmos a nós mesmos. Quando nos fechamos para a própria comunidade em que vivemos somos propensos a nos fechar em nossos próprios pensamentos, e a solidão nos faz perder o poder de autocrítica, não podemos viver para nós mesmos.

Olha o que o apóstolo Paulo disse em Gálatas 6:4 “[…] prove cada um a sua própria obra, e terá glória só em si mesmo, e não noutro”. Você é templo do Espírito, morada de Deus, e não tem graça ter um templo para usufruir para si mesmo, vai criar poeira e teias de aranha, não é? (risos). Exercite a boa obra na vida das pessoas, sempre para a glória de Deus (1 Ts. 2:5). 3. FAÇA BONS AMIGOSA Bíblia sempre é clara acerca da necessidade de termos bons amigos e companheiros na vida.

Até mesmo Jesus não andava e não orava sempre sozinho. Ele tinha seus companheiros mais chegados, que convidava nos momentos de maior intimidade para orar com ele (Marcos 14:32-33). Assim também somos nós, precisamos de companheiros de oração. Provérbios 17:17 nos diz que “O verdadeiro companheiro está amando todo o tempo e é um irmão nascido para quando há aflição”.

Um amigo sincero é uma ajuda presente em tempos de dificuldade. Resta saber que alguém se preocupa conosco para nos animarmos (1 Coríntios 16:17,18). Faça amizade com boas companhias, que te influenciação positivamente. Não faça de tudo para ganhar amigos. Seja você. Deixe que amigos sinceros se aproximem de você pelo que você é, não pelo que você tenha ou faça (Provérbios 13:20).

Não queira ser aceito por quem você não é. Fazer coisas desnecessárias para impressionar os outros vai fazer você se sentir desvalorizado e usado (Romanos 6:21, 22).

4. UM ERRO COMETIDO NÃO DESTRÓI A SUA VIDA

Paulo é bem claro em Romanos 3:23, ao dizer que todos nós somos iguais, encerrados no mesmo pecado, quando escreve que: “Todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus”. Então não existe o santarrão e as ovelhas negras. Todos nós precisamos estar em constante arrependimento e santificação diante de Deus (Hebreus 12:14).

Se você cometeu um erro, arrependa-se e não mais o repita, e isso não lhe fará nem melhor nem pior do que ninguém. Somos todos imperfeitos diante de Deus. O que significa que às vezes vamos falar ou fazer coisas que não deveríamos (Romanos 7:21-23; Tiago 3:2).

Não podemos evitar cometer deslizes durante a vida, mas podemos controlar a reação a eles. A Palavra de Deus diz que: “sete vezes cairá o justo, e se levantará” – Provérbios 24:16. Alguém pode parecer mais forte que você, mas é apenas aparência. Cada pessoa tem diferentes pontos de fraqueza. Não use o fato da imperfeição humana como pretexto para o cometimento de pecados deliberados.

Os pecados que cometemos são aqueles que não podemos evitar sem o socorro do Senhor, como disse Davi no Salmo 139:23, 24: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos.E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno”. Se você cometer erros propositadamente, perderá nestes atos a aprovação do Senhor (Hebreus 10:26, 27).

5. VOCÊ TEM UM VALOR, O ESPÍRITO SANTO SE MOVE EM VOCÊ!

O que Jesus Cristo viu em mim e em você? – Certamente viu o que eu e você talvez não consigamos enxergar. Será mesmo que nossos defeitos fazem com que Deus nos olhe de maneira diferente, distorcida e crítica como nós nos vemos? Você já tentou pegar um ônibus ou um metrô faltando 10 centavos para completar a passagem e procurou desesperadamente em todos os lugares? – O valor para nós parece ser pequeno até o momento que nos damos conta do quanto é precioso para momentos especiais.

Assim somos nós, pensamos que somos pequenos, mas Deus quer nos usar em momentos especiais que já tem escrito para mim e para você. Você é valoroso(a) para Deus. Por isso, temos que fazer por Ele tudo o que pudermos para agradá-lo, Deus vê e retribui nossas atitudes, e a Palavra de Deus garante que “Deus não é injusto, para se esquecer de vossa obra e do amor que mostrastes ao seu nome” – Hebreus 6:10.

Só o valor que temos para Deus é motivo para nos tirar da mente todos os pensamentos ruins que temos sobre nós mesmos.

6. CONCLUSÃO

A autoestima, então, nada mais é do que o valor que atribuímos a nós mesmos. Não podemos nos diminuir às questões da aparência e do que as pessoas pensam sobre nós. O ponto de vista da autoestima é completamente relativo e somos nós os responsáveis pelo equilíbrio do nosso pensamento.

É fato que uma pessoa pode ser muito bonita e mesmo assim se sentir feia. Ou pode não ser tão atraente, mas achar que é mais bonita do que todo mundo ao seu redor. Tudo é uma questão de atitude e rever os conceitos sobre si mesmo. Saia dessa antessala de solidão e entre no cômodo onde está Deus pronto para dizer o quanto você é especial para Ele.

Deus abençoe.

Os anjos pecam?

Esta é uma pergunta que muitos fazem e ficam em saia justa em meio a uma discussão na roda de amigos ou entre os próprios irmãos da igreja: os anjos cometem pecado? Se não, como explicar a queda dos anjos com Satanás?

1. SÍNTESE DA NATUREZA E CARACTERÍSTICAS DOS ANJOS

Os Anjos de Deus são seres espirituais, celestiais, criados pelo próprio Deus e pertencem ao plano do próprio Deus que é Espírito. Portanto, uma de suas características singulares é a santidade, não pecam e, por isso, não são os destinatários da salvação (que é dada aos homens), pois já vivem e assistem diante da glória de Deus.

Como ministros de Deus (incumbidos de funções designadas por Deus) os anjos não são autômatos (robôs), são dotados de sentimentos, de emoções, e de liberdade de atuação, assim como o próprio Deus. Contudo, uma de suas características que também os fazem não serem contrários à Deus é a obediência ao Supremo Criador.

2. TUDO BEM. MAS O QUE ACONTECEU COM SATANÁS E SEUS ANJOS CAÍDOS?

O que nasceu em satanás foi o engano, a mentira, a soberba, que para nós destinatários da salvação são “pecados” como observados hoje diante das escrituras, mas para eles nos lugares celestiais foi uma afronta inédita ao próprio Deus, que gerou a expulsão de satanás e de todos aqueles que foram corrompidos por ele (por isso é o pai da mentira).

Podemos dizer, assim, que foi o primeiro pecado cometido no universo (cósmico e físico), originado em Satanás que subverteu a natureza da terça parte dos anjos dos céus. Podemos verificar, portanto, que os anjos foram criados por Deus perfeitos e absolutos em seu ser, mas não em caráter (vontades, decisões).

No momento em que o pecado nasceu em Satanás, o caráter dos demais anjos foi colocado à prova, ao ponto de conseguir subvertê-los e persuadi-los ao mal. Os anjos não são como os homens que vivem coxeando (titubeando) entre o bem e o mal, os anjos são seres espirituais e têm o conhecimento da verdade.

Portanto, o que decidem está decidido. (Ap. 12:7-9) Assim, caindo Satanás e seus demônios, os anjos que ficaram leais a Deus foram chamados de absolutamente santos em seu caráter (Mt. 25: 31; Lc. 9:26; Ap. 14:8-10), e são insuscetíveis de cometerem pecado, desobediência, rebelião, ou qualquer falta contra Deus. Pois decidiram ficar ao lado do Senhor, fiéis e cumpridores de suas ordens para com os homens.

3. CONCLUSÃO.

Podemos dizer, então, que os anjos de Deus não “pecam”, porque não é a natureza deles serem contrários à natureza de Deus. Os que “pecaram” (2 Pedro 2:4) e foram enganados por Satanás e caíram, foram vítimas do início do mal, do único pecado cometido nas regiões celestiais, ou seja, um único fato que ocorreu uma única vez, e a Bíblia não mais fala sobre anjos se rebelando, afrontando ou desobedecendo a Deus, pois os que assistem diante dEle são santos em caráter.

Satanás continua com suas mentiras e seu engano e a Palavra de Deus mostra bem isso. Desafiou a Deus quanto à lealdade de Jó, tentou ao Senhor Jesus no deserto, concedeu aos seus demônios a maldade ao ponto de se apossar e possuir homens e mulheres. Mas os anjos ministradores de Deus continuam a proteger poderosamente aqueles que são salvos e o servem e Satanás não tem poder sobre eles (Hb. 1:14).

Basta pedirmos ao Senhor, como disse Jesus (Mat. 26:53). Agora, o diferencial que Deus atribuiu a satanás que lhe deu a capacidade de perverter-se, orgulhar-se, ao ponto de se tornar contrário à natureza do próprio Deus é uma discussão teológica tão antiga sobre a origem do mal que só a eternidade nos revelará.