Aliás, o cesto de Moisés se moveu ou não se moveu no rio Nilo?

Parece ser uma questão pacífica entre os pregadores que o cesto de Moisés teria descido o rio Nilo, mas não é isso o que a Palavra de Deus diz.

Esta intrigante questão se extrai da interpretação textual do versiculo 3 do capítulo 2 do livro do Êxodo que diz assim:

Não podendo, porém, mais escondê-lo, tomou uma arca de juncos, e a revestiu com barro e betume; e, pondo nela o menino, a pôs nos juncos à margem do rio. Êxodo 2:3

Juncos são um tipo de vegetação bem comum daquela área que crescia na margem do rio, porém nasce dentro da água, nas partes rasas. Portanto, trata-se se uma vegetação aquática.


A mãe de Moisés, simplesmente o pôs nos juncos, certamente para que a correnteza não o levasse. A intenção da genitora deste pequeno que se tornaria um grande homem de Deus, era protegê-lo da morte.


Nesse sentido, jamais deixaria seu filho sofrer riscos descendo o rio com a correnteza. Deixá-lo junto ao rio teve uma conotação religiosa, tendo a hebréia buscado mexer nos sentimentos religiosos da filha de Faraó.


O rio Nilo era sagrado para os egípcios, e tirar um bebê solitário da água se tornaria algo sobrenatural para a jovem egípcia. Outra questão que denota a proteção foi Mirian, que ficou garantindo a segurança do infante. Veja que ela não “perseguiu” o cesto. Isto não está texto:

E sua irmã postou-se de longe, para saber o que lhe havia de acontecer. Êxodo 2:4

Mirian assumiu um posto de vigilância. Olhando o que aconteceria com a criança no cesto, deixada no meio dos juncos. O texto ainda refere que foi nesta posição estática que o cesto com o bebê foi tirado das águas (que de fato significa seu nome conforme o versículo 10):

E a filha de Faraó desceu a lavar-se no rio, e as suas donzelas passeavam, pela margem do rio; e ela viu a arca no meio dos juncos, e enviou a sua criada, que a tomou. Êxodo 2:5

Corroborando nossa opinião bíblica de que o cesto com o bebê não desceu o rio, como muitos apressadamente pregam, interpretando, a nosso ver, erroneamente o texto, explicam os renomados comentaristas do Comentário Beacon que a mãe de Moisés sabia que naquele ponto do rio Nilo a filha do Rei do Egito costumava se banhar:


“A fé dos pais (Hb 11.23) é claramente ilustrada quando a mãe viu que ele era formoso e escondeu-o três meses (2). Depois, ela o colocou em uma arca e a pôs nos juncos à borda do rio (3). A fé sempre resulta em ação, mesmo quando a ação é arriscada. Vivendo pela fé, a mãe também mostrou inteligência. Ela colocou o bebê num lugar do rio onde a princesa do Egito normalmente freqüentava. Também dispôs que a filha ficasse em um ponto estratégico para fazer a pergunta certa no momento certo (4,7). Para saber (4) ou observar. Também foi ato de fé a mulher hebréia entregar o filho nas mãos da princesa egípcia. Esta mãe, como ocorreu mais tarde com Ana e Maria, estava convencida de que seu filho era escolhido de Deus e estava disposta a entregá-lo à providência divina.” (Beacon, Antigo Testamento, Volume 1, 2003, CPAD)

Portanto, numa análise exegética entendemos que o cesto de Moisés não se moveu no rio, tendo ficado no lugar onde sua mãe o colocara até ser tirado do meio dos juncos pela filha de Faraó.


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A Paz do Senhor Jesus esteja sempre com você.